Adriano Alves-Marreiros
“– Ah, a música – disse Dumbledore, secando os olhos. – Uma mágica que transcende todas que fazemos aqui!”
J.K. Rowling
Prosseguimos com nossa série de artigos de inspiração na Música. Se nas outras duas elogiei a qualidade da canção, nesta não posso fazer o mesmo, embora seja de um dos maiores compositores de todos os tempos, John Lennon: sim, nosso alvo será aquela que é a vaca sagrada de tantos militantes...
Sem dúvida, algumas das maiores canções de todos os tempos foram feitas por ele e Paul nos Beatles. Canções de amor como Woman e Starting over, já na carreira solo, são encantadoras. Obras primas às dezenas podem ser mencionadas. Mas esta, além de superestimada, tem significados ainda menos disfarçados que as outras.
Vamos então àquela que, junto com postes de led, pombas brancas, desarmamento das pessoas de bem e abraços em lagoas e praças, pode nos propiciar “um mundo melhor” ...
“Imagine”: criando um mundo “melhor”, à imagem e semelhança do que pretenderam muitos ditadores...
“Imagine there´s no heaven” (imagine que não haja o paraíso) é o verso que começa “despretensiosamente” a música que propõe um paraíso segundo a ideologia receita do autor. Ele também nos manda imaginar que não há inferno sob nós (“no hell below us”), o que é mais fácil; pois, criado o mundo ideal de Lennon, o inferno não estará mais sob: mas around us (à nossa volta), como já aconteceu na URSS e em outros lugares em que esse mundo ideal foi tentado seguindo a idéia ou ideologia de alguém. Seria o caso, então, de lembrar e não de imaginar... Mas, para que você não lembre, ele imediatamente quer todas as pessoas vivendo o presente (“living for today”), apenas o presente. Esquecer o passado, ou recontá-lo, é muito importante para o “agente de transformação social” que é alguém como aquele alfaiate da piada atribuída ao Millôr que, vendo que o terno não serve, faz ajustes no cliente...
Ficando mais explícito, ele manda imaginar que não há países (“imagine there's no countries”) passando ao internacionalismo, objetivo de certas ideologias, e afirma que não seria difícil de imaginar isso (“It isn´t hard to do”), desta vez revelando até dons proféticos: quem poderia prever que nações ocidentais de imensa história, alta cultura e tradição, cederiam suas soberanias tão facilmente, deixando-se governar por burocratas não eleitos que, por vezes, impõem por tratados as mesmas regras que aqueles povos rejeitaram em referendos. Quem iria imaginar que até a nação mais poderosa do mundo teria se curvado por quase uma década ao Globalismo[1]. Então, realmente, hoje podemos dizer: “It isn´t hard to do”. Ainda mais se fizerem as pessoas imaginarem que realmente não há nada pelo qual matar ou morrer (“Nothing to kill or die for”) tornando-as fracas e submissas, tolamente pacifistas e esquecendo de episódios em que se lutou e se deu a vida pela Democracia, pela Liberdade, contra o totalitarismo, por princípios e para não deixarem invadir sua pátria (mas se não há países...).
Evidentemente que a religião manteria as pessoas pensando em valores pelos quais valeria a pena viver e morrer e manteria a cultura, que precisa ser destruída para facilitar a vinda da revolução; então, imagine que não (...) há religião, também (“Imagine there´s (...) no religion too”). Com isso, o deus Lenin, digo, Lennon, ou qualquer outro, vai poder impor uma forma boa e pacífica de viver sem conflitos (“Living life in peace”): principalmente sem conflitos com esse deus... Sem que haja religiões para atrapalhar.
