• Bill Crouse
  • 10 Setembro 2018

 

I. Introdução

A. O desconstrucionismo é um movimento pós-moderno poderoso, actualmente em voga nas universidades de maior expressão académica e junto da elite intelectual, e a sua influência permeia todas as áreas da nossa cultura. Este movimento deu origem ao tribalismo, ao politicamente correcto, à reconstrução da imagem, ao multiculturalismo e à guerra cultural, e tornou-se num martelo com o qual destruir os valores tradicionais.

B. O Pano de Fundo do Desconstrucionismo. De forma a que se possa entender o contexto do Desconstrucionismo, é importante seguir o desenvolvimento do pensamento intelectual da cultura Ocidental. É importante entender dois termos: o modernismo e o pós-modernismo. Ambos são termos com um entendimento bem amplo.

1. Definição do Modernismo: O Modernismo é outra palavra para o humanismo iluminista. O pensador evangélico Thomas Oden afirma que este período teve início com a queda da Bastilha em 1789 (Revolução Francesa), e terminou com o colapso do comunismo e a queda do muro de Berlim em 1989.

Este foi um período que afirmou a existência e a possibilidade de conhecer a verdade com base apenas na razão humana. E devido a isto, e num acto simbólico, a deusa Razão foi instalada na Catedral de Notre Dame, na França; a Razão tomou o lugar de Deus; o naturalismo substituiu o sobrenatural. O Modernismo afirmou a descoberta científica, a autonomia humana, o progresso linear, a verdade absoluta (ou a possibilidade de a conhecer), o planeamento racional da ordem social (isto é, socialismo). Este movimento começou com grande optimismo.

2. Definição do Pós-Modernismo: O Pós-modernismo é, de certa forma, uma reacção contra o Modernismo que tem estado em preparação desde o final do século 19.

Dentro do pós-modernismo o intelecto é substituído pela vontade, a razão pelas emoções, e a moralidade pelo relativismo. A realidade nada mais é que uma construção social; a verdade é igual ao poder. A tua identidade vem dum grupo.

O Pós-modernismo caracteriza-se pela fragmentação, indeterminação, e aversão às estruturas de poder universalizantes. É uma visão do mundo que rejeita todas as visões do mundo ("histórias"). De modo resumido, o Pós-modernismo defende que não existe verdades universais válidas para todas as pessoas. Em vez disso, os indivíduos encontram-se presos à perspectiva limitada da sua raça, sexo, ou grupo étnico. Isto é algo proveniente de Nietzsche em toda a sua força.


II. Definindo o Desconstrucionismo


(Nota: Os desconstrucionistas resistem a todas as tentativas de definição classificando-as de "tirânicas", mas eles são inconsistentes visto que os seus livros nada mais são que definições extensas dos seus métodos. De facto, pode-se acusar os desconstrucionistas de só definirem as coisas!)

A. O Desconstrucionismo é uma forma de ler um texto, originalmente um método de crítica literária e só aplicada a textos literários. No entanto, hoje os desconstrucionistas dizem que toda a existência é um livro a ser interpretado, quer em forma de poema, história, valores familiares, governos, religião, ciência, escada corporativa ou arquitectura. O ênfase desta foram de leitura nunca é para aprender o significado intencionado pelo autor, mas sim a interpretação subjectiva do leitor.

B. “Os desconstrucionistas alegam que toda a escrita é reduzível a uma sequência arbitrária de sinais linguísticos ou palavras cujos significados não têm qualquer relação com a intenção do autor ou com o mundo fora do texto.” NEWSWEEK, 6/22/81

C. “A abordagem desconstrutiva a um "texto" - que tanto pode ser uma série de televisão ou um sinal rodoviário tão facilmente como pode ser um poema épico - é a de o desmantelar, tomando especial atenção às suas pressuposições elitistas, anti-feministas e pouco chiques. O projecto é informado pela filosofia segundo a qual o mundo se encontra indefinido até que alguém - temporariamente e só segundo um estilo - o torna definido ao usar palavras para o descrever. Uma vez que (alegadamente) as palavras estão sempre a alterar de significado, nenhuma interpretação dessas palavras é mais correcta que qualquer outra. A função do criticismo é, portanto, expor a sua contradição inerente na própria ideia do "significado" ou veracidade dum texto.” THE ECONOMIST, 5/18/91, p. 95.


