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O CÍRCULO DE FERRO DAS CORPORAÇÕES

por Percival Puggina. Artigo publicado em

 

Leio no Diário do Poder

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta (14), no Rio de Janeiro, que o relatório apresentado pela Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados teve um recuo na regra de transição que pode “abortar a Nova Previdência”.

“Houve um recuo que pode abortar a Nova Previdência. Pressões corporativas dos servidores do Legislativo forçaram o relator a abrir mão de R$ 30 bilhões para os servidores do Legislativo, que já são favorecidos. Recuaram na regra de transição. Como isso ia ficar feio, estenderam também para o regime geral. Isso custou R$ 100 bilhões”, disse Guedes, em entrevista depois de evento no Consulado da Itália.


COMENTO

Essa informação que nos trás o jornalista Cláudio Humberto é manifestação de fato bem conhecido por mim. Sempre que num parlamento se vota matéria de interesse de alguma corporação funcional, imediatamente se manifestam pressões oriundas dos círculos próximos aos parlamentares.

E todos eles têm parentes, amigos íntimos, colegas, pessoas de sua convivência com liberdade para entrar no gabinete e exercer sua pressão.

Mais significativa a pressão quando as matérias são do interesse dos servidores do Parlamento porque nesse caso, entra-se no circuito da convivência diária.

Na mesma regra estão os demais poderes de Estado, cujos interesses se entrelaçam em vista do famoso e "precioso" princípio da isonomia pelo qual o barco de um é o barco de todos.

Para que essa conta, identificada pelo ministro Paulo Guedes em R$ 100 bilhões, não venha a onerar a sociedade com prerrogativas especiais aos mais bem aquinhoados, é preciso cobrar firmeza moral dos senhores congressistas. Que resistam, no plenário, às pressões a que o deputado relator, Samuel Moreira, não resistiu! Depois não venham dizer que estavam protegendo os mais pobres...