Francisco Carneiro Júnior
As velhas respostas já não bastam — ouve-se isso em Brasília com o mesmo fervor de quem acaba de descobrir a pólvora, e ninguém discorda, porque discordar daria trabalho. O engano mora justamente nessa unanimidade preguiçosa: a frase, sendo verdadeira, serve para justificar o oposto exato do que deveria — menos força, mais comitê; menos prisão, mais planilha; menos fronteira, mais fórum. O Brasil não fracassou no combate ao crime organizado por excesso de rigor. Fracassou por nunca ter aplicado rigor nenhum capaz de sobreviver a uma manhã de imprensa. Recuso, de saída, a antítese que virou consenso de auditório — Estado repressivo contra Estado inteligente —, porque essa antítese nasceu torta: existe para que ninguém precise responder à pergunta incômoda. Por que o Estado brasileiro, com um dos maiores efetivos policiais do planeta, um Judiciário hipertrofiado e um sistema prisional federal desenhado à imagem do carcere duro que a Itália aplica a chefes mafiosos, não consegue impor a única coisa que o crime organizado teme: a certeza da punição?
II.
O território é onde a tese contrária apoia o primeiro tijolo, e onde também mente por omissão. Diz-se que operações pontuais — as incursões cariocas, por exemplo — produzem mortos, afetam moradores e não alteram de modo duradouro o domínio das facções. Metade disso é fato; a outra metade é a que ninguém quer admitir. A Operação Contenção, deflagrada em outubro de 2025 no Complexo do Alemão e na Penha, mobilizou 2.500 agentes e 32 blindados, matou mais de uma centena de suspeitos, prendeu 133 e apreendeu 118 armas — golpe real e mensurável na capacidade operacional do Comando Vermelho naquela praça. Faltou o dia seguinte: nenhuma tropa ficou, nenhuma ocupação tomou o lugar do vácuo que a força abriu. O Estado arrombou a porta e foi embora, deixando a facção livre para reocupar o mesmo endereço em poucas semanas, como sempre reocupa. Incendiar a casa, apagar o fogo pela metade e depois culpar o extintor pelo incêndio recomeçar: eis a lógica de quem chama isso de fracasso da força. Falta ao Brasil, não uma alternativa à ocupação armada, mas a ocupação armada que não se retira, seguida de presença civil que hoje simplesmente não chega — nem escola, nem posto de saúde, nem cartório, porque o Estado brasileiro sabe invadir e não sabe ficar. Enquanto se repete que 40% da população vive sob domínio de facções — dado correto, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública —, quase ninguém pergunta por que a Garantia da Lei e da Ordem, instrumento pensado exatamente para isso, é acionada como exceção episódica, nunca como política contínua de reconquista territorial. Território não se recupera com seminário. Recupera-se com bandeira fincada e guarnição que fica.
III.
As armas expõem o argumento na sua forma mais insidiosa, porque troca estatística por insinuação. Alega-se que a flexibilização do acesso civil ao armamento entre 2019 e 2022 teria baratado, via laranjas, o arsenal das facções — e cita-se, como prova indireta, o aumento de fuzis apreendidos em estados sem esse histórico. A correlação existe; a causalidade foi forjada. O comprador cadastrado no Sistema Nacional de Armas responde a rastreamento biométrico, registro de munição, fiscalização do Exército e da Polícia Federal: é o elo mais vigiado de todo o universo armamentista brasileiro, não o mais frágil. Fuzil de guerra, granada, calibre militar não saem de loja licenciada — atravessam os quase 17 mil quilômetros de fronteira seca que o Brasil divide com Bolívia, Paraguai, Colômbia e Guiana, pelas mesmas rotas que servem cocaína e armamento ao mesmo tempo: a logística que abastece o Comando Vermelho na Amazônia é a que arma o PCC no Sul. Culpar o caçador, o atirador e o colecionador — hoje sob controle mais estrito do que qualquer motorista de aplicativo — é deslocamento ideológico com roupa de ciência: mais fácil apontar o cidadão fiscalizado do que confessar que o posto de fronteira em Foz do Iguaçu ou em Ponta Porã opera com metade do efetivo necessário e uma corrupção aduaneira que todo mundo conhece e ninguém prende. Regular ainda mais o que já é regulado não fecha fronteira nenhuma. Fecha, apenas, mais um capítulo da fábula em que o culpado é sempre quem obedece à lei.
IV.