III. As Origens do Desconstrucionismo - As Suas Raízes Filosóficas

As origens do Desconstrucionismo remontam a alguns intelectuais franceses depois da 2ª Grande Guerra. O mais notável proponente e pai do movimento foi Jacques Derrida. O Desconstrucionismo era originalmente uma forma de crítica literária (como já mencionado previamente) mas rapidamente começou a ter outras aplicações.

Ela emergiu do meio filosófico que incluía, antes de tudo, o existencialismo, (...), o Romantismo, a filosofia de Kant, a psicanálise de Freud, o fascismo (eles gostariam de negar isto), a fenomenologia e o pragmatismo.


IV. Os Principais Pilares do Desconstrucionismo

A. A natureza da realidade: A realidade objectiva não pode ser conhecida. O transcendental não existe. O universo é um sistema fechado. A realidade é inteiramente subjectiva. Os grupos e a sua linguagem criam a sua própria realidade até que ela é substituída por um grupo mas poderoso. (Vemos aqui a influência de Kant, isto é, o fenómeno da vida nunca pode ser conhecido tal como ele é, mas é sempre interpretado segundo as categorias inatas do conhecedor.)

B. A possibilidade de conhecimento: Os desconstrucionistas são cépticos. Todo o conhecimento que temos não é directo mas indirecto. O mundo chega até nós através da linguagem e só através da linguagem, que por sua vez é uma construção social. Uma declaração é verdadeira se ela dá poder a um indivíduo ou a um grupo. Aqui nota-se a influência do pragmatismo.

C. A natureza do homem: A identidade individual é um mito. O homem só adquire a sua identidade através do seu grupo ou da sua cultura. Quando o indivíduo está descontente, ele tem o direito de criar o seu próprio significado. Neste ponto, os desconstrucionistas diferem dos existencialistas anteriores onde o individual é supremo. Os desconstrucionistas são semelhantes aos fascistas, neste ponto.

D. Tomada de Decisões Morais: Os desconstrucionistas ficam profundamente ofendidos com aquilo que eles chamam de "totalização". Com este termo, eles referem-se aos valores universais que são verdadeiros para todas as culturas e para todas as eras. Para os desconstrucionistas, o "verdadeiro" é o que um grupo decide ser a verdade para um dado momento. O verdadeiro emerge do poder adquirido.

Segundo os desconstrucionistas, só os mais fortes sobrevivem. Aqueles que podem lidar com a ausência dum propósito e podem criar a sua própria realidade contra todo o peso de toda a tradição Ocidental, provam o seu direito de existir. As leis e as tradições sociais provam o seu direito de existir. As leis e as convenções sociais nada mais são que máscaras para o poder. Julgamentos de valor [moral] são exercícios de poder.

E. A natureza da linguagem: A linguagem é um sistema construído sobre os fundamentos de símbolos arbitrários. Isto é, os textos são uma colecção de palavras e imagens ("significantes") que não têm qualquer significado inerente ou conexão com o mundo objectivo ("significado”). Uma vez que a linguagem é um meio de comunicação, e visto que os construtores da linguagem são instáveis, a interpretação é também incerta. Logo, o ênfase está sempre naquele que recebe a mensagem - isto é, o leitor ou o interpretador. Mais ainda, uma vez que o significado ("significados") deriva do contexto social de cada um, o significado fundamental nasce do contexto social de cada um. A língua só pode transmitir preconceitos culturais.


V. O Método do Desconstrucionismo

A. Desconstruir um texto é semelhante a desmantelar uma casa para ver quais foram os erros de construção que foram feitos. Quando um leitor desconstrói um texto, ele está a examiná-lo em busca do preconceito e da parcialidade que o autor pode ter usado com o propósito de controlar os outros. Por exemplo, uma leitura desconstrucionista da Declaração de Independência ressalvaria que a frase "todos os homens foram criados iguais" exclui as mulheres, e ao mesmo tempo que fala de liberdade, o mesmo foi escrito por um homem branco dono de escravos. O sexismo e a escravatura contradizem a retórica da liberdade.

