• Alex Pipkin, PhD
  • 26 Abril 2021

Alex Pipkin, PhD


Bom dia! Se tu és como eu, homem, branco e hétero, antes de escovar os dentes, ?olhe bem para espelho e diga: “Eu peço desculpas por ser quem eu sou”.

Esta é a imposição que emerge, claro, dos “grandes filósofos franceses”, mas que surge em Marx, e que agora a turba politizada progressista do ativismo identitário intolerante quer nos fazer descer goela abaixo.

Evidente que não devo e não vou me desculpar de absolutamente nada. Brancura é o problema, o cacete! Peço desculpas pela expressão, mas está demais!

Aliás, não aguento mais esse papinho morfético de que tudo se resume a batalha entre opressores e oprimidos.

Sou homem, branco e hétero, porém, não sou autoritário tampouco racista, e quero e vou brigar para exercer minha ampla liberdade de pensar e de falar, discordando desses verdadeiros racistas - aqueles que impõem suas “verdades”.

Por falar nisso, também sou judeu, e apesar do alarde do ativismo pelos direitos das minorias, é interessante - e lamentável e perigoso - notar o tema do rechaço a minoria judaica. Nem vou me alongar.

Podem me rotular de demagogo, retrógrado - sorte que sou um comum, caso contrário, seria cancelado -, mas não se trata de uma questão de polarização política, o fato é que pensamentos dissidentes desta grande turma não são aceitos e devem ser eliminados.

Costumo dizer que não se resolve um problema criando-se outro, mas o que estou enxergando, e que provavelmente se estenderá, é uma espécie de neo-segregação, nas escolas, nas empresas, no setor público...

O mundo não é perfeito. Talvez os céus. Sei exatamente que o objetivo destes guerreiros sociais - apesar de uns serem mais guerreiros do que outros - é desconstruir a civilização ocidental e os valores judaico-cristãos, para refundá-la, e transformá-la numa sociedade mais justa e equitativa; genuinamente socialista.
?Às instituições já estão tomadas dessas ideias “progressistas”. As ideias e o ativismo contam.

O neomarxismo, baseado na identidade, travestido de diversidade, inclusão e igualdade, ou melhor, equidade, infiltrou-se no último e estratégico campo; o empresarial.

Áreas de Recursos Humanos e de Comunicação corporativas andam pari passu com a grande mídia esquerdista há muito tempo. Que êxito da mídia!

A juventude já foi cooptada pelos doutrinadores marxistas nas universidades.

Não é novidade para ninguém que estes movimentos identitários sempre venham acompanhados de iniciativas para o capitalismo das partes interessadas, um eufemismo para anti-capitalistas.
Por trás desta iniciativa, aparenta-me o crescimento dos tentáculos estatais sobre nossas vidas, e o enriquecimento de uma elite corporativista altamente interessada em um novo modus operandi.
Evidente que muita gente discorda, não vê e não acredita nessa “teoria conspiratória” (risos)!

Eu enxergo e me oponho, já que este tribalismo e esta visão de mundo reducionista que vejo, nada tem a ver com os valores civilizatórios de liberdade, de igualdade e de justiça.
Sugiro a alguns que pelo menos abram os olhos e/ou apliquem um colírio; pode ajudar a clarear.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 24 Abril 2021

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

MAIS CLAREZA

Mais uma semana chega ao fim e muito daquilo que aconteceu precisa ser visto com mais clareza, principalmente porque a maioria da população brasileira ainda é refém da MÍDIA ABUTRE, organização que reúne empresas de comunicação com forte dedicação ao SOCIALISMO. Como tal, este grupo se notabiliza pela MANIPULAÇÃO de leitores, ouvintes e telespectadores através de NARRATIVAS FALSAS e/ou pela OCULTAÇÃO de tudo que pode ser visto como POSITIVO para o governo e, por consequência, para a sociedade em geral.