Sobre a infiltração dos mercados formais, concedo o diagnóstico inteiro e recuso a receita. O PCC movimenta hoje, segundo apuração das próprias autoridades paulistas, algo perto de R$ 4,9 bilhões por ano desde 2020, e a Receita Federal revelou, em agosto de 2025, ao menos R$ 30 bilhões em patrimônio imobiliário sob controle da facção. Fintechs e criptoativos multiplicam as camadas de lavagem — ninguém nega isso. Mas a resposta proposta — regular melhor, integrar COAF e polícias estaduais, criar base institucional permanente — descreve um edifício burocrático que já existe no papel e nunca se converte em confisco. De que serve mapear R$ 30 bilhões se o Estado leva, em média, mais de uma década para transformar um inquérito de lavagem em perdimento definitivo de bens? A França napoleônica confiscava depressa porque temia o crime; a República brasileira só aciona depressa o compliance de quem já é honesto, e devagar a expropriação de quem nunca foi. O gargalo não está na regulação financeira — o Brasil já é um dos países mais regulados do mundo em compliance bancário, o que pune de forma desproporcional a pequena e a média empresa lícita, enquanto a organização criminosa absorve o custo da conformidade como despesa operacional, porque tem caixa de sobra para isso. O gargalo está no processo e na pena: o próprio texto que originou este debate admite que apenas cerca de 30% dos homicídios são investigados no país. Uma nação incapaz de elucidar sete em cada dez assassinatos não precisa de outro comitê de inteligência financeira. Precisa que a Justiça termine o que a Polícia começa — e hoje, salvo raras exceções, não termina.
V.
A Amazônia merece capítulo à parte — é ali que a confusão entre diagnóstico e receita chega ao ápice. Fala-se em “convergência criminal”, expressão cunhada por institutos que preferem, sempre, soluções de governança de mercado a soluções de soberania. O fenômeno é real: garimpo ilegal, grilagem, tráfico de madeira e de drogas entrelaçados numa mesma economia de violência, favorecidos por rios que dificultam a interceptação e por uma presença estatal que, historicamente, nunca existiu ali. A discordância começa na conclusão. À Amazônia não falta “regulação especializada do mercado do ouro” — falta o Estado brasileiro na sua forma mais elementar: guarnição, radar, patrulha fluvial armada, presença que não recue diante de dois mil homens fortemente armados atravessando a fronteira colombiana, como relatam, aterrorizados, moradores que nem se atrevem a se identificar ao denunciar. Um líder indígena sequestrado para servir de guia a um grupo armado estrangeiro, com a resposta institucional reduzida a um inquérito do Ministério Público pedindo reforço das Forças Armadas, configura invasão territorial por atores armados não estatais — não uma falha de compliance ambiental, mas o tipo de fato que, em qualquer nação que leve a soberania a sério, aciona doutrina de defesa de fronteira, e não gabinete de regulação de commodities. Formalizar o garimpo antes de expulsar quem o ocupa ilegalmente é assinar, com verniz técnico, a rendição do território.
VI.
A corrupção é o ponto em que a tese contrária acerta o diagnóstico e erra, de novo, a receita: apresenta-a como alternativa à força, quando é, na verdade, sua pré-condição. Quanto mais capitalizada a organização criminosa, maior sua capacidade de comprar proteção, financiar campanha, infiltrar-se em concessão de mineração e no mercado imobiliário — nisso não há disputa. A resposta a isso, porém, nunca foi, em nenhum país que reduziu de fato o poder de suas máfias, “pacto suprapartidário” seguido de “estratégia de longo prazo” — eufemismos que soam bem em painel de fórum e não produzem nada fora dele. Foi combinação de instrumentos duros: a Itália do maxiprocesso e de um regime de isolamento carcerário total — nascido da resposta aos assassinatos de Falcone e Borsellino — que corta por completo a comunicação do chefe mafioso com o mundo exterior. O Brasil copiou a forma — criou o Regime Disciplinar Diferenciado e os presídios federais de segurança máxima — e falhou no conteúdo. A prova está no próprio organograma do PCC, revelado pela inteligência da Polícia Civil de São Paulo em 2026: Marcola, preso desde 1999, recolhido ao sistema federal desde 2019, circulando entre presídios de máxima segurança, segue sendo apontado como líder supremo de uma facção com 14 sintonias e 89 dirigentes, mais da metade deles atrás das grades. Isolamento que não isola não derruba a doutrina do isolamento; derruba apenas quem a executou mal — a mesma diferença que existe entre abandonar uma arma porque falhou e recarregá-la porque foi mal empunhada.
VII.
Cabe uma pergunta que o texto de origem, sozinho, jamais fez: qual foi, na prática, a resposta mais recente do Estado brasileiro ao avanço do crime organizado? Não veio endurecimento. Veio abrandamento. Em junho de 2024, por seis votos a três, o Supremo Tribunal Federal descriminalizou o porte de até 40 gramas de maconha, fixando critério administrativo — não mais penal — para distinguir usuário de traficante, decisão reafirmada em fevereiro de 2025. A intenção declarada era corrigir desigualdade racial na aplicação da lei, problema real que merece resposta real. O efeito líquido, porém, sobre o terreno onde as facções operam, foi elevar o limiar de tolerância exatamente no ponto de contato mais frequente entre o cidadão comum e a polícia — o varejo da droga —, sem tocar um fio de cabelo da estrutura atacadista que Comando Vermelho e PCC comandam. Enquanto se discutia grama e presunção relativa nos tribunais superiores, o Instituto Igarapé publicava, em 2026, estudo colocando o PCC à frente de todos os cartéis americanos, com 30 a 40 mil integrantes e presença documentada na Europa e na África Ocidental, e o Comando Vermelho estimado entre 20 e 30 mil membros — a maior organização criminosa brasileira virando, sob os olhos de quem discutia despenalização, ameaça transnacional. A decisão do Supremo não causou essa expansão, e o rigor histórico exige mais cautela do que qualquer manchete oferece. Fica, no entanto, algo mais modesto e mais incômodo: enquanto o discurso público celebrava a “nova resposta” da desjudicialização, o inimigo real crescia, se profissionalizava, se internacionalizava. Se há correlação a explicar, ela não aponta para o lado que os arautos da inovação institucional gostariam.