Os desconstrucionistas buscam por decepções ou más intenções que, de modo consciente ou inconsciente (o elemento Freudiano), motivam um autor, artista ou político particular. Note-se que o que está ausente do texto (sexo ou grupo étnico) pode ser levado em elevado consideração na interpretação desconstrucionista dum texto. Eles chamam a isso "a presença da ausência".

B. O crítico pós-modernista Thomas Oden ressalva:

O desconstrucionimsmo . . está sempre a fazer as perguntas cépticas em relação ao texto, perguntando que auto-decepções ou más intenções podem de modo inconsciente motivar uma conceptualidade particular.(Thomas Oden. TWO WORLD: NOTES ON THE DEATH OF MODERNITY IN AMERICA AND RUSSIA, p.79.).


C. O objectivo do Desconstrucionismo, portanto, é o de descobrir as contradições, mostrar as intenções ocultas e os significados suprimidos que pertencem a um texto, quer seja uma obra literária ou uma instituição social. Visto que o significado oficial é determinado por aqueles que estão no "poder", os críticos pós-modernistas "desconstroem" esses significados como forma de descobrirem o que é que está oculto ou o que é que foi suprimido no texto, e, desde logo, desacreditando o establishment que se encontra por trás do texto e obtendo o "direito" de derrubar a sua autoridade.

D. O propósito final de uma interpretação é construir um significado que justifica a experiência pessoal ou a experiência desse grupo. Por exemplo, um historiador revisionista poderá escrever a história da descoberta do Novo Mundo por parte de Colombo de uma forma que beneficiará aqueles que foram oprimidos pelos Europeus Brancos. Da mesma forma que temos “spin doctors” na política e nos média, também temos “spin scholarship.”.

VI. A Influência do Desconstrucionismo

A influência do Desconstrucionismo nos EUA tem sido omnipresente. Ela pode ser encontrada nos filmes, nos vídeos de música rock, nos livros escolares de história, nas campanhas políticas, na teologia e nos assuntos religiosos, nas artes de representação, nos anúncios publicitários, nos estudos étnicos ou estudos sexuais, e especialmente na crítica literária onde ela surgiu. Eis aqui alguns exemplos:

A. Um desenho animado recente "desconstrói" a história de Pocahontas. O desenho animado artístico exibe ela a apaixonar-se pelo colono John Smith, a quem ela converte para a adoração de Gaia (Terra). Na verdade, ela nunca esteve romanticamente envolvida com John Smith; ela converteu-se ao Cristianismo, casou-se com John Wolfe e viveu o resto dos seus dias na Inglaterra.

B. Teologia Feminista. É a tentativa de reconstruir a história da salvação tal como revelada no Cristianismo em termos feministas. Outras tentativas de reconstrução são os Muçulmanos Negros com a sua "desconstrução" peculiar do islão.

C. Traduções inclusivas das Escrituras e a rescrição de hinos Cristãos antigos. O texto original é "desconstruído" de modo a que esteja de acordo com as sensibilidades étnicas e sensibilidades de grupo modernas.

D. Os livros escolares de História das escolas primárias. Num recente livro escolar sobre a história dos EUA George Washington mal recebe algum tipo de menção. Quando o autor foi questionado sobre a sua omissão num também recente programa televisivo, ele respondeu: "Ele era um dono de escravos, aristocrata e branco."

E. Ciência. A influência do pensamento desconstrucionista junto do establishment científico está a causar um alarme de proporções consideráveis. Os deconstrucionistas alegam que os cientistas mais não são que a elite sacerdotal do establishment que produz melhor tecnologia para a opressão. Para um excelente estudo da influência que o Desconstrucionismo tem na ciência, ver: "HIGHER SUPERSTITION: THE ACADEMIC LEFT AND ITS QUARRELS WITH SCIENCE" (por Paul R. Gross and Norman Levitt).