 ARMADILHA

No caso do rumoroso e importante -ORÇAMENTO DE 2021-, por exemplo, o que se viu foi a MÍDIA ABUTRE desancando, dia após dia, o pau no governo Bolsonaro (leia-se equipe econômica liderada por Paulo Guedes) e praticamente nenhuma crítica aos verdadeiros ALGOZES, que ocupam o Poder Legislativo. Na real, o grande propósito da MÍDIA ABUTRE era, sem a menor sombra de dúvida, que o governo ficasse vulnerável a ponto de cair na armadilha da IRRESPONSABILIDADE FISCAL, o que levaria ao inevitável Impeachment do presidente.  

 FORMA POSSÍVEL

Portanto, para que fique claro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 com vetos a R$ 19,8 bilhões em despesas e um bloqueio de R$ 9 bilhões em outros gastos, o que o Ministério da Economia estima SER SUFICIENTE para recompor o valor subestimado nas despesas obrigatórias. Esta foi a forma POSSÍVEL que o governo encontrou para resolver o problema do Orçamento 2021, que vencia ontem, 22. 

 ESPAÇO FISCAL

Assim, diferentemente do VETO, que é definitivo e foi feito diretamente na LOA (Lei Orçamentária Anual), o bloqueio veio na forma de um decreto e pode ser desfeito ao longo do ano, caso haja espaço fiscal para isso. O governo apontou que a referência para desfazer o bloqueio é sobrar espaço entre os valores do orçamento e o TETO DE GASTOS - diferentemente do contingenciamento, quando os valores são congelados a depender do resultado previsto para a meta fiscal.

Os valores vetados na LOA serão remanejados por meio de um novo projeto de lei de crédito suplementar (PLN). "A aprovação desse projeto será necessária para a cobertura das DESPESAS OBRIGATÓRIAS que possuem risco de COBERTURA INSUFICIENTE, como é o caso da Previdência Social.

 OS VERDADEIROS RESPONSÁVEIS

O que precisa ficar bem claro, mas é sonegado pela MÍDIA ABUTRE, é que o governo federal não pode ser responsabilizado pela existência da PANDEMIA. A rigor, a queda substancial do PIB de 2020 (-4,1%) se deve aos criminosos LOCKDOWNS decretados por governadores e prefeitos e/ou por decisões do Poder Judiciário. Mais: o fantástico CRESCIMENTO DAS DESPESAS PÚBLICAS ao longo desta interminável PANDEMIA é consequência direta da INTEGRALIDADE (sem qualquer desconto) da FOLHA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICIPÍOS. Mais ainda: foram os sucessivos LOCKDOWNS (decididos nos estados e municípios) que levaram milhares de empresas ao fechamento e milhões de brasileiros desempregados. 

 

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  • Ubiratan Iorio
  • 23 Abril 2021

Ubiratan Iorio

 (Artigo transcrito diretamente de um vídeo curto que postei no Instagram em 24/01/2021, daí o seu tom coloquial)

Uma economia de mercado, ou seja, uma economia livre, exatamente como a que os liberais - não só os da Escola Austríaca, mas liberais em geral, desde os liberais clássicos - defendem, é necessariamente regida por normais de justa conduta, que constituem o que diversos autores chamavam de lei.

Vou apenas mencionar dois desses autores. Um é o economista e advogado francês Claude-Frédéric Bastiat, que viveu pouco. Ele nasceu em 1801 e faleceu em 1850, na noite de Natal. Bastiat foi um gênio da comunicação como talvez, nem mesmo Milton Friedman, que também tinha um extraordinário poder de comunicação. Bastiat, a meu ver, foi insuperável na arte difícil de saber como se comunicar com pessoas que não são economistas e nem versadas em leis. Influenciado pelo liberalismo clássico de Adam Smith e de Jean Baptiste Say, entre outros, deixou um legado precioso, que veio a influenciar depois de sua morte, aliás, bem depois da sua morte,  expoentes da escola Austríaca, como o próprio Mises, Murray Rothbard, Walter Williams, Walter  Block , Thomas Sowell e outros. Escrevia de uma maneira simples, popular, não eram trabalhos acadêmicos, eram panfletos. Um desses panfletos, que aconselho todos a lerem, chama-se simplesmente A lei.

