Gilberto Simões Pires
COLETÂNEA
A cada dia que passa, é mais do que notório, desmedido e assustador o crescimento da absurda -COLETÂNEA DE ESCÂNDALOS- bolados e bem nutridos nos -FÉTIDOS- AMBIENTES frequentados pela TURMA DA ESQUERDA que circula à vontade, sem mínima restrição, por todos os cantos do FRACASSADO GOVERNO LULA. Mais: com apoio incondicional da maioria dos ministros do STF.
GABINETES
Na real, sem tirar nem pôr, os GOVERNOS PETISTAS, capitaneados por Lula e Dilma Rousseff, se notabilizaram como potentes -LABORATÓRIOS- ou -GABINETES- criados e preparados para promover todos os tipos de FRAUDES, desde os mais diversos ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO- que envolvem o uso indevido de dinheiro público, suborno, fraude e outras atividades ilegais por parte de funcionários públicos ou empresas; -ESCÂNDALOS FINANCEIROS- como DESVIOS DE DINHEIRO E OUTRAS ATIVIDADES ILEGAIS NO SETOR FINANCEIRO-; e -ESCÂNDALOS PESSOAIS- que envolvem FIGURAS PÚBLICAS comprometidas com os mais variados tipos de safadezas.
MODO ACELERADO
Neste ano, mais do que nunca, a escalada da COLETÂNEA DE ESCÂNDALOS entrou em -MODO ACELERADO- SEM PARAR- superando todas as expectativas. Entre tantos, ganharam maior destaque, por exemplo, 1- os ESCANDALOSOS DÉFICITS DAS CONTAS PÚBLICAS; 2- os ESCANDALOSOS PREJUÍZOS DAS EMPRESAS ESTATAIS; 3- o PRA LÁ DE ESCANDALOSO ROUBO NAS CONTAS DOS APOSENTADOS (até agora nenhum criminoso sequer foi chamado ou interrogado); e o ESCANDALOSO DÉFICIT DAS CONTAS EXTERNAS, que em junho atingiu US$ 5,1 BILHÕES, ou seja, o maior SALDO NEGATIVO para o mês desde 2014, quando somou US$ 5,4 bilhões.
ANTISSEMITA
Como se isso tudo não bastasse, o confiante presidente LULA, -ex-CONDENADO POR CORRUPÇÃO- embalado pela sua ESTÚPIDA E FIEL CLAQUE, depois de peitar, de forma estúpida e muito malcriada o governo dos EUA -fato que resultou em PROMESSA DE UM EXTRAORDINÁRIO E IMPAGÁVEL TARIFAÇO a partir da próxima semana-, achou por bem, ontem, protagonizar mais uma infâmia diplomática, ao RETIRAR O BRASIL DO QUADRO DE PAÍSES SIGNATÁRIOS DA IHRA, a Aliança Internacional em Memória do Holocausto. Como bem refere o pensador Alex Pipkin, não se trata de um gesto apenas SIMBÓLICO. É, na mais pura verdade, um -ATO IDEOLÓGICO-. Mais: profundamente ANTISSEMITA!.
Alex Pipkin, PhD
O Brasil respira sob censura. Ainda chamam isso de democracia… Mas o que vivemos não é liberdade; é disfarce. O que há, de fato, é controle do discurso, perseguição política seletiva, manipulação institucionalizada, inversão sistemática da realidade. O Brasil virou um imenso tribunal ideológico, onde se julga não o que se fez, mas o que se pensa.
Converso com empresários de todos os portes, trabalhadores, amigos, familiares. Só se fala de incerteza, insegurança. O país está travado. Há uma névoa sobre o futuro que impede qualquer ação racional de investimento, planejamento, crescimento. O essencial desaparece da conversa pública tupiniquim, ou seja, produtividade, emprego, renda, ambiente de negócios… O colapso não é questão de se, mas de quando.
O Brasil vive uma obsessão. O debate público foi sequestrado por uma guerra ideológica permanente. A pauta nacional está contaminada por narrativas emocionais, sectárias, irrelevantes. Não se fala mais em eficiência do Estado, em educação técnica, em competitividade, inserção global, liberdade econômica.
A política transformou o país num campo de batalha de rótulos. E quem perde é o povo. Quem perde é o empreendedor que quer investir e é sufocado. E o trabalhador que quer produzir e é ignorado.
