Para fazer uma analise séria, sem histerismo e click bait dos primeiros 60 dias de governo Bolsonaro, é preciso separar o que é governo (administração pública) e o que é a visão construída. Em resumo, o que é identidade e o que é imagem.
Para isso, vou usar uma metáfora que considero bem apropriada, quem assistiu a série do NetFlix, Strangers Things, vai compreender ainda melhor.
Na série, existe o mundo real e o "up side down", que é o mundo invertido. O mundo invertido é sombrio e habitado por monstros, nele, a realidade é totalmente alterada.
Pois bem, o governo Bolsonaro nesses primeiros dois meses vive dois mundos: o real, e o mundo invertido.
No mundo real, o governo apresentou um plano para os 100 primeiros dias de governo, apresentou um pacote anti-crime, um projeto para a nova previdência, eliminou ministérios, cortou 21 mil CC's, cancelou licitações e contratos abusivos e está promovendo mecanismos de desburocratização, conceções e privatizações.
No mundo paralelo, há uma crise de governo por dia, a partir de declarações e pequenos atos de agentes do governo, que são transformados em "crises", gerando uma histeria na extrema-imprensa e redes sociai. Uma frase do Mourão: crise de pensamento entre Bolsonaro e Mourão. Moro é mal interpretado ou comete um ato administrativo condenável (nomeação da Ilona Szabó), crise no Ministério da Justiça causa mal estar, e por ai vai.
Que crises são estas? Crise que não interfere uma vírgula no andamento do governo e da administração não é crise, é histeria disfarçada de crise. É o "up side down" da extrema-imprensa.
Chegamos ao limite do ex-presidente FHC afirmar que nunca viu um governo tão desastrado e um início tão desequilibrado sendo levado a sério.
Posto minha visão dos dois mundos que envolvem o governo, quero pontuar duas questões essenciais que ancoram esses 60 dias e são pontos críticos na análise.
Sucessão presidencial: até hoje, desde a redemocratização, praticamente não houve sucessão presidencial, pois: o ministro FHC passou para o presidente FHC 1, que foi suscedido por FHC 2. Lula 1, recebeu de portas abertas do seu grande amigo FHC e, posteriormente entregou para Lula 2 e Dilma 1, que passou para Dilma 2 e teve continuidade com seu vice, Michel Temer. Ou seja, o atual governo Bolsonaro é o único que realmente é um novo governo, que vai totalmente de encontro aos governos passados.
Além disso, é uma equipe praticamente sem experiência no Planalto, pouquíssimos Ministros tiveram experiência em ministérios e apenas alguns em Secretarias estaduais (são apenas 6 ministros com voto).
Então, dentro de um quadro técnico, construído sem influência partidária ou de caciques, é normal que haja um período de adaptação, tanto administrativa quanto de conduta. O que justifica alguns exageros ou omissões.
Composições ministerial e maioria parlamentar: o ministério levou em consideração critérios técnicos e experiência nas áreas de atuação, prova disto, é ter 16 ministros que não possuem um voto sequer.
É importante frisar sobre a "falta de articulação política" do governo. Primeiro dizer que é uma bobagem afirmar que não existe articulação política, existe sim, e existe um novo entendimento de como fazer essa articulação. Deixe-me exemplificar brevemente:
No livro, Diários da Presidência, FHC desenha como foi composto seu ministério, levando em consideração: partidos, poder estadual de cada legenda, magnitude estadual, caciques locais grupos políticos, ou seja, uma sofisticada engenharia de arranjo e acomodação de peças para compor ministérios e maioria na Câmara e Senado, ao preço de espaços políticos, cargos e poder.
O governo Bolsonaro está propondo uma articulação em cima de ideias, temas e pautas, não vinculando as aprovações à cargos, emendas e estatais. Ou seja, se antes você comprava deputados e senadores e a partir dai fazia seu cálculo de votos, hoje o governo precisa trabalhar no varejo e no convencimento.
Resumindo, está em curso uma construção política completamente nova e diferente de tudo que foi visto até agora.
Um governo que toca em uma frequência diferente, com ministros preparados, que não aceitam o jogo da imprensa, invertem as armadilhas e desfilam conhecimento e números. Uma visão de gestão na administração pública, com a digitalização do governo, criação de uma central de compras (somente na saúde, se estima 14 bilhões em economia), redução dos níveis hierárquicos e diminuições de cargos comissionados (na era petista chegou próximo a 120 mil).