E o outro economista a que eu me referi que estudou profundamente essa relação da economia e direito foi Hayek. Recomendo para quem quiser se aprofundar um pouco a leitura pelo menos de The Constitution of Liberty (A Constituição da Liberdade), seu ultimo livro, The Fatal Conceit  (A Pretensão Fatal) e, além disso, a famosa trilogia Law, Legislation and Liberty (Lei, Legislação e Liberdade).

Condensando o pensamento desses dois, como já mencionado no início, uma economia de mercado precisa reger-se por normas de justa conduta. Essas normas necessariamente precisam ser gerais, abstratas e prospectivas, ou seja, elas não podem valer para o passado só posteriormente a sua promulgação é que elas devem passar a valer. E essas normas de justa conduta, definidas dessa forma, normas simples, concisas, devem muito mais negar o que as pessoas podem fazer do que as obrigar a fazer qualquer coisa. Devem impor-se pela sua autoridade moral, considerando que as pessoas vivem em sociedade, ou seja, Hayek chamava atenção para a importância em uma economia de mercado do que ele chamava de autoridade da lei, em que esta se impõe por sua autoridade moral, por ser considerada justa,  de acordo com usos, costumes e tradições da sociedade.

Em contraposição, temos aquilo que chamava simplesmente de legislação, que podemos imaginar como comandos, ordens, imposições para que as pessoas façam determinadas coisas. Tais comandos não são baseados em usos costumes e tradições, ou seja, no chamado direito consuetudinário, mas na simples vontade do legislador.

Se imaginarmos dois casos opostos de organização social, como Hayek, dois tipos de sociedade, bem radicais, a primeira inteiramente controlada pelo Estado, tanto na parte política, como na economia. Essa sociedade vai precisar de controles, de ordens, de imposições. Por exemplo, para estabelecer um tabelamento ou congelamento de preços vai ser necessário que exista um órgão do Estado encarregado de cometer esse grave delito contra a economia de mercado. Uma economia intervencionista funciona também com normas só que essas normas têm caráter positivo, são comandos, são ordens, do tipo direita volver, ordinário marche, use cinto de segurança se não eu te prendo, você vai ter que ficar em casa, se não vai sofrer sansões.

Em contrapartida, uma economia de mercado, para funcionar como tal, não precisa e não pode ter controles. Falando do ponto de vista de uma economia inteiramente livre de mercado, algo que nunca existiu e que provavelmente nunca vai existir. Então para uma economia livre, uma economia de mercado precisa também de leis, assim como uma economia dirigida, só que a economia livre não precisa de controles, de ordens, de comandos, de imposições, mas de normas gerais de justa conduta.

E quanto à terceira via?

Se pensarmos em combinar essas normas de justa conduta na sociedade com uma economia intervencionista, um sistema misto, na definição de Mises e de Hayek, uma terceira via, veremos que esse sistema não se manterá por muito tempo. Uma economia intervencionista não pode existir se a sociedade for regida por leis, na definição do Hayek, por normas, apenas por normas de justa conduta. Ela vai precisar de comandos, de legislação. Então esse sistema de uma economia intervencionista regido por uma legislação, que muitos exageram e chamam de Estado Democrático de Direito, não é, segundo Mises, Hayek e tantos outros, viável no longo prazo, porque vai chegar uma hora em que o intervencionismo na economia vai exigir comandos, então o sistema da lei vai ter que passar para o sistema de legislação, para usar a linguagem do Hayek. E, na outra ponta, uma economia de mercado, uma economia livre, não pode ser regida por legislação, por comandos, simplesmente porque se ela é livre, não pode ser comandada, pois precisa apenas de normas gerais de justa conduta.