VIII.
No fundo de tudo isto está uma pergunta clássica que nenhum ensaio sobre crime organizado que se pretenda sério pode evitar: o que é, afinal, um Estado que fracassa? Max Weber respondeu a isso há mais de um século — monopólio legítimo da violência física dentro de um território. Toda a arquitetura conceitual do texto que este ensaio contesta — “convergência criminal”, “regulação de mercados”, “articulação institucional” — descreve, com vocabulário técnico impecável, o que acontece quando esse monopólio já foi cedido e ninguém tem coragem de dizer isso em voz alta. Quando o próprio Estado aceita debater se deve “regular” o garimpo ilegal em vez de expulsá-lo, se deve “compreender as redes financeiras” em vez de confiscá-las, se deve buscar “pacto suprapartidário” em vez de sentença, já assinou, em linguagem de relatório, a ata de rendição parcial da soberania. As nações que reverteram esse processo não o fizeram por comitê — fizeram-no com fronteira fechada, prisão que isola de fato, confisco concluído em meses e não em décadas, e uma classificação jurídica que chame organizações com 30 mil homens armados, receita bilionária e alcance em três continentes pelo nome certo: não associação criminosa do Código Penal comum, mas organização paramilitar transnacional. O debate legislativo brasileiro sobre tipificar facções como organizações terroristas, hoje represado no Congresso, é o único item desta lista que aponta na direção certa — e, previsivelmente, o que os defensores da “nova resposta” institucional menos mencionam.
IX.
Discordo, leitor, de quem lhe diz que a força já foi tentada e fracassou. A força nunca foi tentada até o fim — foi tentada pela manhã e desmontada à tarde, por audiência de custódia, por embargo, por comissão que se reúne a cada trimestre para dizer que o problema é complexo. A verdadeira resposta nova ao crime organizado brasileiro não está em sigla de instituto internacional, não está em seminário sobre convergência de mercados, não está em parceria com fintech para rastrear pix suspeito. Está na coisa mais antiga que existe, e por isso mesmo a mais esquecida: um Estado que ocupa o território e nele permanece; uma fronteira que se fecha de verdade, não apenas em nota oficial; uma prisão que isola quem deve isolar, sem exceção nem visita disfarçada; uma sentença que chega antes que o réu envelheça esperando por ela. O Brasil não precisa de respostas que ainda não existem. Precisa aplicar, finalmente, as que sempre existiram e nunca foram levadas a sério — porque é mais confortável, para quem escreve relatório em gabinete com ar-condicionado, chamar de velho tudo aquilo que exigiria coragem para praticar.
Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial
Alguns me chamam de pessimista. Pode ser, embora eu tenha a desagradável impressão de que, no Brasil, costumamos chamar de pessimismo aquilo que os fatos insistem em confirmar.
Meu pessimismo, porém, é menos econômico do que pedagógico. Preocupa-me o dinheiro que estamos gastando, claro, mas me inquieta muito mais o modelo de brasileiro que estamos ajudando a produzir.
Durante gerações, famílias ensinaram aos filhos uma coleção pouco sofisticada de virtudes. Estudar, trabalhar, poupar, cumprir a palavra, suportar frustrações, levantar depois de cair, não gastar o que não se tem e não esperar que terceiros resolvam aquilo que podemos resolver. Chamávamos isso de educação. Hoje, dependendo do auditório, a lista quase exige pedido de desculpas.
Há anos martelo essa rocha porque nos tornamos extraordinariamente competentes em explicar os vícios do fracasso e cada vez mais constrangidos em defender as virtudes do sucesso.
Não sou suficientemente ingênuo para negar circunstâncias ou injustiças. O problema começa quando a explicação do passado recebe procuração para governar o futuro.
Abandonar quem genuinamente precisa de proteção não é liberalismo. É apenas crueldade com pretensão teórica.
Mas a dependência prolongada pode funcionar como anestesia, primeiro alivia, depois acomoda e, finalmente, pode tornar assustadora a hipótese de viver sem ela. É quando proteção se transforma em destino e o cativeiro ganha o nome respeitável de compaixão.
Ninguém precisa decretar o fim da autonomia no Diário Oficial. Basta encarecê-la. Quando trabalhar mais ameaça a segurança, empreender significa colecionar obstáculos, prosperar desperta suspeita e responsabilidade individual provoca constrangimento moral, os incentivos fazem silenciosamente aquilo que nenhum decreto teria coragem de admitir.
Nossa tragédia não é apenas tolerarmos privilégios, mas desejarmos trocar de lado no balcão. Quem amaldiçoa a fila nem sempre deseja acabar com ela. Às vezes está apenas furioso porque ainda não descobriu quem distribui as senhas.