Dentro do Plano dos 100 dias, questões como:
Combate à fraudes no INSS com pagamento de bônus (meritocracia), podendo recuperar 10 bilhões.
Isolamento de líderes das facções criminosas nos presídios.
Reação imediata e eficiente no caso Brumadinho.
Revisão da Lei Rouanet e contratos publicitários.
Concessões e privatizações.
13º do Bolsa Família.
Decreto das armas.
Projeto piloto de dessanilização no nordeste entre outras.
Citei apenas alguns exemplos, envolvendo diferentes áreas do governo, para comprovar que no mundo real, no mundo administrativo, o governo vai muito bem, obrigado.
Outra questão posta nestes 60 dias, é o resultado da pesquisa de avalição do governo, amplamente divulgada como ruim para o Planalto. Contudo, observe a diferença entre o mundo invertido e o mundo real nesta narrativa.
Avaliação do governo, 38%.
Avaliação do presidente 57%.
Como pode o presidente ser bem avaliado e o governo não? Uma coisa é indissociável da outra.
Simples. Como a extrema-imprensa bate diariamente, 24 horas por dia no governo, gera na opinião pública uma sensação de que o governo não alinhou, mas que o presidente possui capacidade para ajustar.
Dessa forma, se a população tivesse acesso aos dados que trago neste texto, tivesse sido informada sem viés, ao longo desses dois meses, certamente a avaliação estaria acima dos 60, 70%.
Infelizmente, conviveremos 4 anos entre dois mundos. O mundo invertido da extrema imprensa e o mundo real do governo e dos brasileiros.
*Publicado originalmente em http://www.zewestphalen.com.br/?m=1
O carnaval do Rio de Janeiro foi marcado por uma tragédia familiar decorrente da morte de uma criança de três anos abandonada pelos pais em casa junto com duas irmãs também crianças. Os pais saíram para curtir o bloco de carnaval do bairro e deixaram os três filhos dormindo. Um curto-circuito no ventilador do quarto teria provocado um incêndio rapidamente. Quando resgatado por vizinhos, o garoto estava com 90% do corpo queimado, razão pela qual não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. Tragédias como essas só acontecem porque, no Brasil, as crianças recebem menos proteção do que um animal.
As pessoas precisam saber que, de modo geral, os crimes contra as crianças em terras tupiniquins são punidos com penas muito brandas. Sem uma adequada punição, os adultos fazem das crianças gato e sapato. Por exemplo, o crime de abandono é punido com penas de seis meses a três anos, o que significa que o criminoso pode nem sequer ser processado, caso cumpra algumas condições, como assinar uma folhinha no Fórum periodicamente. Mesmo se for processado e condenado, o autor desse crime será punido com penas restritivas de direito, ou seja, vai apenas pagar as famigeradas cestas básicas ou prestar serviços comunitários. Se a criança abandonada for recém-nascido, a pena é inexplicavelmente menor: de seis meses a dois anos, o que enseja até transação penal, que nada mais é do que um acordo para pagar uma pena pecuniária ou prestar serviço. Pode um bandido abandonar um bebê na lata do lixo, como acontece com uma frequência chocante, e ser “punido” com um acordo? Outro crime muito comum praticado contra crianças é maus-tratos. Trata-se de um delito corriqueiro porque a pena é igualmente ridícula: dois meses a um ano ou multa. Sim, o vagabundo que judiar de uma criança indefesa pode ser punido só com uma mísera multa. Para se ter uma ideia do absurdo, se alguém maltratar um animal, a sua pena será maior, de três meses a um ano e mais a multa. Ou seja, se um infeliz descobrir que foi traído e quiser descontar a sua ira em alguém, melhor que seja em uma criança, já que chutar um bichano na rua pode lhe render uma pena mais severa. Que futuro esperar em uma sociedade que confere a um animal maior proteção do que a uma criança? A tendência é ser governada por macacos, como na ficção hollywoodiana.