É por isso, quando alguns libertários falam que a aplicação de qualquer lei em uma atividade econômica é um intervencionismo descabido no sistema econômico e que liberais não deveriam defender esse tipo intromissão, essas pessoas precisam voltar aos primórdios e começarem estudar o liberalismo clássico e a própria Escola Austríaca, e não se fixarem apenas na leitura de romancistas defensores da economia de mercado, mas sem conhecimentos de economia, como Ayn Rand, autora que também admiro, mas sabendo que romance é romance e uma obra acadêmica é uma obra acadêmica.

Uma outra questão importante  é: quem vai aplicar a lei?

Num mundo ideal libertário encontrado dentro dos livros, há até exposições excelentes, teoricamente. Nesse mundo, não precisa ser necessariamente o Estado que vai aplicar a lei, pode ser qualquer outro ente, inclusive privado. Mas no mundo real, esse em que vivemos, infelizmente, é o Estado que cuida dessas coisas, por mais que a gente não goste dele, por mais que a gente o considere como nosso “inimigo”: o Estado é meu inimigo, mas ele existe, ele está ai.

Finalizo mostrando esse folhetim. The Constitucion of  United States. São sete artigos apenas que, nessa edição em que as páginas são pequenas, exigiram somente dezesseis páginas. Em 234 anos, mais ou menos (considerando que foi promulgada em 1787), recebeu apenas 27 emendas. Isso aqui é um exemplo de lei no sentido de Hayek. Você não precisa escrever um dicionário que precisa ficar folheando como a constituição brasileira de 1988. É uma diferença fundamental.

A verdadeira lei, aquela que necessariamente está atrelada à justiça, não precisa de espaço, mas de autoridade moral.

*    Ubiratan Iorio é economista, professor e escritor. 

**   Publicado originalmente em ubirataniorio.org, em 05/04/2021

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  • Francisco Ferraz (apresentação)
  • 19 Abril 2021

Francisco Ferraz, em Política para Políticos

 

A política é sempre surpreendente. Nela as certezas costumam ser abaladas pelo imprevisível e as previsões frustradas pelos fatos não antecipados. Este foi o caso do discurso de Lincoln em Gettysburg.

É um discurso breve, no qual cada palavra escolhida preenche a sua função, para compor uma peça singular, que combina força com serenidade e sobriedade com esperança.

Este discurso extrapolou os limites da história americana, para constituir-se num dos marcos da história universal da luta pela liberdade. O discurso, instantaneamente célebre, tornou-se um dos mais citados de todos os tempos. Não obstante sua duração de 3 minutos...!

Mas tudo parecia conspirar para o discurso sair mal.

Para começar, Lincoln não deveria ter ido à cerimônia, Com o filho doente, sua mulher, num surto de histeria, exigia que ele ficasse em casa. Além disso, os organizadores do evento não estavam nem um pouco desejosos que Lincoln comparecesse, tanto que ele nem constava da lista dos oradores.

Concluída sua fala, Lincoln, decepcionado, comentou que o discurso tinha sido um rotundo fracasso.

O discurso

“Há 87 anos atrás, nossos pais criaram neste continente uma nova nação, concebida em liberdade e dedicada ao princípio de que todos os homens são criados iguais.

Agora estamos em plena guerra civil, sendo testados, se aquela nação, ou qualquer outra assim concebida e assim dedicada, é capaz de resistir e sobreviver.

Nós nos encontramos num dos grandes campos de batalha daquela guerra. Aqui estamos para dedicar uma parte deste campo como o repouso final daqueles que aqui deram a sua vida para que aquela nação possa sobreviver. (...)

O mundo não dará muita atenção, nem lembrará por muito tempo o que dissermos aqui hoje. Mas o mundo nunca esquecerá o que eles fizeram neste campo.

Somos nós, os que estamos vivos, que devemos dedicar-nos ao compromisso de completar a grande obra não concluída, que aqueles que aqui lutaram, com tanta nobreza fizeram avançar.

Somos nós que devemos dedicar-nos à grande tarefa que ainda está diante de nós, de que estamos resolvidos a não permitir que estes mortos tenham morrido em vão, e de garantir que esta nação sob Deus possa ter um novo nascimento de liberdade, e de que aquele governo do povo, pelo povo, e para o povo não desapareça da face da terra.”