 

VII. Uma Crítica ao Desconstrucionismo

(Nota: O Desconstrucionismo pode parecer fácil de ser refutado para nós Cristãos visto que o mesmo está claramente contra o pensamento lógico. Isto é verdade, mas temos que nos lembrar que para os Desconstrucionistas, a controvérsia é primordialmente emocional. Os Cristãos são o pior pesadelo dos Desconstrucionistas visto que eles [os Cristãos] insistem na existem da Palavra Transcendental e na posição de que a realidade é inteligível.)

Os desconstrucionistas são relativistas mas os relativistas confessos não podem ser relativistas consistentes. Se a verdade não existe, o que é que nos impede de desconstruir o Desconstrucionismo? Se "nada é verdade", como eles defendem, porque é que deveríamos acreditar nessa proposição? Porque é que deveríamos associar alguma tipo de valor aos seus escritos? Por exemplo, os desconstrucionistas frequentemente lançam ofensivas contra o cânone ocidental (os grandes clássicos), mas depois viram o argumento e colocam no seu lugar os seus próprios "clássicos" e os seus "cânones". Uma professora rejeita os escritos de Shakespeare porque ele era "demasiado heterossexual", mas depois ela recomenda aos alunos a sua selecção de livros de estudo!

A moralidade é o calcanhar de Aquiles do Desconstrucionismo e o melhor que eles fariam era permanecer em silêncio; mas eles não permanecem em silêncio. Elas falam de um modo bem vocal sobre a opressão como se isso fosse um mal enorme. Segundo os seus próprios escritos, afirmar que algo está certo para outra pessoa ou para outro grupo seria "logocêntrico".

Os desconstrucionistas têm razão quando afirmam que a interpretação é de certa forma subjectiva e, quando se tenta apurar a mente do autor, limitada. No entanto, embora nós não saibamos de forma exaustiva, nós podemos saber de forma verdadeira. Se assim não fosse, a civilização seria impossível.

Na história da filosofia muito provavelmente não há um exemplo mais claro de solipsismo. Se nós formos ler os seus livros de forma séria (será que eles querem que os leiamos?), então a comunicação é impossível. (Solipsismo: “a inabilidade total se obter conhecimento para além da sua própria mente") O leitor passa a ser o artista, e o autor/actor já não tem o direito sobre o significado intencionado do seu trabalho. Toda a criatividade chega-nos através da interpretação dum texto.

Dentro do pensamento modernista, os desconstrucionistas correctamente rejeitam a razão como algo absoluto. No entanto, a razão é parte integrante da IMAGO DEI [Imagem de Deus]. A única forma consistente de dispensar a lei da não-contradição de todo o discurso é abolindo todo o discurso e todas as tentativas de comunicação que os deconstrucionistas não levam a cabo. A realidade dos factos é que eles escrevem dezenas de livros e são faladores incansáveis (circumloquacious). Isto até parece que o discurso (para aqueles que denigrem a linguagem) para os desconstrucionistas é uma forma de auto-afirmação, isto é, "Eu falo (escrevo), logo, eu existo."

Os desconstrucionistas vivem consumidos com uma animosidade dirigida a todos aqueles que são logocêntricos, modernistas e especialmente os Cristãos, e acreditam que estes últimos [os Cristãos] são a causa de todo o preconceito e toda a opressão que existe no mundo.

VIII. Conclusão

O Cristianismo acredita que o Logos é Transcendente em relação ao mundo, mas não imanente; o Logos não é subordinado, mas igual a Deus; pessoal, e não impessoal, reflectido em toda a criação, especialmente na humanidade. Os Absolutos existem devido à Palavra revelada. (Ver João 1:1-12)


"O autor tem que morrer para que o leitor possa viver" (citação desconstrucionista com origem desconhecida)


"...a guerra do descrente contra a Palavra (isto é, a sua guerra contra as Escrituras e contra Cristo) irá leva-lo para a guerra contra a palavra - toda a linguagem humana e todo o significado. Visto que eles rejeitam a Palavra de Deus Transcendental, que é a Verdade de Deus, eles são conduzidos no domínio imanente para rejeitar a ideia da palavra, o significado e também a lógica." Gregory L. Bahnsen (1948-1995).