Não é à toa que rotineiramente são denunciados casos de abandono e maus-tratos contra crianças. O impressionante é que o legislador não parece sensibilizado com o sofrimento dos infantes. Talvez seja assim porque criança não vota. Recorde-se que, desde 2006, a lei outorgou especial proteção para as mulheres vítimas de violência doméstica. Sem dúvida, as mulheres também sofrem esse tipo de violência e merecem tal proteção. Porém, as mulheres adultas, bem ou mal, podem se defender, pelo menos pedir socorro, ao contrário das crianças que não têm recurso algum para evitar as agressões covardes praticadas principalmente pelos próprios familiares. Aliás, enquanto as mulheres são vítimas apenas dos homens, as crianças, por vezes, são vítimas de ambos os sexos, o que aumenta a sua vulnerabilidade. São vítimas sem voz. Apanham e sofrem caladas, sozinhas. Apesar dessa constatação óbvia, até hoje as crianças não gozam de igual proteção e não há nem fumaça de leis que tornem mais severas as penas para as agressões cotidianas contra a infância. E não se está sugerindo lançar ao cárcere os pais que eventualmente corrigem os filhos com um tapa na bunda, como se pretendeu fazer por ocasião da discussão da Lei da Palmada (Lei n. 13.010/2014), afinal não se pode confundir um puxão de orelha com maus-tratos ou abandono. O que se reclama é punição rigorosa para o desprezo, a irresponsabilidade e a violência que atingem as crianças, como foi o caso dessa vítima abandonada em casa para morrer queimada, enquanto os pais estavam se divertindo na folia carnavalesca.
Há quase trinta anos aprovou-se um estatuto para a infância que deveria conferir efetiva proteção aos menores, mas que não passa de tinta no papel por não oferecer instrumentos capazes de punir com efetividade aqueles que não respeitam as garantias previstas nessa lei. Já passou muito da hora de se estabelecer rigorosas punições para os algozes das crianças, a fim de estancar as barbaridades que sofrem diuturnamente Brasil afora. Uma criança negligenciada e judiada ao longo da sua infância tende a se transformar num ser brutalizado que, na fase adulta, irá reproduzir essa mesma violência contra os seus próprios filhos, num ciclo vicioso e perverso que precisa ser interrompido com urgência. Uma sociedade que falha miseravelmente na proteção das crianças contra todas as formas de negligência e crueldade está fadada a continuar sendo uma horda de bárbaros. Pelo andar da carruagem, no futuro não será surpresa um chimpanzé reinar por estas bandas.
*Publicado originalmente no blog do autor, em https://leandrogovinda.blogspot.com/2019/03/o-planeta-dos-macacos-e-aqui.html?m=1
**O autor é Promotor de Justiça no MP/SC
Se respira na América Latina um ar de liberdade, misturado com um forte cheiro de derrota do socialismo em suas duas manifestações mais nocivas: o socialismo do século XXI de Hugo Chávez e o socialismo castrista do século XX. Sucessivas vitórias da direita na Argentina, no Chile, no Peru, na Colômbia, no Equador e no Brasil constituem o pano de fundo do colapso na Venezuela, a quase rendição da Nicarágua e o desastre socioeconômico cubano.
Sabe-se que o castrismo tem sido a origem da fracassada ofensiva socializadora, que ao mesmo tempo conseguiu se instalar nos governos de muitas nações latino-americanas, com variados graus de submissão ao castrismo, sempre apoiada pelo dinheiro de Chávez. Hoje há muito pouco daquela era, derrotada em cada país pela própria ineficiência socialista em alguns casos, corrupção desenfreada em outro e malandragem política de esquerda no resto.
Na Cuba de Castro existe apenas uma caricatura, onde o rei está cada vez mais nu. O sucessor da dinastia dos irmãos Castro, Miguel Díaz Canel, cada vez é mais visto como o agente funerário do cadáver socialista, e não como um sucessor efetivo. Em um recente encontro com o setor gastronômico do estado, ele pediu aos administradores do estado que "copiassem os métodos dos restaurantes privados", admitindo sumariamente o fracasso dos padrões socialistas do Estado castrista.
É difícil para mim imaginar um Fidel Castro pedindo aos administradores do INIT de sua época que copiem os métodos dos restaurantes privados, como forma de serem eficientes em conformidade com a economia socialista. A admissão de Díaz Canel é um reflexo da profunda convicção subliminar de que somente a iniciativa privada é capaz de funcionar eficientemente.
A queda iminente de Maduro na Venezuela e o consequente colapso político e econômico que produzirá em Cuba acelerará a deterioração interna. Junta-se a isso a derrota ideológica mental dos novos líderes cubanos - como Diaz Canel - e a pressão exercida pela atual administração dos Estados Unidos. Temos aí o enquadramento adequado para um ponto de viragem definitiva na política interna de Cuba, que não pode mais continuar como hoje, com os caprichos do Raul, a herança de seu irmão Fidel, ou o eterno mandato do partido Comunista.
