• Alex Pipkin, PhDAlex
  • 07 Janeiro 2026

 

Alex Pipkin, PhD

            Ontem à noite fui convidado para um debate na televisão. O tema era a captura de Nicolás Maduro.

Ao chegar ao estúdio e observar a mesa, tive aquela intuição que só a experiência concede. Sim, eu teria de me controlar. Duas professoras de Direito de universidade pública. Ali já estava tudo dado. Não encontrei juristas interessadas na realidade, mas militantes togadas dos chamados direitos humanos, esse moralismo seletivo que costuma absolver tiranos e condenar fatos.

Essas figuras, tristemente, não raciocinam; reproduzem. Não elaboram; propagam. Funcionam como caixas de ressonância de uma fé antiga, impermeável à evidência. A dissonância cognitiva, nesse ambiente, não é acidente psicológico, é método conhecido. Quando a realidade ameaça a crença, elimina-se a realidade.

A luta marxista não morreu. Apenas trocou de endereço. Abandonou a economia — onde fracassou de forma constrangedora — e se refugiou na linguagem, nos campi e nos tribunais morais. Vive de abstrações porque os números a desmentem. Já não explica como gerar riqueza; limita-se a demonizar quem a produz. Já não promete prosperidade; oferece redenção simbólica. O concreto a constrange. O abstrato a protege.

Durante anos, o grande fetiche foi a terra da arepa. Não por virtude institucional, inteligência produtiva ou sofisticação econômica, mas por um detalhe vulgar, ou seja, o preço do petróleo. Enquanto o dinheiro escorria, a incompetência parecia política pública, o autoritarismo parecia coragem e a corrosão das instituições era vendida como ousadia histórica. Bastou o ciclo das commodities virar para que a fantasia perdesse sustentação. Não havia economia; havia apenas renda circunstancial.

O desfecho foi mais do que óbvio. Moeda triturada, produção inexistente, inflação obscena, repressão crescente e um êxodo humano que desmoraliza qualquer discurso humanista. Um humanismo de fachada, feito para holofotes, aplausos fáceis e a satisfação narcísica da turma do pertencimento.

Economias centralizadas prometem justiça e entregam escassez; prometem igualdade e produzem castas; prometem libertação e terminam em coerção e miséria. Ainda assim, a esquerda trata cada colapso como desvio de rota. Nunca como destino. Nunca como padrão. Não são acidentes, apenas um encadeamento lógico de falhas previsíveis.

Como todo fetiche apodrece rápido, é preciso trocá-lo. Não por revisão intelectual, mas por cansaço estético. A ideia fracassa, a fé sobrevive, apenas muda o objeto da devoção.

O erro jamais é o modelo; é sempre a execução. Ou o embargo. Ou o imperialismo. Ou a realidade, esse detalhe incômodo.

Foi então que uma das doutoras, com a serenidade típica da ignorância convicta, acusou Israel de genocídio. Nesse instante, pedi permissão a mim mesmo para dizer o que precisava ser dito. Não por provocação, mas por obrigação intelectual e moral. A palavra criada para nomear a tentativa de exterminar os judeus transformada em panfleto por quem relativiza terroristas, ignora escudos humanos e banaliza o horror. Não é confusão conceitual. É degradação deliberada da linguagem.

Há ainda o ponto mais constrangedor: a defesa intransigente de tiranos quando estão do “lado certo”. Ditaduras são relativizadas, perseguições são silenciadas, a fome é contextualizada. O critério não é moral; é ideológico.

Hoje, pensar exige autorização moral. Questionar se transformou em suspeita. Os fatos, quando atrapalham a narrativa, são tratados como falhas de caráter, não da tese, mas de quem a enuncia.

Nelson Rodrigues tinha razão — com um ajuste. O mundo não é dominado apenas por idiotas, mas por idiotas úteis. Essa gente de argila, moldável, manobrada por utopias que nunca produzem pão, apenas slogans. Hoje, eles têm diplomas, cátedras e microfones.

Pois saibam que títulos não produzem sabedoria, produzem vaidade.

A sabedoria nasce do confronto honesto com a realidade.

Utopias morrem, mas eles continuam acreditando em Papai Noel.

A realidade, como sempre, sobrevive. E quem me conhece sabe: eu não entro em delírios marxistas. Eles sempre terminam em coerção e miséria.