* Publicado originalmente em https://omarxismocultural.blogspot.com/2014/01/desconstrucionismo-o-culto-de-hermes.html


Para estudo adicional:

1. Carson, D.A. and Woodbridge, John D. GOD AND CULTURE. Ver Capítulos 1 e 2.
2. Culler, Jonathan. ON DECONSTRUCTION.
3. Ellis, John M. AGAINST DECONSTRUCTIONISM.
4. Lehman, David. SIGNS OF THE TIMES: DECONSTRUCTION AND THE FALL OF PAUL DE MANN.
5. D'Souza, Dinesh. ILLIBERAL EDUCATION: THE POLITICS OF RACE AND SEX ON CAMPUS. Ver Chapter 6.
6. Lundin, Roger. THE CULTURE OF INTERPRETATION: CHRISTIAN FAITH IN A POSTMODERN WORLD.
7. Phillips, Timothy R. and Okholm, Dennis L. ed. CHRISTIAN APOLOGETICS IN THE POST MODERN WORLD.
8. Thiselton, Anthony C. NEW HORIZONS IN HERMENEUTICS.
9. Veith, Gene Edward, Jr. MODERN FASCISM: LIQUIDATING THE JUDEO- CHRISTIAN WORLDVIEW. Ver pp. 135-144.
10. Veith, Gene Edward, Jr. POSTMODERN TIMES: A CHRISTIAN GUIDE TO CONTEMPORARY THOUGHT AND CULTURE.

11. Walhout, Clarence, and Ryken, Leland. ed. CONTEMPORARY LITERARY THEORY: A CHRISTIAN APPRAISAL

 

Continue lendo
  • Harley Wanzeller
  • 09 Setembro 2018

 

Ó pátria amada, idolatrada

Vilipendiada

Atacada por matilhas famintas

À caça de presas dóceis e inúteis

Acéfalas e entorpecidas

Que logo perdem a doçura

Ganham utilidade pelo toque suave das mãos de Midas

E se juntam ao promíscuo banquete dourado da corrupção.

 

Ó pátria amada, idolatrada

Saqueada

Assaltada pela ignorância do próprio povo

Que enaltece a vigarice de analfabetos fúteis

E despreza a genialidade de cultos e letrados

Que difama da polícia aos magistrados

Só para ver livre o "Barrabás"

Enquanto jaz em casa um trabalhador de bem

Trancafiado como animal em jaula

Vendendo a liberdade para comprar a "paz".

 

Ó pátria amada, idolatrada

Tripudiada

Com o lábaro manchado de vermelho sangue

Tingido pelas feridas abertas do teu povo sofrido

Enganado

Estuprado por covardes cegos e pútridos

Imundos abutres que retiram o pão do faminto

O cobertor do desvalido

A dignidade do cidadão, tratado como cão

Acaso pertencem à espécie daquela matilha?

Claro que não!

 

São pessoas de bem

Enganadas pelo estômago e pelas telas coloridas

Pelos pagodes e modinhas

Simulacros das "rodinhas de playboys"

Sonhos de consumo de pobres coitados

Só lhes restam as dores das feridas e dos calos

Melhor a anestesia do fim de semana

"Garçon, desce mais uma pra afogar a mágoa, porque hoje é domingo!"

Eis, então, que a matilha comemora a segunda!

Tudo como dantes

"Viva" nossa democracia!

A sangria continua...

 

Harley Wanzeller. 07.09.2017

 

Continue lendo
  • João Carlos Biagini
  • 07 Setembro 2018

 

 Algum tempo atrás, eu voltava de Atibaia, uma linda cidade, pela Rodovia Fernão Dias e, tranquilamente, ouvia o rádio. Era um programa evangélico do Pastor Gê, que não conheço nem sei a qual denominação pertence. Mas me chamou a atenção e fiquei ouvindo sua pregação.

O tema era corrupção. Dizia ele que nós ensinamos nossos filhos a serem corruptos. E exemplificava: quando você propõe a troca de uma bicicleta pelo sucesso no ano letivo, você está corrompendo seu filho. Nós estamos vinculando uma obrigação, a de passar de ano, a única atividade dele, a uma venda e compra. Para fazer a obrigação dele, os pais oferecem ao filho uma recompensa ou um suborno.