E os modelos educam muito antes dos professores. Jovens não aprendem apenas com aquilo que lhes ensinamos, mas sobretudo observando quem recebe o prêmio, quem paga a conta, o que uma sociedade admira e aquilo que prefere desculpar. Antes de abandonar uma virtude, uma sociedade deixa de admirá-la; depois constrange quem ainda a defende e, finalmente, perde a capacidade de reproduzi-la.
É a descapitalização moral, um empobrecimento que nenhum PIB sabe medir.
O Estado pode transferir renda, mas não transfere disciplina, iniciativa, coragem, responsabilidade ou desejo de independência. Pode redistribuir os frutos dessas virtudes enquanto houver quem os produza. Depois, nem o Diário Oficial faz milagre.
Por isso, uma política social séria deveria perseguir uma medida aparentemente absurda de sucesso, perder clientes para a prosperidade.
Precisamos conhecer nossa taxa de emancipação, não apenas quantos brasileiros foram protegidos, mas quantos conquistaram autonomia suficiente para dispensar a proteção.
Meu medo não é somente que um dia falte dinheiro para distribuir.
É que, muito antes disso, comece a faltar quem ainda considere uma virtude produzi-lo.
Francisco Carneiro Júnior
Carta a um réu chamado Brasil
Não escrevo aqui mais um discurso... Há muitos por aí, com palavras inflamadas e promessas vazias. No próximo domingo, dia 4, o povo decidirá se ainda tem vergonha na cara. Todos vão encarar as filas de votação com a mesma verdade escancarada e silenciada no coração: esse Brasil não aguenta mais.
Um dia, um velho parlamentar ergueu um livro e disse ao país que ali estava a sua carta de alforria. Chamou-a de Constituição Cidadã. O texto prometia que a palavra seria livre, que ninguém seria julgado por tribunal de exceção, que o juiz natural seria sagrado, que a casa seria asilo inviolável, que o fruto do trabalho pertenceria a quem trabalha, que a segurança, a saúde e a educação seriam direito de todos e dever do Estado.
Trinta e oito anos depois, o brasileiro ainda não é livre.
Trinta e oito anos depois, o brasileiro ainda vive acorrentado a um Estado que arrecada um terço de tudo o que o país produz e devolve hospitais com corredores lotados e sem remédio, escolas que não ensinam e estradas que matam.
Trinta e oito anos depois, o brasileiro vive numa ilha de miséria cercada por um oceano de riqueza. Mora sobre o pré-sal e paga caro pela gasolina. Pisa na terra que alimenta o planeta e conta moedas para comprar comida. Bebe da maior reserva de água doce do mundo e quase metade do país ainda não tem esgoto na porta de casa.
Trinta e oito anos depois, o brasileiro é exilado dentro da própria pátria. Exilado da própria rua, que pertence ao criminoso da facção. Exilado da própria opinião, que pode custar uma conta bloqueada, uma rede silenciada, um processo. Exilado do próprio futuro.
Aquela Constituição foi uma nota promissória assinada pela República em nome de cada brasileiro. Pois bem: fomos ao caixa. E a República nos devolveu um cheque sem fundo, carimbado com a frase: "fundos insuficientes". Vamos às urnas agora cobrar uma dívida. Vamos sacar. E o vencimento é 4 de outubro.
De um lado, a promessa de que o trabalho seria protegido. Do outro, a realidade de um país onde empreender virou ato de resistência e produzir virou infração. O pequeno comerciante enfrenta um cipoal de dezenas de tributos, milhares de normas e uma burocracia que o trata como suspeito antes de tratá-lo como cidadão. A dívida pública caminha para 80% do PIB. Quando o governo quis aumentar o IOF por decreto, o Congresso, eleito pelo povo, derrubou. E o Supremo ressuscitou a cobrança. O princípio mais antigo das democracias diz que não há tributo sem representação. No Brasil, passamos a ter tributo por liminar.
De um lado, a promessa de que o Estado ampararia os mais frágeis. Do outro, aposentados e pensionistas do INSS, homens e mulheres que já deram tudo o que tinham a este país, tendo o benefício sangrado mês após mês por descontos associativos que nunca autorizaram, num assalto bilionário feito com carimbo oficial. Um país que deixa roubar o remédio do avô no contracheque do avô não tem um problema de gestão. Tem um problema de caráter.
A Constituição prometeu segurança. O Brasil entregou territórios inteiros onde a lei não entra, onde facções decidem quem vive e quem morre, quem abre comércio e quem fecha, quem pode subir a ladeira e quem precisa pedir licença. O crime organizado brasileiro já não se contenta apenas com fuzil, granada e ponto 50. Veste terno, abre fintech, compra posto de combustível, lava dezenas de bilhões pelo sistema financeiro formal e contrata os melhores escritórios de advocacia do país. E, enquanto o crime se sofisticava, decisões judiciais passaram a restringir operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. E, quando não há combate, o inimigo se fortalece.