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 02 Janeiro 2026

 

Alex Pipkin, PhD

Sou um opinador compulsivo. Escrevo sistematicamente contra a ideologia do fracasso, contra as falácias do coletivismo e contra a hipocrisia de políticas públicas supostamente bem-intencionadas, mas estruturalmente hostis à lógica econômica, à experiência histórica e à responsabilidade individual. Não por gosto da provocação, mas por recusa ao autoengano.

O Brasil acostumou-se a chamar vícios de virtudes e a desvirtuar valores morais civilizacionais como a coragem, a generosidade, a excelência, a integridade e a fé, preservando o discurso enquanto dissolve o essencial conteúdo.

Todo mundo conhece as práticas corruptas do PT. Nada do que se diga hoje surpreende quem não escolheu a ingenuidade e/ou o sectarismo ideológico como modo de ser. O retorno à cena do crime não foi acidente, foi decisão respaldada por milhões. Ainda assim, seria desonesto fingir que esse mal se esgota num partido, num líder ou num governo. Ele é mais profundo, atravessa discursos, sobrevive a alternâncias de poder e se instala na mentalidade do “dar-se bem”, visível na banalização da ética quando se aceita, sem constrangimento, que alguém “rouba, mas faz”, como se eficiência absolvesse a corrupção e resultados redimissem a ausência de caráter.

A corrupção que se vê em Brasília não nasce no poder, ela sobe até ele. O Estado não cria nada que a sociedade já não pratique em escala doméstica, apenas amplia, organiza e legitima.

Basta olhar ao redor, nas relações de trabalho, nos vínculos sociais, nas conversas privadas, para encontrar quem afirme com convicção que “todo mundo faz”, ou quem, de forma mais discreta, pense e pratique o “dar-se bem”. Se dá para levar vantagem, leva-se. Se não, condena-se. O governo que se serve do povo é a versão institucional da mesma lógica que rege o cotidiano, a esperteza celebrada, o atalho moral justificado, o silêncio cúmplice diante do privilégio quando ele parece conveniente.

O brasileiro não odeia a corrupção, odeia não participar dela. A indignação seletiva costuma esconder ressentimento, não virtude. O problema raramente é o roubo, é a exclusividade.

Critica-se o político não por violar a regra, mas por ter chegado antes ao lugar onde muitos gostariam de estar. A Lei de Gérson deixou de ser desvio para se tornar pedagogia moral, confundida com inteligência prática.

O PT não inventou isso, apenas compreendeu. Compreendeu que o ressentimento mobiliza mais do que princípios, que a inveja rende mais votos do que a responsabilidade, que prometer proteção contra o mérito é mais eficaz do que exigir esforço. Não governa apesar do povo, governa porque o representa. Como diagnosticou Ortega y Gasset, o homem-massa abdica da exigência de si mesmo e passa a exigir que o mundo se curve às suas limitações.

Quando a lei se torna negociável, quando a regra varia conforme o réu, a causa ou o alinhamento ideológico, não existe mais lei, existe conveniência. Onde a norma perde a universalidade, a moral vira ornamento. O governo ensina sempre, relativiza a verdade, escolhe aliados, transforma privilégios em virtudes e naturaliza a ideia de viver do esforço alheio.

Sejamos francos, basta examinar o Poder Judiciário, um mundo paralelo, quase uma Ilha de Nárnia institucional, cercado de privilégios, benefícios e penduricalhos, todos legais porque o próprio Judiciário molda as regras, mas completamente imorais para quem ainda leva a sério a noção de justiça.

Nada disso é ingenuidade. Como advertia La Boétie, a servidão raramente é imposta, ela é aceita e cultivada. O brasileiro não é apenas vítima de um Estado corrupto, é seu fiador moral, denuncia em público, reproduz em privado e sonha ocupar um lugar confortável dentro do sistema que critica.

A pergunta incômoda não é por que o governo se serve do povo, mas por que o povo tolera e admira quem se serve dele.

Se 2026 pretende marcar alguma inflexão real, ela não virá apenas das urnas. Começa quando o espectador imparcial, esse juiz interno que cada um tenta calar, passa a apitar como despertador moral.

A mudança começa quando o indivíduo decide parar de negociar princípios, mesmo quando ninguém está olhando.