A ascensão de Bolsonaro acentuou uma cisão que já fervia. O retorno do lulopetismo, com sua retórica de “união nacional”, consolidou o poder de um establishment disposto a tudo para eliminar o contraditório. O Judiciário deixou de ser árbitro, virou um ator com agenda. Vivemos sob uma toga que legisla, executa e censura.
O Congresso? Um teatro de omissões. O Executivo é um amontoado de improvisos, discursos divisionistas e alianças oportunistas. Evidente, o Estado inflado, caro e hostil ao setor produtivo. E, agora, há um novo ator no tabuleiro global.
Trump voltou. O jogo começou a mudar. O presidente da maior potência do mundo — gostem ou não — já começou a aplicar sanções contra regimes que violam liberdades civis. E o Brasil entrou nesse radar. Não por acaso. Trump não disfarça sua “aliança com a dinastia Bolsonaro”, nem sua repulsa à ditadura da toga. O objetivo é claro: expor, confrontar e isolar o sistema de perseguição política que se instaurou no Brasil.
Com Trump de volta, o país entra oficialmente no foco da nova guerra civilizacional. O da liberdade contra controle, da verdade contra manipulação, e da democracia real contra ditadura disfarçada. Mas aqui dentro, seguimos encenando. Como se o problema fosse “discurso de ódio”. Como se censurar o outro lado fosse restaurar a verdade. Como se calar vozes críticas fosse garantir a paz social.
Não há prosperidade sem liberdade. Não há liberdade sem verdade.
A verdade é que o Brasil está paralisado. Não por falta de recursos, mas por excesso de narrativas falsas. O custo disso é brutal: o capital foge, os talentos vão embora, a juventude se desilude. Um país inteiro congelado, intoxicado por ressentimento e medo, sem agenda produtiva, sem liderança lúcida, sem futuro claro.
Não é exagero. É o retrato, que dói. O Brasil precisa de ar. Precisa romper essa camisa de força ideológica. Precisa lembrar que liberdade não é concessão, é pré-requisito. Que crescimento só vem com segurança jurídica, estabilidade institucional e liberdade de pensamento. E o futuro do Brasil passa por uma reconstituição nacional urgente, alicerçada no protagonismo do setor privado, que deve liderar a recuperação.
É preciso reformar o Estado para que ele seja um facilitador e não um entrave, simplificar o ambiente de negócios, garantir mais liberdade econômica e individual para que as pessoas possam empreender, gerar empregos, inovar e apresentar soluções reais para a sociedade.
Sem isso, não haverá saída para o ciclo vicioso de estagnação e retrocesso. Não é somente o país “da década perdida”, mas, talvez, do século…Ainda chamam isso de democracia. Mas já não é. Claro que não.
Só que agora o mundo percebe.
Podridão cerebral
Parecia que estávamos chegando, enfim, aos limites do tolerável para ver um país com vocação visível e real de se tornar verdadeira nação, alçar os últimos degraus que desse magistral sonho ainda nos separa. Mas, ao que consta, estamos, isso sim, mergulhando(e inapelavelmente), no fundo do poço do processo civilizatório. E de cujo escape é praticamente improvável, dado o que nossos olhos veem, e nossos ouvidos, ouvem.
Ao longo dos últimos 50 anos, a doutrinação esquerdista sequestrou mentes pueris e corações ávidos por quem e/ou que se apaixonar. O ideal esquerdista encaixou com perfeição nessa engrenagem de carências e ilusões coletivas.
Instrumentalização institucional pesada e escancarada, tornaram o ambiente altamente tóxico e de alto risco para o contraditório.
A democracia relativa, louvada e festejada nos escaninhos do poder, foi- isso sim- como a pá de cal na ordem legal e constitucional que garante o nosso direito de livre pensar e manifestar.
De outro lado, a tomada completa dos principais veículos de comunicação de massa massacrou a população com manobras linguísticas bem articuladas, embora frágeis e inconsistentes em suas essências.
Como bem diz a doutora Kyra Bobinet, médica especialista em mudança Comportamental e CEO da Fresh Tri, empresa de tecnologia com foco em neurociência, " o consumo compulsivo e de conteúdo superficial( e disfarçado em suas reais intenções), ativa áreas do cérebro ligadas à fuga e à procrastinação".
Não é isso, afinal de contas, o que a mais importante e abrangente rede de comunicação televisiva do país tem feito, há décadas por aqui, com suas novelas cheias de armadilhas mentais que desconstróem os valores básicos e indispensáveis para erigir uma nação minimamente que seja civilizada?