A ideologia agora se revela totalmente quando nosso caro John, cuja fortuna ao morrer atingia algumas dezenas de milhões de libras, nos manda imaginar que não existem propriedades (“Imagine no possessions”), desde que não notemos as dele (duplipensar[2]). Essa precisa explicar? Mas sobre o direito à propriedade privada, devo lembrar que é uma das garantias da liberdade e da dignidade da pessoa humana (Leia Mises, Locke e tantos outros). Sem ele, não existe nenhum âmbito em que o governo não mande, mesmo que esse governo se disfarce de outras formas não (tão evidentemente) governamentais... Curiosamente, o autor sugere que a ausência de propriedade levaria à inexistência de fome e ganância (“No need for greed or hunger”). Mas será que você viu mais abundância e fartura nos países que restringiram o direito à propriedade ou nos que o respeitam: indaguem... Impedem as pessoas de saírem de quais? Para quais elas querem ir? Lembro de uma “fraternidade dos homens” (“a brotherhood of men”), por exemplo, que fez milhões morrerem de fome no Holodomor porque acharam que os ucranianos não eram fraternos como eles queriam[3]...
No refrão Lennon profetiza mais uma vez e diz que tem esperança de que um dia você se unirá a sonhadores como ele ( “I hope someday you'll join us”) e realmente o politicamente correto, o domínio da imprensa, da academia, a manipulação da arte fizeram com que muitas pessoas sejam “modinhas”, isto é, seguidoras de toda moda politicamente correta da vez, sentindo-se constrangidas pela Espiral do Silêncio[4] que direciona o que você deve pensar para não se sentir deslocado e que muitas vezes já foi um tema mal visto que foi tornado bem visto e inquestionável por meio da janela de Overton[5] (procure saber mais sobre o assunto: você vai entender muita coisa).
E quando houver modinhas suficientes para que a revolução vença, por meio do Globalismo[6], então “the world will be just one” (o mundo será um só): e você terá a liberdade de fazer aquilo que a oligarquia não eleita determinar... como já anda acontecendo aqui e ali...
O camarada Lenin nos ensinou que […] na guerra dos exércitos, não se pode atingir o objetivo estratégico, que é a destruição do inimigo e a ocupação de seu território, sem ter antes atingido uma série de objetivos táticos, visando a desagregar o inimigo antes de enfrentá-lo em campo aberto.“
Antonio Gramsci
Agora vou ouvir a música... (não, vou não: é chata pra caramba!)
*O autor é fã da música dos Beatles mas imagine se ele iria gostar desta...
[1] “O Globalismo é uma política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários.”, trecho do artigo publicado em < https://www.mises.org.br/article/2639/a-diferenca-basica-entre-globalismo-e-globalizacao-economica-um-e-o-oposto-do-outro > Leia mais em outras fontes.
[2] Conceito demonstrado por Orwell na obra 1984.
[3] Ah, mas foi um tirano e não a fraternidade... Sim! E você acha que essas “fraternidades de homens” não vão ser lideradas???
[4] Teoria sobre comunicação formulada por Elizabeth Noelle-Neuman em que“O resultado é um processo em espiral que incita os indivíduos a perceber as mudanças de opinião e a segui-las até que uma opinião se estabelece como atitude prevalecente, enquanto as outras opiniões são rejeitadas ou evitadas por todos, à exceção dos duros de espírito. Nessa teoria o importante são as opiniões dominantes, e estas tendem a se refletir nos meios, a opinião individual passa por um processo de crivo do coletivo para ganhar a força.”. Leia um resumo, contendo os trechos acima em < https://teoriasdacomunicacao2.wordpress.com/teoria-espiral-do-silencio/ > e aprofunde-se mais em outras fontes.
[5] “A Janela de Overton é uma teoria política que descreve como a percepção da opinião pública pode ser mudada de modo que ideias que antes eram consideradas absurdas sejam aceitas a longo prazo”, usando, em geral, 5 etapas: 1) do impensável ao radical 2)do radical ao aceitável 3) do aceitável ao sensato 4) do sensato ao popular 5) do popular ao político. Leia um resumo, contendo a o trecho acima, aqui : < https://amenteemaravilhosa.com.br/janela-de-overton/ > e aprofunde-se em outras fontes.