O resto é apenas a alternância de nomes administrando a mesma decadência moral, a corrosão silenciosa do princípio basilar de qualquer país minimamente civilizado, aquele em que trabalhar, produzir e prosperar honestamente não é ingenuidade, mas regra.

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  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 01 Janeiro 2026

 

Dartagnan da Silva Zanela

          Qual é o sentido da vida? Eis a pergunta que nos acompanha desde priscas eras e, dificilmente, um dia deixará de nos acompanhar. Muitas pessoas, altamente gabaritadas, se debruçaram — e se debruçam — sobre essa questão e procuram respondê-la a partir das suas luzes e, é claro, por meio da forma como elas vivenciaram as agruras e delícias da vida. Do mesmo modo, nós também, do nosso jeitão, refletimos sobre essa pergunta e, com base nos mesmos parâmetros, nos debatemos para encontrar uma resposta minimamente satisfatória.

Naturalmente, a resposta a essa questão não é unívoca e não pode ser esquadrinhada dentro dos limites asfixiantes de um esqueminha. Fazer isso seria o mesmo que tentar varrer a sujeira da sala para debaixo do tapete, o que pode até trazer alguma satisfação e contentamento num primeiro momento, mas não elimina o problema, que vai se acumulando e, com o tempo, exalando o seu mau cheiro em todo o ambiente até tornar-se insuportável.

Ora, é mais ou menos desse jeito que muitas e muitas pessoas veem sua vida passar e, quando um bom tanto dos seus anos se passou, é que os abençoados se flagram diante da imagem de uma vida que até ali foi muito mal vivida e na qual, para sua perplexidade, não lhes restam muitos anos para bem vivê-la.

Como havíamos dito, muitos são os autores que nos ajudam a refletir sobre essa indagação e, de todos eles, penso que quem apresentou a resposta mais interessante foi Viktor Frankl, cuja obra "Em busca de sentido", com toda certeza, deveríamos considerar uma leitura obrigatória.

Quando meditamos a respeito do sentido de nossa vida, o primeiro ponto que devemos ter claro em nosso horizonte de consciência é que ele não é inventado por nós, nem criado por uma instituição ou legado por um guia. Ele, o sentido de nossa vida, vem ao nosso encontro.

Sim, parece esquisito, mas não é. O sentido de nossa vida está presente diante daquilo que apenas nós podemos e devemos fazer e que, de modo algum, deveria ser delegado a uma outra pessoa, pois fazer isso seria negarmos a nós mesmos.

Por exemplo, um pai deve educar o seu filho, orientá-lo amorosamente e, quando necessário, corrigi-lo. Bem, todos nós sabemos que inúmeras vezes queremos fazer outras coisas por considerá-las mais importantes ou, no mínimo, mais interessantes; porém, quem tem o dever de educar, orientar e amar o infante? Isso mesmo. E ao nos negarmos a fazer isso, estamos negando a nós mesmos e, negando-nos, deixamos um vazio de sentido em nossa vida que, cedo ou tarde, irá bater à porta de nossa alma e nos tragar.

Enfim, é por essa e por outras razões que a falta de sentido é o grande mal da nossa época.

 

*      O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "A QUADRATURA DO CÍRCULO VICIOSO", entre outros livros.

     

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 30 Dezembro 2025

 

Gilberto Simões Pires

BRASILEIRO COMUM

Mais do que sabido, o brasileiro comum, tipo que -basicamente- divide o seu tempo de duas formas: 1- DANDO DURO -DE SOL A SOL- COM O PROPÓSITO DE MANTER A SI PRÓPRIO E SUA FAMÍLIA; e,  2- ASSISTIR E/OU ACOMPANHAR OS JOGOS DE FUTEBOL DE SEU TIME DE CORAÇÃO; praticamente não consegue acompanhar os movimentos -sádicos e cruéis- exercidos pelos nossos maldosos GOVERNANTES. 

TAXA DE RETORNO ELEITORAL

Pois, mantendo a velha e criminosa tradição de IMPOR SACRIFÍCIOS CADA VEZ MAIORES à maioria do -DESPROTEGIDO- povo brasileiro, o que rege a cabeça doentia da quase totalidade dos nossos políticos, notadamente em -ANO DE ELEIÇÕES-, é -exclusivamente- a TAXA DE RETORNO ELEITORAL, atropelando por completo, a TAXA DE RETORNO SOCIAL, que não raro é uma vil resultante de ABSURDAS POLÍTICAS POPULISTAS.