E de lambuja, com seu jornalismo de botequim que enaltece o corrupto e a corrupção, e de soslaio ainda se presta a solapar toda a estrutura orgânica da Cristandade que permeia, majoritariamente, a sociedade a quem deveria servir?
Está provado que o cérebro humano, submetido à essa montanha-russa de estímulos sensoriais, chegará, num dado momento, à exaustão. É o estado chamado de " brain rot". Em 2024, esse termo, inclusive, ganhou projeção ao ser eleito como a expressão do ano pelo Dicionário da Universidade Britânica de Oxford. E sabem qual é a sua tradução literal? Podridão cerebral.
Sim. Claramente, a rede Globo de TV desviou-se por completo do caráter de defesa da integração nacional ungido por seu criador, o Dr. Roberto Marinho. Certa vez, este repórter de O Globo, ouviu dele mesmo a revelação de suas três paixões. A família( sim, senhores da Globo!), o Brasil e seus cavalos. Sobre estes últimos, e para ilustrar, foi o Dr. Marinho que me fez também conhecer e amar o cavalo. Amante do hipismo, fui por ele mesmo escalado para cobrir eventos que tivessem a participação de algum de seus pupilos aqui na Hípica de POA.
Pena que as organizações Globo, nos dias atuais, o que fazem é unicamente trair os nobres princípios éticos e morais que um dia, lá atrás, foram a sua verdadeira razão de ser.
Hoje o que fazem é insistir em inocular essa "podridão cerebral" nas mentes ingênuas e idiotizadas de milhões de brasileiros e brasileiras. Que tristeza!
* O autor, Silvio Lopes, é jornalista, economista e palestrante sobre Economia Comportamental.
Rubem Sabino Machado
Se você curte Star Wars, já deve ter notado: há vários nomes que tiveram que ser mudados para passar no Brasil— ou você nota que a legenda não bate com fala dos personagens ou, nos dublados, isso já fica resolvido sem você notar: mas, com certeza, tem que ter um brasileiro sacana por trás disso, porque são vários casos e é coincidência demais, falta de noção demais...
Quando você foi ao cinema assistir ao Ataque dos Clones, filme 2, que na verdade é o 5 – numa numeração que deve ter sido feita por Mestre Yoda, como dizem os memes nas redes (enquanto ainda permitem memes) – você quase se f..., digo, quase se lascou de tanto imaginar de onde teriam surgido tantos clones como apareciam nos trailers e sugeria o nome do episódio. Bem, se você foi ao legendado e prestou atenção à fala dos personagens, deve ter sofrido o impacto da primeira estranheza. A fala da clonadora Kaminoana e de Obi Wan Kenobi expressavam um nome cuja grafia, de acordo com a pronúncia em inglês seria Mestre Sifo Dias. Mas a legenda falava em Zaifo Vias. E o tal mestre havia se f..., digo, havia morrido havia muitos anos... Não sei se o tal brasileiro queria que o nome já sugerisse o destino em português, mas parece que os tradutores não gostaram de um nome tão... profético e preferiram trocar por um nome que não iria gerar polêmica desnecessária nem colocar o... filme na reta...
Falando em colocar na reta, outra marotagem evidente do compatriota sacana foi com o nobre e ex-Jedi, que se descobriu ser um Sith: o Conde Doku... Era evidente que os momentos dramáticos do filme seriam recebidos como comédia a cada aparição do poderoso e grande esgrimista. Optaram, devo dizer que sabiamente, por falar em Conde Dookan na legenda e na dublagem, ou teriam destruído a participação um grande ator em uma grande atuação...
Nos filmes ela não aparece, mas, nos desenhos animados de Guerra dos Clones e Rebels, destacou-se um personagem, aprendiz de Anakin, com uma coragem e iniciativa no estilo do seu mestre, hiperativa como uma interjeição de atividade intensa e que, por isso deve ter recebido a interjeição no próprio nome, seguindo sugestão de nosso sacaníssimo assessor Tupiniquim: Ahsoka! Só ouvi isso antes em filmes que não poderiam ser exibidos para menores de 18 anos, mas que, diante dos nomes do Mestre Jedi falecido e do Conde, nem chega mais a fazer corar...