*      Francisco Ferraz é Professor de Ciência Política e Ex-Reitor da Ufrgs, Pós-Graduado em Princeton, É diretor do site politicaparapoliticos.com.br

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 18 Abril 2021

 

Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico

 

GOLEADA

Ontem, 15, o STF mostrou, através do MAIS DO MESMO, que não brinca em serviço. Ao contrário, para mostrar o quanto são gratos e/ou devem favores inconfessáveis aos CARTOLAS que os indicaram para formar o DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM, o time entrou em campo e, com muita galhardia, além de apitar o jogo, ainda marcou 8 GOLS DE PLACA, quantidade está bem acima do necessário para que o grande líder do Clube, agora com a alcunha de ANJO LULA, possa disputar qualquer eleição no nosso empobrecido Brasil. 

 MENSAGEM CLARA

Que a vitória era pra lá de esperada, isto ninguém tem qualquer dúvida. Entretanto, a GOLEADA (8 x 3) soou como uma mensagem do DEPARTAMENTO DE ARBITRAGEM aos BRASILEIROS DO BEM, cujo time vem empilhando, dia após dia, DERROTAS EM CIMA DE DERROTAS. A mensagem deixa bem claro que pouco importa quem serão os candidatos ao cargo de Presidente da República em 2022, pois a vitória já está garantida, independente da vontade e dos votos contrários dos ingênuos, despreparados e covardes eleitores. 

 TIME INVENCÍVEL

Ou seja, o TIME DOS ÁRBITROS foi montado com triplo propósito: JOGAR, APITAR E JULGAR quem tem condições de disputar os torneios e campeonatos. Em palavras colocadas de forma muito nítida, o fato que estamos diante de um TIME MUITO PODEROSO, do tipo simplesmente INVENCÍVEL e que sabe, por antecipação, qual será o escore (sempre a seu favor) de cada jogo.  

 A VELHA INDIGNAÇÃO

Ora, quem foi educado para ser PLATEIA, mesmo sabendo que torce para um time que inapelavelmente será sempre DERROTADO, pouco importando o fato de que jogou dentro do que manda o regulamento (CF), só resta manifestar a velha INDIGNAÇÃO, que não passa dos costumeiros GRITOS DIZENDO QUE FOI E/OU ESTÁ SENDO ROUBADO. Nada mais do que isso, infelizmente. Não sei se Lula será candidato a presidente em 2022, mas estou pra lá de convencido de que o vencedor do pleito será aquele que o STF vier a apoiar. De novo, para que nenhum leitor diga que sou ingênuo: esta dúvida eu não tenho! 

 O BRASIL DO STF JÁ DESISTIU DE MIM

O que mais me deixa preocupado é que nem mesmo a destruição, recheada de muita corrupção, patrocinada pelo PT e seus aliados, tem se mostrado suficiente e capaz de afugentar a ideologia socialista/comunista que imperou, com vigor, no nosso imenso e empobrecido Brasil nos últimos 30 anos. Mais: mesmo que a maioria dos eleitores se manifeste, de forma DEMOCRÁTICA, no sentido de derrotar os representantes do ATRASO, o time do STF, através de reconhecidas decisões consideradas INJUSTAS, entra em campo sempre com o propósito de acabar com os desejos da maioria. Gente, eu quero desistir do BRASIL, mas é inegável que o BRASIL DO STF já desistiu de mim faz tempo.

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  • Cary Solomon e Chuck Konzelman
  • 17 Abril 2021

Cary Solomon e Chuck Konzelman

 

Sim, há alguns de nós, produtores de  cinema, uma expressão que não só se assemelha a demência  nestes tempos como tambem  um anátema para a maioria de nossos colegas.

O que nos traz a seguinte questão:  por que e o que fazemos? Afinal , nós sabemos como fazer dinheiro nesse negócio, nós sabemos como escrever, nos sabemos como propor e como produzir e dirigir filmes de qualidade. Sendo assim, porque sustentar valores e crenças  tão desprezados em nossa cidade (Holywood)? Pior que isso, porque ser dedicado  a produzir filmes  que refletem tais valores e crenças?