FELIZ ANO NOVO??

Dentro desse clima pra lá de tétrico, por mais tradicionais que sejam as mensagens com VOTOS DE UM FELIZ ANO NOVO, o fato é que a partir do momento em que os ponteiros dos relógios apontarem para a virada do ano -2025-2026, o POVO BRASILEIRO ganhará o -DEVER CRUEL E COERCITIVO- DE PAGAR MAIS IMPOSTOS.

NOVOS IMPOSTOS

Além do ESTÚPIDO IMPOSTO DE RENDA SOBRE DIVIDENDOS, o ANO NOVO inicia impondo o que manda a também ESTÚPIDA -REFORMA TRIBUTÁRIA-, que OBRIGA as EMPRESAS DE TODOS OS PORTES a emitir DOCUMENTOS FISCAIS ELETRÔNICOS destacando a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui o PIS e a Cofins, de competência federal; e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substitui ICMS e ISS, de competência estadual e municipal. Mais: há também o Imposto Seletivo, que substitui em grande parte o IPI, de competência federal.

DESTINO CRUEL

Pois, aproveitando, de cabo a rabo o FATO de que a maioria do povo brasileiro divide o seu tempo em TRABALHO E JOGOS DE FUTEBOL E ACOMPANHAMENTO DO TIME DO CORAÇÃO, os nossos PARLAMENTARES resolveram que o melhor destino para os IMPOSTOS está na ACOMODAÇÃO das DESPESAS EM ANO ELEITORAL. Para tanto, resolveram ELEVAR AS EMENDAS PARLAMENTARES A UM PATAMAR RECORDE: R$ 61 BILHÕES NO ORÇAMENTO DE 2026, sendo R$ 26,6 bilhões para EMENDAS INDIVIDUAIS, R$ 11,2 bilhões para EMENDAS DE BANCADA e R$ 12,1 bilhões para as EMENDAS DE COMISSÃO, além de R$ 11,1 bilhões PARA DESPESAS DISCRICIONÁRIAS E PROJETOS DO PAC INDICADOS POR MINISTÉRIOS e ADOTADOS POR PARLAMENTARES. Que tal? 

 

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  • Luis Guedes, adv
  • 27 Dezembro 2025

 

Luis  Guedes, adv

          Final de ano; além das típicas comemorações, também é tempo de se fazer uma retrospectiva do período. Entre as atividades profissionais e pessoais desenvolvidas nos últimos 12 meses, gostaria de destacar uma.

Há bastante tempo tenho lido sobre a Idade Média. O tema tem chamado a minha atenção desde que descobri que fui enganado. Nos bancos escolares, tanto professores, quanto os materiais didáticos, informavam que o período entre os Séculos V e XV teria sido marcado pelo obscurantismo científico e pela opressão da nobreza e do clero, tendo sido rotulado tal período, posteriormente, pelos historiadores, de Idade das Trevas.

A Idade Média não pode ser reduzida a um período obscuro, atrasado em relação às ciências e aos costumes. Também não pode ser apresentada como um período perfeito, como querem certos românticos. Nos mil anos da Idade Média houve erros e acertos, pois, a história é desenvolvida por seres humanos, que são seres imperfeitos e não se pode esperar a perfeição de entes limitados e imperfeitos.

Considero interessante a História das Mentalidades, ramo da história cultural que estuda os modos de pensar e de perceber o mundo dos grupos sociais que compõem a sociedade em determinado período.

Fui positivamente impactado pela obra “A Cavalaria: o espírito que formou a cristandade”[1], de autoria de Léon Gautier[2]. A obra é composta por dois volumes, trazida ao mercado editorial brasileiro pela Editora Caravelas. O recorte dado pelo autor apresenta a evolução histórica e as características típicas da cavalaria, que contribuiu para a construção do pensamento medieval, com seus valores e crenças.