A Constituição prometeu que não haveria juízo nem tribunal de exceção. Prometeu o juiz natural, o devido processo legal, a imunidade do parlamentar por suas opiniões, a livre manifestação do pensamento. E, em março de 2019, o país entregou um inquérito aberto de ofício pela própria Suprema Corte, com relator escolhido sem sorteio, para apurar ofensas contra a própria Suprema Corte. Uma instituição que é, ao mesmo tempo, vítima, investigadora, acusadora e juíza. Aquele inquérito, que deveria ter sido exceção, virou método. Sob a sua sombra, políticos são presos. Redes sociais são arrancadas do ar. Pessoas comuns são condenadas a catorze anos de prisão. Um ex-presidente da República recebeu vinte e sete anos e três meses de pena de uma turma de cinco ministros, e não do plenário. E foram as mesmas mãos que, em 2021, anularam as condenações de quem hoje governa (e quer se reeleger!), não por declará-lo inocente, mas por discutir o endereço da vara que o havia julgado. Isso não se chama democracia. Chama-se juristocracia. E a vergonha já atravessou fronteiras. Já é global.
Essa mesma Constituição falava em prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais. O Brasil entregou um governo que estendeu tapete vermelho a um ditador venezuelano e chamou de "narrativa" as denúncias contra um regime que expulsou quase oito milhões dos seus próprios cidadãos. Um governo que foi à Praça Vermelha aplaudir desfile militar enquanto a Ucrânia enterrava seus filhos. Um governo que reserva às democracias liberais a hostilidade que jamais ousa dirigir às ditaduras amigas. Isso não é diplomacia pragmática. É alinhamento com o fracasso.
Mas o socialismo nunca chegou a lugar algum anunciando correntes. Chegou sempre prometendo cuidado. Primeiro estende a mão, depois coloca a coleira e, por fim, batiza a coleira de direito social. A assistência que deveria ser ponte vira curral. O pobre que deveria ser libertado pelo emprego é mantido dependente pelo cadastro, porque um povo que depende não questiona, e um povo que não questiona vota por gratidão, nunca por convicção. Caracas não começou com fome. Começou com um líder carismático, um Judiciário domesticado, uma imprensa vendida e anestesiada e um povo que jurava que aquilo jamais aconteceria com ele.
Ouço daqui os conselheiros da prudência. Dizem que é preciso calma. Que a mudança vem devagar. Que é melhor esperar a próxima eleição, a próxima reforma, a próxima geração. Eu lhes respondo: este não é o momento de repousar na sombra fresca da acomodação, nem de engolir o calmante do gradualismo. Uma geração inteira já foi sacrificada no altar de Baal e Moloque. O tempo é agora. Agora é a hora de sair do pântano da impunidade para o chão firme da lei igual para todos. Agora é a hora de erguer esta nação da areia movediça do conformismo para a rocha da dignidade. Seria fatal fingir que este momento pode ser adiado. Este inverno de descontentamento do povo que trabalha não terminará enquanto não chegar uma primavera de liberdade e ordem. 2026 não é o fim de uma luta. É o começo de uma reconstrução. E quem imagina que o brasileiro, depois de tudo, vai voltar para casa resignado e deixar tudo como está terá um amargo despertar na noite da apuração.
Na luta para recuperar o que é nosso, não nos tornaremos aquilo que combatemos. Não mataremos a nossa sede de liberdade bebendo do copo do rancor. Quem denuncia o abuso não pode praticá-lo. Quem exige a lei não pode rasgá-la. A nossa força está no voto. Não está no grito. Está na perseverança. Conduziremos esta luta no mais alto nível de disciplina e decência, porque é exatamente isso que nos separa daqueles que nos querem calados. Cada vez que formos tentados a descer, subiremos: juntaremos a força do número à força da alma. E não trataremos como inimigos todos os que votaram no atual governo. Muitos deles acreditaram de boa-fé e hoje estão apertando o cinto, sentindo na pele a mesma asfixia que sentimos. O destino de vocês está amarrado ao nosso. A liberdade de vocês está costurada à nossa. Ninguém se liberta sozinho. Ou marchamos juntos, ou afundamos juntos.
E, enquanto marchamos, juramos não recuar. Há quem nos pergunte, com ironia, de cima dos seus gabinetes: "Afinal, o que vocês querem? Quando vão ficar satisfeitos?"
Não ficaremos satisfeitos enquanto um policial brasileiro for enterrado... e o assassino dele sair pela porta da frente numa audiência de custódia.
Não ficaremos satisfeitos enquanto uma mãe tiver de deitar os filhos no chão da sala quando começa o tiroteio, e o chefe da facção dormir tranquilo com a certeza de que o processo vai prescrever. Não ficaremos satisfeitos enquanto um brasileiro precisar pensar duas vezes antes de escrever o que pensa, com medo de que um despacho apague sua voz, seu perfil e sua conta bancária.
Não ficaremos satisfeitos enquanto o aposentado for roubado pelo próprio Estado e o trabalhador pagar mais imposto do que recebe em serviço.
Não ficaremos satisfeitos enquanto o jovem acreditar que a única saída do Brasil é o aeroporto.
Não, não estamos satisfeitos, e não ficaremos satisfeitos até que a justiça corra neste país como o São Francisco em tempo de cheia, e a honestidade desça pelas serras como as águas do Iguaçu.