A animação também revela que ela foi descoberta por um mestre muito sábio e estrategista que fazia muito bem o jogo da guerra. Assim, jogou Plo-Koon e descobriu a poderosa aprendiz de Jedi. Ahsoka! E Plo-Koon!
E não podemos esquecer que Anakin só foi pro lado negro da Força e se tornou Darth Vader por causa de Padmé Amidála. Ao menos o inconveniente conterrâneo teve o bom senso de não ousar usar um hífen, mas nunca foi esclarecido se essa piadinha ele fez por causa da gravidez da senadora de Naboo. E ela sempre correu muitos riscos e sofreu atentados da segurança chefiada pelo Capitão Quarsh Panaka. O chefe da segurança de um importante planeta é um Panaka, quero dizer, da família Panaka. Acho que o canarinho sacana queria insinuar alguma falha na segurança e o fez com tão expressivo sobrenome.
Isso sem falar em alguns personagens menores. Temos o mercenário Ponda Baba, onde quer que ele a pusesse, que tem rápida porém marcante aparição com seu braço cortado por Obi wan. Ou Val Beckett que, falado rápido, mudaria a classificação etária do filme, o que seria mais provável ainda pelo reforço de Bo-Katan Kryze.
Coroando os que lembro, também havia um risco – calculado – ao se falar de Enfys Naquele, digo, Nest. Já Jocasta Nu, eu não acredito que teria sido sacanagem do brazuca, mas mero erro de concordância nominal. Em todo caso, ela não poderia aparecer assim nos filmes...
Eu diria que, na dúvida se o personagem iria ter relevância ou não, nosso brasileiro ia plantando memes prontos e cacófatos de fazer o arrepiar o Leone, lembra dele, o artista chato mas com músicas boas apesar do “quando ela tá no sofá, so far Away” e “sopra o meu prazer”, digo, “só pro meu prazer”...
Mas isso não é importante. Importante é a qualidade da saga. Faz uma versão magistral do herói das mil faces estudado por Joseph Campbell (o arquétipo do Rei Arthur, Harry Potter e outros) e fabulosa referência aos Cavaleiros Templários em que Felipe o Belo, um rei asqueroso armou toda uma narrativa para preparar o terreno para destruir Jacques de Molay, Grão-Mestre e a própria Ordem do Templo, por ter sido contrariado e porque queria roubar o tesouro da Ordem.
Teria liberado da prisão e subornado o renegado templário Esquin de Floyrac que espalhou mentiras, narrativas falsas de heresias e falsos testemunhos contra os Cavaleiros de Cristo. Organizaria com seu homem de confiança, escolhido a dedo, Guillaume de Nogaret um plano para prender os Templários em toda a França por meio de cartas que deveriam ser abertas todas na mesma data com ordens de prisão em uma sexta: 13 de outubro de 1307, o que deu origem à superstição da sexta-feira 13.
Sob tortura, confessaram várias mentiras sobre heresia na presença das autoridades do rei, mas se retratavam diante da Santa Inquisição por saberem que, como ordem eclesiástica somente o Papa teria autoridade para puni-los.
Muita coisa poderia ser dita, mas o mais importante é que, especialmente em relação ao Grão Mestre e ao preceptor da Normandia Geoffroi de Charney, o Rei Felipe passou por cima de todo o processo legal previsto na época, não observou nada, atropelou os juízes naturais da Inquisição e, tomando para si competência que jamais possuiu, mandou executar de imediato os dois cavaleiros, na fogueira, em uma ilha do Rio Sena. Antes da execução, De Molay fez uma exortação deixando clara a vergonha de estarem queimando inocentes e a invocação da famosa maldição: que se cumpriu...
Assiste ao Episódio 3, a Vingança dos Sith, e analisa os fatos, a ordem 66 que emula as cartas lacradas de Felipe e até as vestimentas dos Jedi, para notar a óbvia ligação com os templários, diferindo apenas porque os Jedis estavam sendo acusados falsamente de conspirar contra a República e contra o Grande Chanceler quando, na verdade, este é que vinha dando progressivamente um golpe que se consumou, transformando a república em Império absolutista e com perseguição total a qualquer oposição. Assiste pra ver ou, se já viu, assiste novamente.
Quase acreditei na sua promessa/ E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada/ Perdi o meu castelo e minha princesa
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade/ Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo/Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo/ olha o sopro do Dragão
Metal contra as nuvens. Legião Urbana
* O autor adoraria criar uma nova saga, mas nem crônica escreve direito...