Gilberto Simões Pires
ECONOMISTA SINCERO
Antes de tudo é simplesmente impossível discordar do -ECONOMISTA SINCERO-, personagem criado pelo economista Charles Mendlowicz, professor, influenciador financeiro e autor do best-seller -18 PRINCÍPIOS PAR VOCÊ EVOLUIR-, quando ele diz que o desenho do cenário econômico do nosso empobrecido Brasil, revela que estamos numa clara SINUCA DE BICO. Na TEORIA, ainda que a queda de 0,25 ponto percentual da TAXA SELIC possa ser vista como uma TENDÊNCIA, na PRÁTICA é como baixar a temperatura de uma sauna de 80°C para 75°C. Ou seja, VOCÊ CONTINUA TORRANDO.
CAMISA DE FORÇA FISCAL
O cenário, segundo SINCERO e todos aqueles que ainda são capazes de DESENVOLVER O RACIOCÍO LÓGICO, é agravado sobremaneira pela percepção de uma -CAMISA DE FORÇA FISCAL-, cortada e costurada com IMPIEDOSOS AUMENTOS DE IMPOSTOS EM -TRÊS ANOS-; E UMA IMPLACÁVEL E CRESCENTE DÍVIDA PÚBLICA -CONSTRUÍDA, DIA APÓS DIA, PELO INCONSEQUÊNTE GOVERNO LULA-.
CÉTICO
Pois fazendo coro à GRITANTE RACIONALIDADE, nesta semana até o INSENSATO gestor da Verde Asset, Luis Stuhlberger, que além de FAZER PUBLICAMENTE O -L- também assinou o -MANIFESTO PRÓ LULA- durante a campanha eleitoral de 2022, numa -possível- (não muito clara) demonstração de ARREPENDIMENTO TARDIO, se declarou CÉTICO quanto ao futuro econômico do país, independentemente do vencedor do pleito. Para o LULISTA, uma eventual vitória da oposição poderia gerar -euforia inicial no mercado-, mas as dificuldades práticas para realizar ajustes profundos nas contas públicas tendem a frear o otimismo.
BIDU
Mais: o -BIDÚ- Stuhlberger conclui, sem apontar para o CONHECIDO CAUSADOR, que o Brasil enfrenta um descompasso financeiro severo, com gastos projetados em R$ 500 bilhões acima do antigo teto para o ano de 2026. Segundo sua análise, um ajuste fiscal necessário para equilibrar as contas seria de tal magnitude que se torna praticamente inviável politicamente para qualquer governante que assuma o cargo.
Dartagnan da Silva Zanela
Há muito, Manuel Castells declarou que a época em que vivemos poderia ser chamada de "A Era da Informação". Na verdade, ele não foi o único a apontar nessa direção, mas, até onde sei, é o único que escreveu uma volumosa trilogia para explicar esses tempos tão fascinantes quanto obscuros nos quais vivemos.
É uma era fascinante pelo fácil acesso que temos às informações — de toda e qualquer ordem — quanto aos meios para produzir e disseminar tudo o que nos der na telha; e isso, venhamos e convenhamos, é algo realmente fascinante.
Por isso, neste quesito, discordo tanto de Umberto Eco quanto de Jacques Le Goff quando estes afirmaram que a internet acabou apenas dando voz e vez aos idiotas de todo o mundo. Não que não tenhamos boleiras de tontos que dizem tonterias para uma multidão ávida por idiotices; claro que há. O problema é que a forma como eles afirmaram isso dá a impressão de que, na era anterior ao advento da internet, não havia disparates que eram disseminados a torto e a direito pelas televisões, pelas rádios e pelas páginas impressas.