Trocas simples, como se você não almoçar não ganha chocolate, fazem parte desse processo de corrupção. Na idade adulta, nas relações que o filho tiver com o mundo dos negócios e de todas as atividades que se envolver, desejará sempre ser recompensado de alguma forma para cumprir a sua obrigação. Por exemplo, um comprador de empresa, que recebe salário para executar a sua função, pode passar a exigir uma recompensa do fornecedor de materiais para efetuar a compra dele. O exemplo da moda: um político que exige dinheiro para votar a favor de uma lei, ou para quebrar um galho junto à administração pública.

Diante da colocação do Pastor Gê, passei a refletir sobre o assunto: primeiro, quis saber desde quando há registro na Bíblia sobre a corrupção e, em segundo, quis saber sobre o meu comportamento e o de minha esposa no trato com os 4 filhos.

Na Bíblia, encontrei várias passagens sobre corrupção, desde os primeiros registros: em Êxodo, 23:8 – “Não aceitarás presentes, porque os presentes cegam até os perspicazes e pervertem as palavras dos justos”; em Provérbios, 17:23: O ímpio aceita suborno debaixo do manto, para distorcer o direito”; em Eclesiastes, 7:7: “E isso também e vaidade, que a opressão enlouqueça o sábio e um suborno extravie o coração”; em Isaías, 1:23: “Teus príncipes são rebeldes, companheiros de ladrões, todos são ávidos por subornos e correm atrás de presentes”; em Amós, 5:12: “Eles hostilizam o justo, aceitam suborno e repelem os indigentes à porta”. Há outras passagens que mostram a tendência do ser humano de se adaptar ao mal, mesmo sabendo que irá prejudicar muitos semelhantes.

Na análise sobre o nosso comportamento, meu e de minha esposa, fiquei bastante feliz. Descobri que sempre agimos corretamente. Nunca oferecemos subornos para nossos filhos passarem de ano ou fazerem alguma atividade.

E, curiosamente, nossos filhos sempre reclamavam de nosso comportamento. Diziam que seus amigos e amigas ganhavam coisas de seus pais. Nós dizíamos que era obrigação deles passarem de ano e o progresso deles beneficiaria a eles mesmos, no futuro pessoal e profissional.

Há até uma frase que ficou marcada na família. Às vezes, para forçar a concordância com a intenção deles, diziam para minha esposa que a mãe de “todo mundo” tinha dado algum presente ou permitido alguma atividade desnecessária. Minha esposa perguntava: “Eu sou a mãe de todo mundo? Você é todo mundo?

Só recentemente, já adultos, eles entenderam e aprovaram nosso comportamento. E ela até recebeu uma caneca de presente, com a frase “Você não é todo mundo”.

*Advogado
 

Continue lendo
  • Renato Sant’Ana
  • 07 Setembro 2018

 

Quem já viu algum líder do Estado Islâmico morrer num atentado suicida? Jamais! E alguém acredita que vai ver, um dia, os exaltados líderes esquerdistas de nosso país arriscarem-se nos atos de violência que eles sugerem à militância periférica na luta pelo poder?

Os líderes islâmicos pregam o terrorismo, mas o trabalho sujo é da raia miúda: homens-bomba (psicologicamente insignificantes) confundem a violência mais impiedosa com heroísmo e se explodem a si mesmos para destruir inimigos mais imaginários que reais. Por aqui, a esquerda revolucionária insufla a récua de militantes à prática de violência, o que pode ir desde ofender jornalistas em aeroportos até incendiar automóveis e edifícios públicos.

Vanguarda do ódio

É inacreditável, mas é fato! A cada tanto, nas redes sociais, ativistas dessa esquerda apelam a que "matem o juiz Sergio Moro". E segue circulando na internet um vídeo com manifestações "revolucionárias" de Roberto Requião e Benedita da Silva, incitando claramente a raia miúda à ação violenta.