A posição da derrota virtual de Chavez-madurismo na Venezuela tem muitos componentes associados com a luta dos democratas venezuelanos no país, organizados em torno da oposição parlamentar democraticamente eleita, o que permitiu o apoio internacional, liderado pelos Estados Unidos. Dentro de Cuba não há nada semelhante; Não só nos falta um Parlamento eleito, como não há sequer uma única voz opositora a respaldar.
Não há dúvida de que a coalizão liderada pelos EUA que hoje rejeita Maduro, potencialmente também rejeita Diaz Canel. Além disso, sabe-se que o exército cubano sofreu uma grave deterioração em seu parque de armas, de modo que não representa um perigo militar para os EUA. No entanto, os americanos valorizam essa força para controlar os traficantes de drogas e não permitir uma séria desestabilização social dentro da ilha, o que os faz temer uma debandada de balseiros para a Flórida, medo permanente da administração americana. Tudo isto se articula para que, no caso de Cuba, os EUA venham a ter maior influência nas decisões internas com vista a uma transição para a democracia, mas é difícil prever qual o papel que irá desempenhar a oposição política cubana no potencial colapso do castrismo. Bem diferente do que se configura com clareza na Venezuela.
9 de março de 2019
* Artigos deste autor podem ser encontrados em http://www.cubalibredigital.com
** Original em espanhol, traduzido pelo editor do blog.
*** O autor é escritor e analista cubano exilado no Brasil.
O ex-governador Sérgio Cabral e o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, estão presos. E condenados. O primeiro delinquente conquistou 197 anos de prisão decorrentes de oito sentenças criminais. O segundo, não menos desprezível, alcançou uma proeza: em uma semana, foi duas vezes condenado a penas que, somadas, totalizam 172 anos. É um bocado de cadeia.
Cabral, com 56 anos, boa parte deles surrupiando o erário e aniquilando a dignidade e o orçamento dos cariocas, estaria negociando delações premiadas e fazendo confissões. Semana passada, na presença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, pedindo desculpas por ter mentido nos seus depoimentos anteriores e se dizendo “aliviado”, admitiu amealhar propinas por apego ao poder e ao dinheiro. Definindo este comportamento como “um vício”, o criminoso contumaz aproveitou a audiência para incriminar antigos auxiliares, empresários e parlamentares. Entregou todos, sem gaguejar, sem piedade e com os percentuais que levavam.
Preto, que se tornou septuagenário no dia seguinte à sua segunda condenação fixada em exemplares 145 anos de reclusão, estaria sendo pressionado por familiares para delatar o esquema de corrupção que envolveria figuras nacionais do PSDB, sobretudo porque uma de suas filhas foi condenada na mesma ação penal a mais de 24 anos de prisão.
Certamente esses dois criminosos, mesmo das cadeias onde estão e de onde custarão a sair (se é que sairão), podem acrescentar novos capítulos na história desta República dizimada por cretinos que, em sua maioria, mal sabem conjugar um período verbal completo. Suas confissões ou delações seriam de extrema valia para fomentar novas investigações em torno daqueles que se apossaram dos poderes públicos. Tais narrativas, certamente repugnantes e letais, conduziriam à revelação de outros personagens envolvidos em esquemas de corrupção, tráfico de influência e formação de quadrilha.
Aliás, o ex-governador viciado em propinas aproveitou a sua audiência e mencionou um integrante do Superior Tribunal de Justiça por ele indicado a pedido de outro presidiário (nascido em Porto Alegre), cunhado deste ministro e que por pouco não foi senador.
De outra parte, uma soltura anterior de Preto, após ser rastreada a partir de extratos de ligações e mensagens eletrônicas, ensejou um pedido de suspeição ou impedimento firmado por 14 abnegados integrantes do Ministério Público Federal (Ofício nº 1691/2019 – PRPR) à Procuradora Geral da República relativamente a um douto togado do Supremo Tribunal Federal, o único pretório do país que não dispõe de uma Corregedoria.
Portanto, não nos resta outra coisa senão pedir:
- Cabral e Preto, falem!
*O autor é advogado e professor de Direito Eleitoral
Roubaram o navio.
Quem roubou?
De FHC pra cá: mais de duas décadas.