Tendo isso em conta, sou franco em dizer que prefiro uma sociedade onde todos possam ter acesso livre aos meios de comunicação, pois acredito que seja mil vezes melhor viver em um mundo onde todo e qualquer idiota tenha direito a expressar-se, e galgar o seu lugarzinho ao sol, a ter de existir num universo onde meia dúzia de estultos, pretensamente iluminados, arroguem para si o direito de dizer quais tansos poderão comunicar-se com as multidões. Digo isso porque, conforme canta a inflamação de minha costela anarquista, são sempre preferíveis os riscos da liberdade aos perigos da tirania mal disfarçada de soberania. Ponto.
Agora, saindo da dimensão fascinante e migrando para o lado obscuro da força, vemos que o acesso maior à informação acabou coincidindo com um aumento crescente de toda ordem de incompreensão e, sejamos francos: a culpa não é dos obtusos, nem da internet. Ao menos não toda.
Muito dessa atmosfera plúmbea que pesa sobre a "Era da Comunicação" deve-se a vários fatores, mas, de todos eles, penso que podemos destacar dois. O primeiro refere-se ao nosso desejo atávico de nos informar não para conhecer, mas sim para confirmar as nossas convicções; tal atitude está a léguas de distância daquilo que poderíamos chamar de um processo ativo de construção do conhecimento. Na verdade, é com base nessa inclinação torta que se forma aquela névoa de ignorância presunçosa que paira sobre as "bolhas digitais".
Juntamente com essa vontade de dar aquele ar de superioridade para as nossas opiniões rasas, temos também a nossa incapacidade de realizar distinções — incapacidade essa que é devidamente alimentada pela ansiedade inconfessada que, por sua vez, é instilada em nossos corações pela velocidade maquinal das mídias digitais, consumidas de forma desregrada por nós.
Neste ponto, estou com Umberto Eco que, em seu livro "A Passo de Caranguejo: Guerras Quentes e Populismo de Mídia", nos lembra que há uma distinção muito sutil entre explicar um fato, procurar compreendê-lo, justificá-lo e concordar com ele. Mas, como no mundo em que vivemos tais sutilezas são varridas para a lata de lixo da história, toda e qualquer distinção, que permitiria um diálogo civilizado, acaba tornando-se praticamente uma quimera.
Dito de outra forma, quando ouvimos alguém afirmar algo e somos incapazes de ponderar o que foi ouvido por nós com base nestas quatro possibilidades, é sinal de que algo em nosso entendimento embruteceu. E a culpa não é da internet, nem dos idiotas, porque a responsabilidade realmente é nossa.
* O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "UM GRANDE MONTE DE PÓ E SOMBRAS", entre outros livros.
Rubem Sabino Machado
PRA FRENTE, BRASIL!!!
Não sei por que, justamente esta semana, lembrei daquela que, de fato, “é uma brasa, mora?!”: sabem de quem eu falo, né? Claro, da Jovem Guarda! Pensaram que eu iria falar de futebol?! Nada a ver! Prossigo falando de música, que tem uma memória afetiva ainda maior que o Escrete Nacional!
Que lembranças, que vozes! Ah, aquela franja da Wanderléa e de outros brotinhos, em um tempo de alegria, muito antes da Rivotril. Em um tempo em que o carro é que era vermelho, fosse Cadillac ou calhambeque e em que eu não usava “espelho pra me pentear”, mesmo tendo muito mais cabelo que hoje... Um tempo em que mandar tudo pro inferno era força de expressão, não uma intenção satânica.
O programa não chegou a ver o Tricampeonato da Seleção, durou só 3 anos, mas seus participantes viram e se imortalizaram em nossas memórias, também nas décadas seguintes, especialmente seu Rei: se o futebol tinha um Rei, que reinava absoluto, a Jovem guarda tinha o seu. Nenhum dos dois jamais seria deixado de lado: ainda que um 22 ou outro quisesse afastá-los questionando sua visão, ninguém seria tantã de fazer um programa ou uma Copa sem eles...