De origem germânica, com aprimoramentos realizados pelos franceses, de acordo com as pesquisas realizadas pelo historiador Léon Gautier, a cavalaria é responsável pela defesa de valores atemporais, a exemplo da bravura e da honra. Através das canções de Gesta, o autor da obra reconstrói a evolução dessa instituição moldada não só nos valores da bravura e da honra, conforme mencionado, mas também na fé e na lealdade, que serviu para a defesa de pequenos feudos e de grandes reinos, mormente a partir de Carlos Magno. A cavalaria ajudou na construção da nação francesa, permitindo a defesa de valores comuns e caros à mentalidade medieval, bem como a salvaguarda do território dos invasores bárbaros, notadamente dos sarracenos que invadiram parte da Europa e subjugaram as populações dos territórios invadidos.

Infelizmente, os valores que nortearam a cavalaria foram perdidos ao longo das Idades Moderna e Contemporânea, em especial os da honra, da lealdade, da justiça, e o do combate ao mal[3].

A cavalaria, como instituição, teve um papel importante não só na formação da cristandade, mas também do Ocidente, mormente do continente europeu, com reflexos posteriores no Novo Mundo através dos descobrimentos realizados por Portugal e Espanha.

O que aprendi com a leitura da obra mencionada? Primeiro, o aprendizado acerca de um período histórico rico que tem sofrido ataques sistemáticos através de inverdades “históricas”; segundo, a compreensão dos valores inerentes à cristandade e à formação do Ocidente, valores (honra, justiça e coragem/bravura) esses que precisam ser revigorados/resgatados para a construção de uma sociedade mais justa; terceiro, a descoberta de que é possível a reconstrução de uma sociedade saudável, fundada em valores fundamentais, desde que recuperemos, tanto na dimensão individual, quanto na coletiva, os valores de honra, justiça e coragem cultivados pelos cavaleiros medievais.

Com isso, exponho uma parte das minhas meditações de final de ano, desejando a todos um 2026 repleto de saúde, paz, prosperidade e, sobretudo, de coragem para mudar aquilo que for necessário para a reconstrução de uma sociedade, e por conseguinte, de um país no qual se valorize os ideais de honra, bravura (coragem para mudar) e de justiça, que outrora foram responsáveis pela formação do Ocidente. Feliz 2026!

 

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  • Sílvio Lopes
  • 26 Dezembro 2025

Sílvio Lopes

 

        Escritor e empreendedor norte-americano, Napoleon Hill foi o responsável pelo despertar de gerações inteiras de líderes, mundo afora. Seus ensinamentos jamais usaram de fetiches ou mecanismos motivacionais, unicamente, para construir mentalidades vencedoras. E independentes.

Seu método, inclusive, foi profetizado nas páginas bíblicas, e mesmo nas tiradas de superlotados humanos. René Descartes, por exemplo, apregoava um mantra até hoje lembrado: "Cogito, ergo sum!" Ou seja: "Penso, logo existo".

Portanto, até mesmo para provar a nossa existência, precisamos... pensar. E para realizarmos algo, do simples à construção humana mais desafiadora e improvável, o ditado bíblico é retumbante: " Como penso, assim sucederá; e como determinei assim se efetuará"( Isaías, 14-24).

Tudo começa num pensamento...do simples ao mais orquestrado e, aparentemente, irrealizável.

Uma sociedade cujo povo terceiriza o seu pensar, já nasce escrava. Quando insiste e, ainda por cima, persiste, se condena à mais sórdida dominação, escancarando as portas para um poder tirânico que não lhe dará tréguas, pela eternidade.

Desde a pandemia de 2020, o mundo vem experimentando a mais devastadora dominação de governos sobre seus povos. A propagação do medo como principal aliado nesse propósito global, tem sido- desde, então-, instrumento implacável para arrancar das mentes o despertar mínimo de qualquer atitude racional de resistência e/ou contestação. O Brasil, e seu povo, caminha embalado nessa mordaça intelectual que nos está condenando à prostração. Pior: ao desânimo e ao conformismo que só nos trarão desgraças e desalentos.

Tem razão Napoleon Hil ao sustentar: "Medo é a ferramenta de um diabo idealizado pelo homem. A fé inabalável em si mesmo é tanto a arma que derrota este diabo, quanto a ferramenta que o homem utiliza para construir uma vida de sucesso". E de liberdades, acrescento eu.
Tudo a ver.

*        O autor, Sílvio Lopes. é jornalista, economista e palestrante.

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