** In God we trust!
*** Artista desconhecido. Imagem obtida em < https://www.worldhistory.org/image/9270/knights-templar/ > em 21 de julho de 2025, às 14:15h
Dagoberto Lima Godoy
Há quem se mostre perplexo diante das atitudes de Donald Trump em relação ao Brasil — impondo tarifas elevadas, criticando o governo Lula e até censurando abertamente decisões do Judiciário nacional, como se estivesse se intrometendo em assuntos internos. Para entender esse movimento, é preciso ir além da superfície e enxergar o cenário mais amplo: o mundo vive hoje uma profunda cisão ideológica.
Mesmo num ambiente repleto de blocos econômicos e alianças políticas, é possível distinguir com nitidez dois grandes polos em formação. De um lado, consolida-se um bloco de poder que promove a centralização política, econômica e cultural, assumindo diferentes rostos conforme a região.
Na Europa Ocidental, essa força se expressa por meio de uma burocracia supranacional — como a União Europeia — que busca impor consensos morais e políticos uniformes sobre culturas diversas. Suas elites social-democratas e liberais-progressistas defendem o intervencionismo estatal, o esvaziamento das tradições e uma cidadania cada vez mais baseada em princípios abstratos do que em vínculos históricos e nacionais concretos.
Nos Estados Unidos, a mesma lógica se materializa na ala dominante do Partido Democrata, com sua ênfase em políticas identitárias, ampliação do poder regulador, controle da informação por meio de grandes plataformas privadas e reeducação cultural por vias institucionais. A esse conjunto somam-se magnatas como Bill Gates, George Soros e outros expoentes do globalismo corporativo, que, sob o pretexto de filantropia e inovação, atuam na formulação de políticas públicas globais, financiamento de agendas ideológicas e fortalecimento de instituições supranacionais. Seu poder deriva menos do voto popular e mais do capital acumulado, das redes de influência e da capacidade de moldar narrativas em escala planetária.
No Oriente, esse projeto centralizador adquire formas ainda mais explícitas. A China comunista combina vigilância digital em massa, repressão política e expansão econômica travestida de parceria pacífica. O Irã subjuga seu povo sob um regime teocrático e exporta ideologia e terrorismo. A Coreia do Norte representa o extremo da tirania estatal.
A esse bloco soma-se a Rússia de Vladimir Putin — cuja posição é ambígua. Apresenta-se como defensora da tradição e da soberania nacional, mas pratica autoritarismo, culto personalista, repressão à dissidência e manipulação midiática. No plano internacional, Moscou atua para enfraquecer a hegemonia liberal do Ocidente, aliando-se taticamente à China e ao Irã. Apesar de não compartilhar o discurso progressista, converge com esse eixo centralizador na supressão das liberdades individuais e no combate à ordem democrática clássica.
Esses modelos, ainda que diversos em aparência, compartilham um denominador comum: a concentração de poder, o desprezo pela autonomia popular e o controle da sociedade como instrumento de engenharia social. Não formam uma aliança formal, mas sim uma frente funcional, unida pela oposição ao modelo ocidental baseado na liberdade individual, no pluralismo institucional e na descentralização do poder.
Ainda assim, convém notar que, embora atuem em convergência estratégica, esses atores dificilmente nutrem lealdade recíproca. Olham uns para os outros, na melhor das hipóteses, como companheiros de viagem — aliados temporários rumo a um objetivo comum, mas com ambições hegemônicas próprias. Cada um, a seu modo, espera que, no desenlace do confronto global, possa prevalecer sobre os demais e impor sua própria versão de ordem. O que hoje parece unidade, amanhã pode desdobrar-se em rivalidade feroz, pois o elo que os mantém juntos não é a afinidade profunda, mas a oposição ao outro bloco de poder, ainda embrionário, um movimento global em sentido oposto — o polo soberanista e libertário.
Esse bloco defende a autodeterminação dos povos, a responsabilidade individual e o direito das nações de preservarem suas culturas sem interferência de elites transnacionais nem vigilância ideológica disfarçada de progresso moral.