Um tempo em que, pasmem, o 13 era sorte, até nas sextas-feiras: o 13 do Zagallo. “Zagallo eterno” e “Brasil campeão” tinham 13 letras, como o número favorito do jogador que venceu duas copas e que, como treinador, o adotou, vencendo mais duas Copas na comissão técnica: o único tetracampeão mundial, saudoso Lobo!
“80 milhões em ação, pra frente BRASIL, salve a Seleção.” Dizia a canção que não era da Jovem Guarda, mas que até poderíamos dizer – mas nunca dissemos – que “era uma brasa, mora?!”, gíria que podemos usar até hoje, mas que nunca alterou o jeito de chamarmos nosso time nacional: Seleção, Brasil, Escrete (não Scratch,) Canarinho (não Canary). “Pra frente, Brasil! Salve a Seleção”: “Brasil, Brasil, Brasil”, se recuarmos mais, para Lamartine em 1950, ano da tragédia do Maracanaço... Nem como adjetivo, essa gíria famosa, eu vi alguém usar sobre a Seleção. Era mais sobre os brotinhos de então...
Mas voltemos à Jovem Guarda: estamos em um tempo em que o saudosismo se impõe não pela nostalgia, mas pela qualidade. Como não pensar, com o que temos visto ultimamente, em versos como “Pobre menina, não tem ninguém”, “Por favor, pare agora!!! Senhor Juiz, pare, agora”! Ou, diante de um mundo cada vez pior: “Estou guardando o que há de bom em mim”! Tempo em que havia mais biquinis de bolinha amarelinha e menos camisões escuros. Como esquecer de Roberto e de seu amigo Erasmo, de Celly Campelo, de Leno e Lilian, Os Vips, Martinha, Jerry Adriani?!...
Hoje, só posso ter saudade de um tempo de boa música em que, a cada dia, surgiam mais belas canções... Tempo em que, em cada show ou jogo, um Rei dava show. Que saudade! “E por falar em saudade, onde anda você?” dizia a bela canção que não era da Jovem Guarda, que essa sim era uma brasa, enquanto nosso Escrete sempre foi o Brasil! Salve a Seleção!!!
Ao recordar,
eu não acredito,
que sofrendo assim,
eu vá viver,
você se foi...
(Leno e Lilian)
* O autor, Rubem Sabino Machado, é cronista fictício e dizem que é uma Brasa, mora?! PRA FRENTE, BRASIL!!!
In God we trust!
Alex Pipkin, PhD
O Brasil não atravessa apenas uma crise política; vive um surto psicótico coletivo.
Uma parcela da elite esquerdista, sectária e intelectualmente doente decidiu que a realidade é um detalhe inconveniente, algo a ser sufocado por conhecidas narrativas. Enquanto o país real sangra, eles continuam celebrando o dogma.
O espetáculo é patológico. Diante de uma economia anêmica, onde o crescimento virou ficção contábil que jamais alcança o bolso de quem trabalha, a reação da seita não é rever o erro, mas sim aprofundá-lo. Dobram a aposta no fracasso.
A corrupção sistêmica foi rebatizada como detalhe processual, enquanto a insegurança pública tomou as cidades. Ao paralisarem as forças de segurança com teorias de gabinete, transformaram o cidadão comum em refém do crime organizado, sob a complacência de um Estado que se omite por pura ideologia. Claro, o bandido é uma “vítima da sociedade”…
Essa (des)elite acredita que o assistencialismo barato e as migalhas de um populismo requentado compram o silêncio eterno da miséria. É uma soberba suicida. O povo aceita o benefício por necessidade, mas não vive de ideologia.
Sabe que o auxílio paga o gás, mas não devolve o direito de caminhar sem o cano de uma arma encostado na nuca. Percebe que a “justiça social” celebrada nos salões muitas vezes não passa do financiamento de privilégios com o suor de quem trabalha, e é expropriado.