E o semi-analfabeto Renan - que sobreviveu ao amigo Collor - virou um dos mandatários do Legislativo . E apareceu Cunha e novas gangs e foram loteando o país de Norte a Sul.
Ali Babás e cada um deles com 40 ladrões e seus 40 mil agregados.
Pronto!
Perdemos o navio, mas sobrou esse barco improvisado, tipo tábua de salvação.
Um oceano inteiro ao nosso redor.
Não enxergamos terra à vista.
E você vem questionar o Sérgio Moro e dizer que ele não poderia ter colocado a escalafobética do Instituto mimimi?
E vem detonar os filhos do Bolsonaro, o Carlos, porque impediu o Bestiano de ser Judas?
E o Eduardo, porque questionou o benefício dado ao Lula e negado a outros tantos presos de ir ao enterro de um parente? Quanto custou a saidinha "palanque" , mais uma vez nas costas do povo?
Na sequência virá o Paulo Guedes.
E o veneno básico contra o vice, o general Mourão.
Oi.... você aí no barco fazendo fofoca, angustiado, e a meia dúzia que colocamos lá remando contra a maré!
Quer óculos escuros , protetor solar e garçon?
A tábua de salvação não é de peroba do campo ou madeira de lei? Não foi encerada na semana passada?
Saia da zona de conforto , vigiI e orai: um olho no peixe e outro no gato... nos gatunos!
Faz promessa pra parar de pensar só no seu umbigo. Trabalhe em grupo - grita e alerta:
"Moooooro, essa lambisgóia, não!"
Vai ajudar a remar ou subiu no barco pra pegar um bronze?
Se for isso, vamos morrer todos esturricados ou afogados.
Não dá pra gritar terra à vista!!!!
*Publicado originalmente no Facebook da autora.
Para Brasileiros com coragem, honradez, ética e vergonha na cara.
"Muitos homens odeiam a verdade por amor daquilo que tomaram por verdadeiro."
(Aurelius Augustinus Hipponensis, Filósofo)
Prezado(a) concidadão(ã) – Paz e Bem!
Com a satisfação de cumprimentá-lo(a) nesta Quarta-feira de Cinzas, dia que marca o início da Quaresma para muitos brasileiros, tempo de penitência e oração mais intensa e da intensificação da prática da caridade, especialmente para com os mais pobres, lembro que para os antigos judeus, sentar-se sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus.
E o cuidado para com os pobres não pode estar limitado a um mero assistencialismo. "Somos chamados a descobrir Cristo neles: não só a emprestar-lhes a nossa voz nas suas causas, mas também a ser seus amigos, a escutá-los, a compreendê-los e a acolher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comunicar através deles" (Evangelii gaudium, 198). E mais, toda ação caritativa cristã deve ser iluminada pelas palavras de Jesus: "todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes" (Mt 25,40).
E neste dia que para mim é também de jejum e abstinência de carne, de reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, tendo presente a transitória e frágil vida humana, entristecido pelos fatos que nos cercam e eticamente indignado, recordo que o capítulo VI do Código Penal Brasileiro, referente ao ultraje público ao pudor, tipifica o ato obsceno como crime:
"Art. 233 - Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa."
Assim, o bem jurídico tutelado pelo artigo 233 do Código Penal Brasileiro é o pudor público. A sociedade brasileira tem o direito de ser respeitada no sentimento do pudor e da sua dignidade. A lei positiva protege a moralidade pública e o pudor público.
O sujeito ativo do delito é qualquer pessoa, do sexo masculino ou feminino, autor da prática de ato obsceno em lugar público, ou aberto, ou exposto ao público – sendo admitida a possibilidade de concurso de pessoas. Já o sujeito passivo é a coletividade (pudor público) ou qualquer pessoa que presencie o ato.
A palavra obsceno é oriunda do latim ob ou obs (a causa de) e coenum, tradução do grego ?oinón (imundo). Ato obsceno, elemento normativo extrajurídico ou empírico-cultural, representa, assim, uma conduta positiva do agente, com conteúdo sexual, atentatória ao pudor público, suscitando repugnância.
Mas para os que dirigem e trabalham no matutino paulistano Folha de S. Paulo e no seu portal Uol, no grupo Globo (Cbn mix, Gnews, Tv Globo, O Globo, época, ...), editora Abril(Veja, ...) e outros veículos de comunicação, o criminoso é quem denuncia o crime.