Sei que muitos de vocês carregam cicatrizes. Alguns perderam o emprego, o contrato, o espaço, só por terem dito em voz alta aquilo que milhões pensam. Alguns enterraram um filho morto na violência cotidiana. Alguns fecharam a loja que o pai abriu e o avô sustentou. Vocês são os veteranos de uma guerra que ninguém declarou, mas que todos sentem. Não desistam. Votem sabendo que isto pode mudar e vai mudar. Não se deixem cair no poço do desalento.
Porque o maior crime cometido contra o Brasil nas últimas décadas não foi um desvio, não foi uma propina, não foi um contrato superfaturado. Foi a normalização da decadência. Fomos treinados, pouco a pouco, a achar o absurdo natural. Aprendemos a rir da corrupção porque perdemos a esperança de puni-la. Aprendemos a sobreviver em vez de exigir grandeza. Aprendemos a chamar mediocridade de pragmatismo e cinismo de esperteza. O brasileiro se acostumou ao escândalo como o afogado se acostuma à água: parando de respirar. E um povo que já não se escandaliza começa a morrer por dentro, ainda que continue pagando boleto, batendo ponto e torcendo no domingo.
O 4 de outubro não será uma eleição comum. Será um julgamento. E o réu seremos nós. Se o Brasil, depois de tudo o que viu, de tudo o que sofreu e de tudo o que lhe foi revelado, decidir entregar mais quatro anos ao mesmo projeto, não estará apenas escolhendo um governo. Estará assinando um pacto consciente com o mal, com o país que existe hoje. E não poderá, depois, fingir espanto diante da estagnação, da violência, das instituições desmoralizadas, dos cérebros que emigram e dos investimentos que fogem. Povos colhem o que decidem tolerar. Nenhuma nação se destrói apenas por ter maus governantes. Nações se destroem no dia em que seus cidadãos passam a considerar a degradação uma coisa normal.
Existe um caminho. E ele tem rumo e tem estandarte. Responsabilidade fiscal no lugar da gastança. Liberdade econômica no lugar do cartório. Combate implacável ao crime organizado no lugar da tolerância travestida de virtude. Mérito no lugar do apadrinhamento. Um Estado mais enxuto, mais barato e mais eficiente no lugar do Leviatã obeso. Defesa intransigente das liberdades individuais, da liberdade de expressão à liberdade de culto. E, acima de tudo, a restauração do equilíbrio entre os Poderes, para que o juiz esqueça a política e volte a julgar, o legislador volte a legislar e o povo volte a mandar por meio de quem elege.
Por isso lhes digo hoje, meus amigos: apesar das dificuldades de hoje e das que virão amanhã, eu ainda acredito. Acredito num Brasil que ainda não nasceu, mas que já pulsa no peito de cada um de vocês.
Chegará o dia em que esta nação se levantará e viverá, de verdade, aquilo que escreveu na sua Carta: que todo poder emana do povo, e não da caneta de quem nunca recebeu um voto.
Chegará o dia em que os filhos pobres ou ricos desta terra se sentarão à mesma mesa, porque todos terão tido a mesma chance de vencer pelo próprio esforço.
Chegará o dia em que o Brasil será transformado numa terra onde a criança brinca na rua e a mãe dorme em paz.
Chegará o dia em que os filhos deste país serão julgados pelo que fazem e pelo que constroem, e não pelo lado político em que seus pais votaram, nem pela conta que seguem numa rede social.
Chegará o dia em que o cidadão comum poderá entrar numa repartição pública de cabeça erguida, sabendo que ali ele é patrão, e não súdito.
Chegará o dia em que todo vale de miséria será aterrado, toda montanha de privilégio será aplainada, todo caminho tortuoso da burocracia será endireitado, e o Brasil verá, enfim, a si mesmo como nunca se permitiu ver: grande.
Esta é a nossa esperança. É com esta fé que cada um de vocês voltará para casa depois de votar. Com esta fé, arrancaremos da montanha do desânimo uma pedra de esperança. Com esta fé, transformaremos o ruído da nossa divisão numa sinfonia de reconstrução nacional. Com esta fé, trabalharemos juntos, rezaremos juntos, votaremos juntos, fiscalizaremos juntos, defenderemos a liberdade juntos, sabendo que um dia seremos um povo livre. E, nesse dia, cada brasileiro poderá cantar, com um sentido que nunca teve, os versos que aprendemos na escola sem entender:
"Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte."
E, se o Brasil é mesmo uma grande nação, isso precisa deixar de ser verso e virar verdade*.
Então, que o grito da liberdade ecoe nas montanhas... Que ecoe dos paredões e chapadões... Que ecoe nos pampas e nas coxilhas... Que ecoe nas comunidades, no sertão, nas margens dos rios... Que ecoe nos nossos mares... Que ecoe de cada serra, de cada várzea, de cada vila, de cada seção eleitoral deste país.
E, quando isso acontecer, quando deixarmos a liberdade ecoar em cada casa e em cada povoado, em cada estado e em cada cidade, apressaremos o dia em que todos os filhos desta terra, do Oiapoque ao Chuí, brancos, negros, pardos e indígenas, católicos, evangélicos, espíritas, judeus e os que não têm fé alguma, poderão dar as mãos e dizer, com a voz embargada de quem esperou tempo demais:
De pé, enfim. De pé, enfim. Graças a Deus, o Brasil está de pé, enfim.