Há uma simples resposta : porque o cinema importa  e agora mais do que nunca.

Como é de conhecimento geral, Hollywood vem  sofrendo  pesadamente o impacto do Covid- 19.  Recentemente, equipes de produção de filmes  e TV voltaram ao trabalho, mas os cinemas (salas de projeção) mal conseguem se manter à tona. O que resta a saber sobre a indústria do cinema é como será a normalidade dessa indústria após o Covid. Que tipo de estórias visuais vão emergir dos frangalhos deixados pela pandemia. Será o mesmo de antes? Ou ainda mais à esquerda do que agora? Ou seria demais esperar por novos brotos de inspiração  de olhos limpos? Talvez até mesmo a mudança em curso motivada pelo isolamento e todo o tempo para pensar e ousar imaginar maravilhas.

Ha precedentes  para tal esperança:

Em 1606 a peste bubônica varreu Londres. Os seus imensos e populares teatros foram fechados totalmente, mas dessa devastação surgiram os trabalhos de William Shakespeare tais como: Rei Lear, "Macbeth" e "Antonio e Cleopatra".

Sessenta anos depois, a chamada Peste Negra voltou a paralisar a Inglaterra e durante essa pandemia um estudante da Universidade de Cambridge chamado Isaac Newton saiu da cidade e se refugiou  na casa de campo de sua família . Sabiamente, ele se desligou das aulas de seus professores e antes que o ano terminasse ele havia desenvolvido o calculo avançado, a ótica e a teoria da gravidade.

Coloque esses fatos dentro do contexto de um mundo com cerca de 8 bilhões de habitantes   e ...quem sabe, um gênio ou dois por ai , se preparando para nos encher de espanto e encantamento  com suas criações.

" A resposta a todas estas questões é o dinheiro," como dito pelo âncora da TV Don Ohlmeyer ao repórter Torn Kornheiser  do Washington Post.

O inigualável  Ohlmeyer  que morreu em 2017, com certeza nao reconheceria o cenário da mídia e do cinema que se seguiram.  Porque naquele mesmo ano Donald John Trump tomou posse como o 45 ? presidente dos USA – um divisor de águas na historia do país , uma imensa barreira se ergueu pela metade do país, o que fez paralizar por um momento pelo menos, o que  a esquerda acreditava ser sua inexorável marcha  em direção à total recriação em sua própria imagem,  da cultura Americana.

Trump, contra todas as previsões eleitorais e os tumultuados 4 anos que se seguiram , atingiu a esquerda radical como um ataque nuclear. Isso foi uma guerra. Integridade foi abandonada, condescendência foi atingida e  fúria e ódio aos conservadores  e Cristãos  atingiram massa crítica.

E então veio o Coronavírus, pandemia e lockdowns. A esquerda tomou para dentro de seu coração  o infame axioma de Rahm Emanuel, ("nunca  desperdice uma crise séria") e se aproveitou de uma circunstância trágica para consolidar seus monopólios nas noticias , mídia,  mídia social  e entretenimento , para saquear e reorientar a eleição de 2020 e fechar , ou mesmo calar , toda e qualquer  voz  de oposição na cultura.

Assim, hoje em Hollywood, como nos últimos quatro anos, dinheiro não é mais a resposta para nossas questões. É de fato um fator mas ocupa um distante segundo lugar atrás  da ideologia.

Prova está no nosso último filme, "Unplanned" lançado em 2019. A verdadeira conversão de Abby Johnson e sua passada dedicação como diretora das clínicas Planned Parenthood, para superstar ativista pelos não nascidos, é um filme que quisemos fazer por anos. Finalmente conseguimos amealhar  os US$6,000,000  necessários para montar um elenco e equipe querendo partir para o sacrifício pessoal e profissional para contar essa comovente historia..