Para os integrantes dos grupos de mídia acima citados e outros assemelhados, um homem, ao completar 40 anos, manter conjunção carnal com uma menina virgem de 13 anos, desde que seja um 'artista famoso', não é ato reprovável e muito menos crime. A própria Folha de S. Paulo divulgou que a menina de 13 anos que foi violada, confirmou o fato.
De forma documentada, apresento alguns fatos que comprovam a guerra suja e não declarada dos principais veículos de comunicação e de grupos de renegados sociais contra o cristianismo na Terra de Santa Cruz, nome dado ao Brasil pelos portugueses, logo após a chegada de Pedro Álvares Cabral, com o objetivo de refletir o sentido da propagação da fé cristã:
FATO I
Milhares de crianças, em horário de aula, foram conduzidas pelas suas escolas à exposição Queermuseu, em cartaz durante quase um mês no espaço Santander Cultural, em Porto Alegre/RS, e cancelada, no dia 10 de setembro de 2017, depois de 100 mil correntistas fecharem suas contas no banco Santander, além de manifestação de milhões de brasileiros decentes nas redes sociais e milhares protestarem no local, contra a profanação de símbolos religiosos e explícita promoção da pedofilia, zoofilia, prostituição infantil, e outros tantos relacionamentos sexuais que fogem aos mais básicos princípios de moralidade como modos normais de vida, como a relação sexual de dois homens com uma ovelha, uma mulher com um cachorro e dois homens introduzindo seus pênis na boca e no ânus de um homem negro. As obras apresentavam blasfêmias contra símbolos religiosos, como hóstias nas quais escreveram palavras de baixo calão, além de imagens que profanaram o símbolo maior da fé cristã, Jesus crucificado, integrando um conjunto de obras ofensivas e de mau gosto como a Virgem Maria segurando um macaco, representando Jesus Cristo.
O evento foi organizado com a utilização de R$ 850.560,00 (oitocentos e cinquenta mil e quinhentos e sessenta reais) de recursos públicos (Lei Rouanet).
Mais uma vitória dos que pensam a Revolução Cultural, que sabem que seu trabalho deve ser feito de forma lenta, gradual, dando a impressão de naturalidade, ou seja, dando a impressão de que a sociedade caminha assim naturalmente. O marxismo cultural, no Brasil, já conseguiu a hegemonia cultural e da mídia. Pela política da dominação de espaços, já controlam a classe falante (jornalistas, cineastas, psicólogos, padres, promotores de justiça, juízes, políticos, escritores), que é formada no pensamento do marxismo cultural.
Assim, sob a hipócrita máscara da "liberdade de expressão", alunos do ensino fundamental foram conduzidas a uma exposição na qual, smj, seus organizadores incorreram nos crimes previstos nos artigos 208 e 234 do Código Penal e no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente. O "curador" da exposição Queermuseu é Gaudêncio Cardoso Fidelis, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Câmara dos Deputados, sob o nº. 1308, e que recebeu a consagradora votação de 4.521 (quatro mil e quinhentos e vinte e um votos, 0,08% dos válidos) em 7 de outubro de 2018, seu grupo - hoje hegemônico na cultura, mídia, sistema de justiça, universidades e outras áreas - está em guerra, promovendo a destruição das três colunas da civilização ocidental: a fé cristã, o direito romano e a filosofia grega, tudo é válido e permitido.
Nós propomos o encontro de Jerusalém, Atenas e Roma, significando a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos gregos e o pensamento jurídico de Roma em contraposição ao marxismo cultural, que preconiza a destruição da família e da civilização ocidental através da derrubada - em nome de falsos direitos humanos - da fé cristã, do direito romano e da filosofia grega, as três colunas da civilização ocidental.
Mas os adeptos do marxismo cultural aclamam o curador como ícone da "liberdade de expressão".
FATO II
No saguão de entrada do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) uma jovem nua se masturba na escadaria em frente ao prédio ICH, na rua Alberto Rosa, em 26 de outubro de 2015. Outras fumavam maconha e consumiam bebidas alcoólicas dentro e fora do saguão do prédio da Universidade Federal de Pelotas, sem serem contidas. O ato iniciou por volta do meio-dia e se estendeu ao longo da tarde e da noite. Algumas mulheres nuas ou com os seios à mostra urinavam em baldes e jogavam a urina nas paredes do prédio da UFPel. Os manifestantes impediram o acesso ao edifício e a Universidade Federal decidiu suspender as aulas. Em nota, a UFPel aponta que "verificou a incompatibilidade da manifestação com as aulas, o que motivou a suspensão das atividades didáticas". As aulas na Faculdade de Educação e do Instituto de Filosofia, Sociologia e Política (IFISP) também foram suspensas.