(Inspirada no discurso histórico de Martin Luther King Jr., "Eu tenho um sonho") ____________________________________________________________________
* Essa verdade começa no domingo. Acorde cedo. Leve seu pai, sua mãe, seus filhos, seu vizinho. Vote e acompanhe a apuração. Ninguém fica em casa no dia em que o Brasil vai a julgamento.
** Enviado pelo autor para publicação. Artigos de Francisco Carneiro Junior podem ser lidos diariamente no Substack. Sugiro que o faça.
Dartagnan da Silva Zanela
É curioso quando começamos a refletir sobre o tempo e, ao fazê-lo, as primeiras palavras que nos vêm à cabeça são aquelas presentes nas páginas do livro Confissões, de Santo Agostinho, onde o bispo de Hipona pergunta: o que é o tempo? E, na sequência, responde-nos: se ninguém me pergunta, eu sei; mas, se quero explicá-lo a quem me pergunta, já não sei.
E é curioso refletirmos sobre isso porque, quando paramos para prestar a devida atenção na forma como experienciamos o tempo em nossas venturas e desventuras pra lá de humanas, notamos, num piscar de olhos, que suas três dimensões estão sempre presentes — juntas, fundidas e misturadas — em nosso horizonte de percepção.
Como bem nos ensinam Gilberto Freyre e Peter Berger, todos nós guardamos em nossa consciência os fragmentos do passado, de tudo aquilo que foi vivido e testemunhado por nós. Por isso mesmo, esse passado em cacos sempre pode sofrer uma ressignificação, uma nova interpretação à luz daquilo que está sendo vivido por nós no presente. Reinterpretação essa que pode ser mais profunda e esclarecedora, ou mais tosca e superficial; tudo depende da forma como triangulamos nosso eu — mais ou menos consciente — com o que estamos vislumbrando hoje e com os fragmentos desconexos de tudo aquilo que, de certa forma, compõe a nossa história pessoal e sua articulação com a memória coletiva de nossa sociedade.
Da mesma forma, quando voltamos nossas vistas para os dias que estão por vir, para o nosso futuro, invariavelmente edificamos em nossa imaginação um retrato hipotético do amanhã ou, se preferirmos, acabamos por escrever na mente uma biografia imaginária futura, articulada com uma história possível do amanhã. E essas imagens sempre são elaboradas a partir daquilo que estamos vivendo no momento presente, à luz do modo como ressignificamos o nosso passado.
Detalhe importante: tanto a forma como reinterpretamos o nosso passado quanto o modo como projetamos as nossas expectativas com relação ao futuro acabam impactando a maneira como vivemos o nosso tempo presente. Ou seja: passado e futuro não são dimensões temporais distantes do agora — nada disso. Elas estão fundidas com o presente no âmago do coração humano que, queiramos ou não admitir, está sempre diante da eternidade.
Nesse sentido, é mais do que natural que, em momentos como um pleito eleitoral, sintamos uma certa vertigem, como se o mundo estivesse prestes a terminar. Afinal, nossas vivências nos atiram em um turbilhão de emoções desequilibradas pela volúpia midiática, de afetos desordenados pelas ideologias que se eriçam e de sentimentos que se desencadeiam frente às possibilidades que vão sendo desenhadas por nossa imaginação — a qual não mede esforços para nos cobrir de razão e justificar nossas escolhas e ações.
Porém, esse momento passa; os plúmbeos ares eleitoreiros também se vão e, gradativamente, uma nova brisa sopra. Com esses novos ares de outro presente, iremos refletir, a partir de nossas expectativas, sobre tudo o que vivenciamos nestes loucos dias. E assim, entre trancos e barrancos, temos a oportunidade de aprender e amadurecer com os dias vividos — ou continuar do mesmo jeito, cometendo os mesmos erros em um próximo momento.
Resumindo o entrevero: a cidadania não pode ser restrita ao sufrágio de um voto, muito menos reduzida à militância apaixonada. Viver na pólis e pela pólis significa compreender que nossas diferenças políticas devem servir para, através delas e das nossas contradições, nos elevar como pessoas que aprendem a viver e conviver com suas limitações — e não para, ao final, nos apartarmos em guetos mentais que nos segregam, esgarçando o tecido social e tudo aquilo que nos permite reconhecer como filhos do mesmo chão.
* O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "NAS ENTRANHAS DO LEVIATÃ", entre outros livros.
Gilberto Simões Pires
CONTAGEM REGRESSIVA
Mais do que nunca, esses próximos CINCO DIAS que nos separam do dia 4 de outubro, data marcada para a realização das ELEIÇÕES 2026, faz-se mais do que necessário e urgente que os ELEITORES dotados de um mínimo de discernimento se mobilizem ao máximo com o FRANCO PROPÓSITO DE DESTRUIR O -SISTEMA- que ao longo dos últimos anos foi COMANDADO E EXERCITADO -PELAS MÃOS, PÉS E MENTES DEMONÍACAS DA ESQUERDA-, com apoio da MAIORIA ESCANDALOSA DA NOSSA TERRÍVEL SUPREMA CORTE.