Unplanned não foi um simples filme cristão sobre fé, a esquerda aparentemente não quer se dar conta de  tantos outros que não foram feitos simplesmente por  que não faziam coro à narrativa reinante .

A historia de Abby por outro lado retirou a mascara cirurgica da esquerda e seu sacrosanto ABORTO.

Mas eles não tentaram simplesmente parar nosso filme com demonstrações organizadas, ou palestras sem fim  em talk shows, como fizeram com  a Paixão de Cristo em 2004. A mídia social nem sequer existia naquela época, nem mesmo celulares e smartphones e seus esforços para parar a obra prima de Mel Gibson somente ajudou a render a bagatela de US$600,000,000 de receita bruta de bilheteria do mundo todo. Até hoje ainda é o mais rentável filme classificado como só para adultos, com receita bruta  de bilheteria doméstica   de  US$370,000,000.

Mas hoje,  o método é gradual, pérfido, invisível e tecnologicamente sofisticado.  Ele segue assim  se recusa a mencionar qualquer coisa ou fato na superfície ou na mídia, fingindo que o filme não existe, e ao mesmo tempo bloqueando sua reprodução e manipulando resultados de busca, colocando marcas e/ou suspendendo contas, usando artimanhas para criar uma negatividade viral e intimidando veículos de comunicação para impedir impressão ou mídia eletrônica a não citar nenhum  tipo de  propaganda..              

Para fazer uma longa historia curta, as ofensas veiculadas pela alta tecnologia e a mídia social contra " Unplanned  " foram suficientes para nos convidarem a testemunhar junto ao Senado no sub comitê que investiga o movimento pela  supressão do pensamento conservador. Percebe a ironia!  Depois de 75 anos das investigações anti Americanas  (Mackartismo) da Câmara, viraram de cabeça para baixo e hoje são os conservadores que estão sendo retirados da opinião pública. Mas desta vez Hollywood  não sai em defesa de ninguém  por serem eles quem aplaudem a caça às bruxas.

Apesar de todo o esforço contra, Unplanned  já registra uma receita bruta de US$20,000,000 e teria sido muito mais se o filme tivesse tido uma vida de liberdade. E depois do filme ter saído de cartaz nos cinemas, Netflix  recusou-se a tê-lo em sua plataforma.  Amazon Prime o aceitou desde que aceitassem  um royalty de um centavo por hora de apresentação, mesmo assim, nos primeiros noventa dias, foi visto por mais de um milhao de vezes *.

Mas no caso em que  voce pense que eles estão chorando sobre nossas conquistas   sobre tudo isso, repense o assunto. De um passo atrás a tudo o que esta acontecendo e voce verá  que há boas notícias. O fato é que a esquerda contava como líquido e certo que prevaleceria na opinião pública, eles não precisariam fazer uso  de seu enorme poder para silenciar Cristãos e conservadores. Mas eles sabem muito bem que seus ideais e objetivos, quando explicados e expostos, deixam horrorizados os Americanos de boa consciência e crença no que há de bom em seu país.

É essa realidade que nos mantém motivados por todos os dias e todas as horas. Nós e outros em Hollywood, usando do que sobrou da mídia e mídia social,  continuamos a lutar a boa luta , acreditando nos planos de Deus Nosso Senhor para a humanidade e fazendo nossa parte no sentido de trazer luz e verdade aos nossos amigos e compatriotas através do poder do cinema. Esperamos  poder falar mais sobre esse assunto em futuras colunas.

Por agora deixamos vocês com algo mais. Abraham Lincoln disse durante a guerra civil quando perguntado se Deus Nosso Senhor estava do seu lado naquela situação:

"Eu nao me preocupo em saber se O Senhor esta do nosso lado. Minha maior  preocupação  é estar do lado de Deus, porque Deus esta sempre certo".

*       Cary Solomon e Chuck Konzelman têm escrito e produzido filmes por mais de 30 anos, tendo trabalhado para a Warner Brothers, Paramount, Sony-Columbia e 20th Century Fox.

**      Publicado na edição de 2 de abril do Epoch Times

***    Tradução de Jorge Abeid

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