FATO III
A XXVIII Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada de 23 a 28 de julho de 2013 no Rio de Janeiro, segundo dados oficiais, reuniu 3,7 milhões de participantes, inclusive vários Chefes de Estado. No sábado, dia 27 de julho de 2013, a autoproclamada 'Marcha das Vadias' foi realizada próximo ao Altar Central, na Praia de Copacabana, onde o papa Francisco presidia os atos da histórica Jornada. Os integrantes da 'Marcha das Vadias' cobriram seus órgãos genitais com a imagem de Jesus Cristo; chutaram, pisotearam e destruíram cruzes e crucifixos; destruíram duas imagens de Nossa Senhora, simularam relações sexuais e se masturbaram com as cruzes e imagens diante dos peregrinos, inclusive crianças.
No mês anterior, com status de 'representante do povo' e das 'mulheres brasileiras', a presidente Dilma Rousseff (PT) recebeu no Palácio do Planalto as organizadoras da 'Marcha das Vadias', em reunião realizada no dia 28 de junho daquele ano.
Também os deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) homenagearam a 'Marcha das Vadias', concedendo a uma das articuladoras da marcha o título de 'EDUCADORA', em Sessão Solene da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
FATO IV
Em 31 de outubro de 2015, o cartão-postal da cidade de São Paulo, a Catedral da Sé amanheceu tomada por pichações favoráveis ao aborto, com frases como 'Útero laico', 'Tire seus rosários dos meus ovários', 'Útero livre', 'Aborto sim' e 'Se o papa fosse mulher, o aborto serial legal', após manifestação contra o projeto de lei 5.069/2013 que, entre outras medidas, visa a fazer cumprir o que dispõe expressamente a legislação brasileira sobre o 'aborto legal' e restringe a venda de medicamentos abortivos no país. A manifestação iniciou na Avenida Paulista e terminou por volta das 21h30 em frente à Catedral da Sé. Segundo cálculo da Polícia Militar, o ato reuniu três mil participantes.
Estudantes de direito, de enfermagem, de análise de sistemas e outros jovens se organizaram por meio de grupos nas redes sociais e chegaram cedo à Catedral, na manhã de Domingo (1º. de novembro de 2015), munidos de removedor de tinta e detergente neutro. Todos se declararam apartidários, cristãos em defesa da vida e limparam as pichações a favor do aborto. Os jovens foram recepcionados pelo Arcebispo Metropolitano de São Paulo, o cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, na escadaria da Catedral. Uma organizadora da manifestação que resultou no ataque à Catedral atacou o cardeal Dom Odilo Scherer, por ter se deixado fotografar ao lado de jovens com pequenos cartazes de valorização da vida e contra o aborto.
Como sabemos, a Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção e São Paulo constitui monumento arquitetônico-artístico de referência para a cidade de São Paulo. Está localizada diante do marco zero da cidade. É edifício religioso que simboliza a fé cristã professada pela Igreja Católica. É também casa para todos. Diariamente entram na catedral centenas de pessoas de culturas e credos variados que são acolhidas fraternalmente.
FATO V
Um grupo de feministas adeptas do 'anarcofunk', a autointitulada banda 'Putinhas Aborteiras' se apresentou na TVE do Rio Grande do Sul, às 18h30min do dia 5 de maio de 2014, na gestão do então governador Tarso Genro (PT). A banda combinou a batida do funk com letras repletas de palavrões, críticas à Igreja Católica e referências sexuais. Mesmo com o linguajar chulo e de baixo nível e da exposição a crianças, a TV pública convidou as 'Putinhas Aborteiras'. Será adequado a TV EDUCATIVA abrir espaço, às 18h30min, para uma banda que prega abertamente a promiscuidade, o vandalismo e a violência? E a agressão praticada pela banda ao papa Francisco e aos demais cristãos é aceitável?