O INIMIGO É O SISTEMA
Mais do que sabido e reconhecido, o candidato FLÁVIO BOLSONARO (22) é o ÚNICO que, segundo TODAS as pesquisas de intenção de voto, reúne condições efetivas para VENCER O -SISTEMA- cujo PROGRAMA DE GOVERNO TEM COMO CLARO OBJETIVO A -DESTRUIÇÃO- ECONÔMICA E SOCIAL DO NOSSO CADA DIA MAIS EMPOBRECIDO BRASIL. Ora, como o INIMIGO É O -SISTEMA-, agora, mais do que nunca, é hora de -UNIÃO DA DIREITA- e não de fazer qualquer tipo de julgamento sobre quem é o melhor ou o pior CANDIDATO DE DIREITA. Antes de tudo, repito à exaustão, é preciso TIRAR A ESQUERDA DO PODER -A QUALQUER PREÇO-.
É HORA DE ACERTAR
Mais: além de eleger FLÁVIO BOLSONARO (22), como representante da DIREITA BRASILEIRA, é extremamente importante eleger candidatos ao SENADO que tenham a mesma vontade e disposição. Como nesta edição eleitoral o povo brasileiro tem o direito de escolher DOIS CANDIDATOS, é absolutamente necessário, portanto, que os DOIS SENADORES ELEITOS SEJAM CANDIDATOS DE DIREITA. De novo: É FUNDAMENTAL PARA DERRUBAR O -SISTEMA- O QUANTO ANTES-.
Da mesma forma é preciso que a CÂMARA DE DEPUTADOS tenha na sua maioria CANDIDATOS DE DIREITA. Não é hora de VACILAR. É hora de ACERTAR.
SENADO
No Rio Grande do Sul, meu estado, por exemplo, volto a lembrar: só -DOIS CANDIDATOS AO SENADO- são reconhecidamente de -DIREITA-: MARCEL VAN HATTEM (300) e UBIRATAN SANDERSON (222).
Gilberto Simões Pires
INDIGNAÇÃO EM FORMA DE RISO
Em meio, 1- ÀS INCRÍVEIS E CRIMINOSAS DECISÕES QUE SÃO TOMADAS, SEM RECEIO ALGUM, PELA MAIORIA DOS MINISTROS DA SUPREMA FACÇÃO FEDERAL;
2- ÀS CENTENAS DE DECLARAÇÕES -MENTIROSAS- EXPRESSADAS A TODO MOMENTO PELO -DESCONDENADO- PRESIDENTE DA REPÚBLICA COMUNISTA DO BRASIL;
3- À NOJENTA POSTURA DOS PRESIDENTES DA CÂMARA E DO SENADO, QUE DÃO COBERTURA À SANHA COMUNISTA QUE IMPERA ABERTAMENTE NO PAÍS;
4- AO COMPROMISSO FIRMADO PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA (ABI), QUE NESTA SEMANA, SEM SEQUER SER MINIMAMENTE CONTESTADO POR EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO DO PAÍS, DECLAROU APOIO ABERTO, TOTAL E IRRESTRITO À REELEIÇÃO DE LULA; etc. etc...ainda assim muita gente INDIGNADA- reage a tantos ABSURDOS com risos e deboches.
CASO MASTER
Ontem, por exemplo, o ex-condenado Lula, COM A JÁ COSTUMEIRA -CARA DE PAU-, subiu ao palco para mais uma RODADA DE PIADAS. E, de imediato, ao se referir ao CASO MASTER, O PETISTA detalhou o encontro que teve, em 2024, com o banqueiro Daniel Vorcaro, da seguinte forma: -EU DISSE A ELE, CLARAMENTE, QUE O BANCO MASTER SERIA INVESTIGADO COM SERIEDADE E QUE A ENTIDADE FOI FECHADA POR ATUAÇÃO DO GOVERNO DELE. Que tal? É de morrer de rir, não?
PONTO ALTO
Ainda assim, o PONTO ALTO DA RODADA DE PIADAS DO DIA, que resultou em RISOS NO MODO -SEM PARAR-, aconteceu quando Lula afirmou: "É IMPORTANTE A GENTE DEIXAR CLARO PARA A OPINIÃO PÚBLICA, que -O BANCO MASTER FOI CRIADO NO GOVERNO BOLSONARO, O VORCARO FOI PRESO NO MEU GOVERNO E O BANCO FOI FECHADO NO MEU GOVERNO.- Pode?
CONSELHEIROS DO MASTER
Como manda o FIGURINO PETISTA, em nenhum momento Lula fez menção, por exemplo, aos CONSELHEIROS -PETISTAS- DO BANCO MASTER (GUIDO MANTEGA, RICARDO LEWANDOWSKI, JAQUES WAGNER, HENRIQUE MEIRELLES, RUI COSTA E JERÔNIMO RODRIGUES). Lula, suponho, imaginou que o FATO de citar seus diletos amigos, ao invés de risos ouvira CHOROS DE RAIVA.