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OS QUE MORRERAM E MORRERÃO LONGE DAS MANCHETES

por Percival Puggina, com conteúdo UOL. Artigo publicado em

 

Leio no UOL

“Desde que o novo coronavírus chegou ao Brasil, milhares de cirurgias, consultas e exames foram cancelados ou adiados para depois da pandemia. Enquanto pacientes adoecem em filas, a ociosidade ameaça centenas de clínicas privadas de médio porte, que se preparam para demitir até 350 mil pessoas. Deverão perder o emprego enfermeiros, auxiliares de enfermagem, técnicos e trabalhadores da administração — mão-de-obra que poderá fazer falta quando chegar a hora de cuidar dos pacientes que se acumularam durante a pandemia.

Desde o início da crise sanitária, aproximadamente 70% das cirurgias foram suspensas no Brasil, segundo o Colégio Brasileiro de Cirurgiões. Cerca de 45 mil pessoas podem morrer nos próximos meses por cânceres não tratados nesse período. A queda no atendimento médico se deve em parte à recomendação da ANS (Agência Nacional de Saúde), em 13 de março, para que os usuários de planos de saúde adiassem consultas, exames e cirurgias que não fossem urgentes para evitar possível contaminação por covid-19.” (1)

(1) https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/06/18/hospitais-privados-perdem-r-6-bi-ao-mes-na-pandemia-e-devem-demitir-350.htm

 

COMENTO

É realmente angustiante a situação financeira das nossas clínicas e da rede hospitalar. Os números apresentados pelo UOL correspondem à provável realidade que sucederá ao fim do mundo como ele está sendo exibido a milhões de brasileiros.

Os grandes meios de comunicação só proporcionam microfone para quem propaga o pânico. Todo o noticiário acaba afugentando as pessoas dos hospitais e locais de atendimento. Zero Hora de ontem (26/06) publica matéria com o título: “Covid-19 mata mais do que homicídio e infarto, no RS”. Logo após a informação de que a doença fizera 500 vítimas fatais no estado gaúcho, segue-se uma tabela segundo a qual, os cânceres mataram 2487, doenças cardíacas vitimaram 711 e diabetes foi a causa de 562 óbitos. Ou seja, para difundir o pânico, vale até deixar de lado coisas tão triviais quanto câncer, doenças cardíacas e diabetes.