Requião, guiado pelas diretrizes de uma instituição nefasta chamada Foro de S. Paulo, faz um manifesto claramente FASCISTA, mas não sem antes chamar de FASCISTAS aqueles que discordam dele. E apela: "O que, então, estamos esperando para cruzar o rio, para jogar a cartada decisiva de nossas vidas? (...) Convençam-se. Não há mais espaço para a conversa e para os bons modos." E Benedita da Silva, híbrido de fundamentalismo medieval e populismo marxista, acrescenta: "Quem sabe faz a hora e faz a luta. A gente sabe disso. E na minha Bíblia está escrito que sem derramamento de sangue não haverá redenção. Com a luta e vamos à luta, com qualquer que sejam as nossas armas!" Traduzindo: eles mandam a militância rasgar a lei, esquecer a Constituição, e abraçar a violência.

Desde sempre, mas com maior furor depois que começou a cair a máscara do lulopetismo, líderes dessa esquerda vêm atiçando a raia miúda a fazer o que faziam os "camisas negras" do fascismo italiano comandado por Mussolini. Foi assim que, em 24/05/17, "ativistas" mascarados, munidos de bombas, pedras e coquetéis molotov atacaram a polícia, tentaram pôr fogo na sede de ministérios e promoveram um quebra-quebra. Conseguiram destruir a biblioteca do Ministério da Cultura. Sem comentários. É o trabalho sujo dos insignificantes.

Sem meias palavras

A conduta desses comandantes sedentários está descrita no Código Penal: "Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime". Sim, "incitação ao crime". Está no título IX do CP, dos crimes contra a paz pública.

Agora, alguém acredita que esses valentões, que atiçam a militância subalterna, arriscariam o próprio couro nas ações que pregam? Haverá dúvida de que eles estão, efetivamente, incitando a raia miúda à prática de crimes? Com a palavra a Polícia Federal, o Ministério Público (guardião da lei) e a OAB, a qual, por seu estatuto, tem por finalidade defender a Constituição e a ordem jurídica do Estado democrático de direito.

Uma coisa é certa: esses bandidos, esses revolucionários de gabinete ainda apostam no sucesso de sua revoluçãozinha só porque há, entre nós, uma maioria passiva, queixosa, que acha que são os outros que devem responsabilizar-se, e que, inconscientemente, engrossa o caldo de cultura em que se desenvolve a bactéria do totalitarismo.

*Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.
**Publicado originalmente no Alerta Total: http://www.alertatotal.net/2017/07/teleguiados.html

 

Continue lendo
  • Fábio Costa Pereira
  • 06 Setembro 2018

 

1. As palavras apenado e preso possuem o mesmo significado. Não, apenado é a pessoa que recebe uma pena. Nem todo o apenado está preso, assim como nem todo preso é apenado. Preso, por outro lado, é aquele que, apenado ou não, tem a sua liberdade cerceada por conta de ordem judicial. No popular: está atrás das grades.

2. Preso nas “nuvens” também é preso. Não. É o preso que deveria estar “atrás das grades mas não está”. Geralmente é mandado para casa, algumas vezes com tornozeleiras eletrônicas (de funcionamento duvidoso), mas, mesmo assim conta como encarcerado.

3. Desencarceramento é a solução para o problema da falta de vagas no sistema prisional. Não. Ao revés de se construírem novas casas prisionais, soltam-se os presos.

4. Há Superencarceramento no Brasil. Não. O superencarceramento é um mantra repetido à exaustão para tentar provar que no Brasil se prende demais e que, portanto, devemos prender menos. Os tais números do superencarceramento sempre são inflados. Na contagem entra absolutamente tudo , inclusive presos que não estão presos, tais como o que estão nas nuvens. Não bastasse isso, os “presos” em regime domiciliar, portanto em casa (mais de 150 mil) , contam duas vezes no cômputo total (tanto por estarem em casa como no regime no qual deveriam estar)

5. Há presos provisórios em excesso. Não. No Brasil provisório é todo e qualquer preso que não tenha recebido, ainda, pena restritiva de liberdade transitada em julgado, diferentemente do que ocorre em outros países onde a mera condenação em primeiro grau já é suficiente para afastar a provisoriedade da prisão. Mesmo assim, o Brasil, em termos de prisão provisória, ostenta percentuais similares aos da Suíça e Holanda.

6. No Brasil se prende muito. Não. Outra falácia repetida à exaustão. No país se prende MUITO POUCO. As taxas de prevenção e elucidação de ilícitos são irrisórias . No caso dos homicídios, por exemplo, nem 8% dos assassinos são identificados. Assim, perto da taxa de crimes que são cometidos no país , o número de presos é muito pequeno.