Enquanto a militância se enclausura em câmaras de eco, o brasileiro comum desperta pelo cansaço. A liturgia do “nós contra eles” perde força quando o “nós” continua na fila do SUS e o “eles” segue decidindo o destino da nação protegido por abstrações sociológicas, à la Habermas.
A tragédia do sectário é simples, uma vez que ele não consegue admitir o óbvio. O projeto faliu sob o peso da própria desonestidade intelectual.
Eles continuarão dobrando a aposta na cegueira; nenhuma novidade.
Ainda assim, há uma luz no fim do túnel, e ela não vem dos gabinetes vermelhos, tampouco da torcida colorada cega.
Ela nasce do pragmatismo silencioso do povo, que começa a entender que dignidade não brota de esmolas estatais, mas da liberdade de viver sem o jugo de uma (des)elite que proclama amor à humanidade enquanto despreza o brasileiro real, aquele de carne e osso.
A realidade não pede licença para se impor.
Ela simplesmente interrompe o culto e acende a luz.
Gilberto Simões Pires
ENTUPIR AS REDES SOCIAIS
Mais do que nunca se faz necessário e imperioso ENTUPIR as -REDES SOCIAIS- com notícias e comentários sobre as -BILIONÁRIAS FRAUDES DE TODOS OS TIPOS E TAMANHOS, ROMBOS HOMÉRICOS NAS CONTAS E NAS EMPRESAS ESTATAIS, AUMENTO INDISCRIMINADO DE IMPOSTOS, AUMENTO EXTRAORDINÁRIO DA DÍVIDA PÚBLICA, RECORDE DE INADIMPLÊNCIA DA POPULAÇÃO (81,2 milhões de brasileiros, segundo a Serasa Experian) e ALTÍSSIMO NÍVEL DE CORRUPÇÃO jamais vistos no nosso planeta, ASSALTO AOS APOSENTADOS DO INSS, etc...
ESCANDALIZAR
Antes de tudo, a considerar o FATO de que grande parcela da MÍDIA BRASILEIRA é agraciada com POLPUDAS VERBAS DE PUBLICIDADE GOVERNAMENTAL, com o CLARO COMPROMISSO de RELATIVIZAR e/ou -ESCONDER AO MÁXIMO- O ENVOLVIMENTO DO GOVERNO NAS MAIS DIVERSAS SAFADEZAS, o que nos resta, além de ir às ruas para PROTESTAR, é SISTEMATICAMENTE ESCANDALIZAR -NAS REDES SOCIAIS- tudo aquilo que a olhos e mentes nus está destruindo o nosso empobrecido país.
EXAGEROS
Ainda que algumas postagens até contenham alguns exageros, há que se admitir que a CAUSA desse comportamento fica muito por conta da INDIGNAÇÃO com a INÉRCIA das -NOJENTAS AUTORIDADES- que -ao invés de cumprir a Constituição- decidem ao seu bel prazer. Mais: não raro promovem PERSEGUIÇÕES E/OU PRISÕES daqueles que ousam -democraticamente- EXIGIR apenas e tão somente o ESTRITO CUMPRIMENTO DA LEI.
COMUNICADOR ATIVO
Portanto, antes que algum leitor ache por bem -RELAXAR e/ou TERCEIRIZAR- a IMPORTANTE TAREFA de mostrar constantemente o tamanho da sua INDIGNAÇÃO sobre a TEIA DE ESCÂNDALOS que envolve o nosso empobrecido Brasil, agora, mais do que nunca, se faz necessário que ATUE COMO -COMUNICADOR ATIVO-, expondo não apenas os CRIMES E DESMANDOS COMETIDOS como os EFETIVOS PREJUÍZOS QUE CAUSAM À SOCIEDADE. Esse tipo de ATITUDE é FUNDAMENTAL para levar muitos -eleitores desavisados- a votar em políticos -decentes- nas ELEIÇÕES DE 2026.