FATO VI
Contratados da Rede Globo debocham de Maria, mãe de Jesus Cristo, inclusive gravando um vídeo, que foi um dos mais rejeitados nos últimos anos. No vídeo, alguns atores defenderam abertamente o assassinato das crianças que estão por nascer e ridicularizaram o fato de Maria ter gerado e gestado, sendo virgem, seu Filho Jesus. Além de cometerem pelo menos um delito neste vídeo, a saber, incitação ao crime (promover o aborto é promover um crime!) e atentar contra nós crentes, vilipendiando nossa fé, as "estrelas" da televisão deste país mostram-nos algo bem maior: seu desespero, pois sua ideologia de morte está perdendo terreno cada dia mais.
FATO VII
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) realizau o "35º. Panorama da Arte Brasileira – 2017", exposição com curadoria de Luiz Camillo Osorio, de 26 de setembro a 17 de dezembro de 2017.
Em uma das instalações, os visitantes – incluindo as crianças – são convidados a tocar o coreógrafo Wagner Schwartz, o qual se encontra nu. De acordo com o site do MAM, "o coreógrafo apresenta La Bête, performance em que ele se torna um Bicho de Lygia Clark e pode ser manipulado pelo público".
O MAM – local da exposição onde crianças podem tocar um homem nu – foi financiado com o dinheiro dos pagadores de impostos por meio da Lei Rouanet. O principal "incentivador" do museu no ano de 2017 – a empresa que capta os impostos estatais dos seus clientes para destinar aos projetos aprovados pelo governo – é o Banco Itaú. Além de financiador, uma de suas herdeiras do banco, Maria de Lourdes Egydio Villela – a "Milu Villela" – presidiu o MAM naquele ano.
CONCLUINDO ...
A Folha de S. Paulo e o seu portal Uol, o grupo Globo (Cbn mix, Gnews, Tv Globo, O Globo, Época, ...), editora Abril (Veja, ...) e outros veículos de comunicação aplaudiram entusiasticamente os protagonistas dos fatos acima relatados "como sendo atos da mais elevada arte e cultura, basilares de nova civilização" por eles apregoada, como sucedânia da civilização ocidental judaico-cristã.
A Tv Globo foi mais longe. Uma matéria - com a duração de 16 minutos e 56 segundos, do programa "Fantástico", que foi ao ar no dia 08 de outubro de 2017, domingo que iniciava a semana que seria marcado pelo Dia da Padreira do Brasil, após atacar violentamente o Padre Paulo Ricardo e o Pastor Silas Malafaia - foi finalizada com uma espécie de editorial, no qual o personagem que no dia que completou 40 anos manteve conjunção carnal com uma menina virgem de 13 anos, "explicava" que os fatos acima informados se tratavam "apenas de manifestações artísticas", deixando claro que quem não concordava com tais situações eram uma espécie de seres antissociais, obscurantistas e por aí vai. E a Tv Globo, na mesma matéria, deu largos espaços para pseudos líderes cristãos, que deixavam claro que os fatos acima relatados eram "normais', sob a alegação de que Jesus ensinou "amai-vos ...".
Assim, se a pretensão dos principais veículos de comunicação e dos grupos de renegados sociais for vitoriosa, praticar toda ordem de depravação de costumes, libertinagem, licenciosidade e devassidão deve merecer entusiásticos aplausos de todos. Mas quem ousar denunciar este estado de coisas, deve ser punido exemplarmente.
Se é verdade que a nossa luta é de Davi contra Golias, pois eles detêm a grande mídia, o dinheiro e a fama, nós detemos a verdade, algo que fala direto ao coração humano. Mas, assim como eles não descansam na busca de seu objetivo sórdido, muito mais nós – cidadãos comuns - devemos nos empenhar por um país decente.
Apesar de toda tentativa de se relativizar a verdade, todo homem e mulher de boa vontade podem concluir que, na realidade, existe um referencial claro, que é o esplendor da verdade contida nos Mandamentos da Lei de Deus, proclamados no Sinai, os quais proclamam a verdadeira humanidade do ser humano e enunciam as exigências do amor de Deus e do próximo, mandamentos que resumem a lei divina natural, válida para todos os povos e todas as crenças, e que foram elevados até ao máximo nível do amor pelos ensinamentos e o exemplo de Jesus Cristo que, verdadeiramente, nos trouxe a luz da vida.
E tenho dito.
Brusque-SC, Quarta-feira de Cinzas do ano da graça do Senhor de 2019.
Paulo Vendelino Kons, 49, bacharel em Administração pela Universidade Regional de Blumenau (FURB) e integrante do quadro permanente de servidores efetivos do município de Brusque/SC desde 1989 -