7. No Brasil se prende usuários de drogas às centenas. Não, desde o advento da Lei 11.343/2006, portanto há mais de uma década, inviável tal possibilidade.

8. A adoção de medidas alternativas à prisão é a solução para o problema da falta de vagas no sistema penitenciário e da criminalidade. Não. A solução para a falta de vagas no sistema prisional está em se construir presídios (olha que óbvio) e as medidas alternativas à prisão abrangem cerca de 80% todos os tipos penais existentes no país . Portanto, a imposição de mais medidas alternativas à prisão não terá nenhum impacto positivo nos índices de criminalidade. Aliás, tais como hoje não têm.

9. A ressocialização é o objetivo principal da pena. Não . O objetivo principal da pena é a neutralização do criminoso, retirando-o do mundo do Crime e dissuadindo que outros que objetivam delinquir o façam. A reabilitação do criminoso é o plus. Depende muito mais do criminoso do que do Estado. Ele deve, sinceramente, arrepender-se de seus crimes e buscar alternativas ao universo ilícito. Neste momento é que entra o Estado, para auxiliar no processo de reabilitação.

* Se você tiver alguma sugestão, envie ao autor.

** O autor é Procurador de Justiça no MP/RS
 

Continue lendo
  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 05 Setembro 2018

 

CAPITAL
Bom seria se todos os brasileiros soubessem que a existência de qualquer ATIVIDADE ECONÔMICA, no mundo todo, só é possível através do emprego de capital. Mais precisamente CAPITAL -HUMANO (inteligência), MATERIAL (commodities), FINANCEIRO (crédito) e, hoje, mais do que nunca, de recursos TECNOLÓGICOS.

CONHECIMENTO

Quando se fala de CAPITAL HUMANO, que vêm a frente dos demais, sabe-se muito bem que as chances que qualquer atividade tem para poder progredir, mesmo levando em conta que o risco sempre está presente em todos os negócios, depende de CONHECIMENTO.

ENSINO

Pois, quem acompanha o que vem acontecendo no nosso empobrecido Brasil na área do ENSINO, responsável pela EDUCAÇÃO e o CONHECIMENTO do povo, já percebeu, de forma inequívoca, que pouco ou nada adianta a possibilidade de poder contar com uma possível abundância de RECURSOS MATERIAIS, FINANCEIROS E TECNOLÓGICOS, quando o CONHECIMENTO praticamente inexiste.

SITUAÇÃO DESESPERADORA
O que mais entristece é que a QUALIDADE DO ENSINO no nosso país, se é que pode ser empregada a palavra -QUALIDADE-, não para de piorar a cada ano que passa. Pelo que revela o MEC, através do recém divulgado Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a situação é DESESPERADORA. Explica, com boa nitidez, que o número de DESEMPREGADOS resulta, em boa parte, pela FALTA DE CONHECIMENTO.

CAPITAL HUMANO
O estudo confirma, mais uma vez, tudo que vem revelando, a cada dois anos, a Prova Brasil, a respeito do conhecimento de -português e matemática-, ou seja:-mais de 65% dos alunos brasileiros no 5º ano da escola pública continuam não sabendo reconhecer um quadrado, um triângulo ou um círculo.

CONHECIMENTO ZERO
Querem mais? Então anotem aí: cerca de 60% não conseguem localizar informações explícitas numa história de conto de fadas ou em reportagens. Entre os maiores, no 9º ano, cerca de 90% não aprenderam a converter uma medida dada em metros para centímetros, e 88% não conseguem apontar a ideia principal de uma crônica ou de um poema. Essas são algumas das habilidades mínimas esperadas nessas etapas da escola, que nossos estudantes não exibem.

Como se vê, o DESCASO COM O ENSINO, promovido de forma INTENCIONAL E CRIMINOSA, com muito vigor e objetividade, pelos governos petistas, notadamente, vem resultando em muita DESIGUALDADE. Tudo como manda a CARTILHA GRAMSCISTA, adotada pelo líderes-membros do Foro de São Paulo. Que tal?

 

Continue lendo