É nesse novo contexto que despontam figuras como Donald Trump e Javier Milei. Ambos, a seu modo, simbolizam a resistência à centralização globalista. Trump, com sua política de “America First”, não é propriamente um idealista da liberdade universal. Sua prioridade é restaurar o poder e a prosperidade dos Estados Unidos, enfraquecidos — em sua visão — por gestões democratas e compromissos multilaterais excessivos. Já Milei, na Argentina, ergue a bandeira do libertarismo radical contra décadas de populismo estatizante e alianças com regimes autoritários latino-americanos. Sua eleição representa um marco simbólico na América Latina: a primeira vitória explícita de uma agenda que combina liberdade de mercado, soberania nacional e recusa frontal à burocracia internacional.
O Brasil, por sua vez, tornou-se personagem central nesse embate.
Sob o comando do PT, o país vem sendo reposicionado no tabuleiro internacional como peça auxiliar do bloco estatizante e autoritário. Adoção de pautas globalistas sem debate interno, aparelhamento institucional, manipulação das cortes superiores, neutralização das Forças Armadas e subordinação do Congresso a interesses fisiológicos são traços de um projeto hegemônico de longo prazo. As alianças políticas com regimes como Venezuela, Cuba e Nicarágua, e a reaproximação com China, Rússia e Irã, deixam clara a guinada estratégica.
A oposição, embora numerosa, ainda carece de articulação e projeto. Em torno de Jair Bolsonaro reuniu-se a resistência conservadora, marcada tanto por sua força simbólica quanto por suas limitações operacionais. A trajetória de Bolsonaro revelou, no entanto, uma inquietação difusa mas profunda, compartilhada por milhões de brasileiros — e por outros povos — diante do avanço da centralização autoritária.
É com vistas ao quadro global que Trump age. Ao aplicar sanções simbólicas contra o Brasil de Lula, seu gesto vai além da economia: é uma sinalização geopolítica. Os Estados Unidos nunca se importaram muito com a América Latina. Mas, agora, um Brasil alinhado à China, Rússia e seus aliados representa ameaça à estabilidade da região e ao equilíbrio estratégico do Ocidente. Ao criticar o Governo e o Judiciário brasileiro, e até mesmo ao impor tarifas exorbitantes ao país, Trump não visa interferir diretamente, mas marcar posição: os Estados Unidos, ao menos sob sua liderança, não apoiarão — para dizer o menos — regimes que, sob verniz democrático, avançam na erosão das liberdades fundamentais.
Além disso, Trump compreende que preservar a hegemonia americana no mundo exige contrariar o avanço das potências rivais e dos projetos globalistas que diluem a soberania nacional — inclusive a dos próprios Estados Unidos. Sua política externa não se ancora apenas na retórica nacionalista, mas também na convicção de que a liderança americana deve ser reafirmada com autonomia, firmeza e disposição para agir fora das amarras de organismos multilaterais que já não servem aos interesses nacionais. Em sua visão, conter a expansão da influência chinesa, dos conglomerados transnacionais progressistas e de seus aliados ideológicos é parte essencial da missão de restaurar a grandeza americana.
Os gestos de boa vontade de Trump com o governo de Milei reforçam essa leitura. A Argentina, antes parte do mesmo eixo bolivariano que seduz Brasília, agora se desloca para o campo soberanista. Esse movimento repercute além do Prata. Pressiona o Brasil, inspira outras nações e sinaliza que há alternativas reais ao dirigismo global e à tutela das nações por elites transnacionais.
Tudo faz crer que não é só o Brasil que preocupa Trump, mas, sim, o conflito que se desenrola globalmente, uma disputa profunda e estrutural:
• entre centralização e liberdade,
• entre dirigismo e livre iniciativa,
• entre hegemonia global e autodeterminação dos povos.
E, nesse jogo de forças, o Brasil — queira-se ou não — está no centro do tabuleiro.
É campo de batalha.
Stephen Kanitz
O Brasil é vítima de cientistas fake, que eu chamarei de “Intelectuais de Uma Variável Só”.
Como aqueles que afirmam que se combate inflação como uma taxa de juros nominal de curto prazo e nada mais. Ou que o problema da nossa dívida são os bancos, que o problema do Brasil é devido a concentração de renda.
Para verdadeiros cientistas é obvio que o mundo é mais complexo do que isso, por isso nós sempre analisamos n variáveis.
Mas infelizmente nossos jornalistas preferem e só divulgam diagnóstico fácil.
Enquanto alguns intelectuais sérios se debruçam sobre modelos complexos que tentam captar a realidade como ela é multifacetada, imprevisível, sistêmica, outros ganham os holofotes apontando um único culpado para todos os males do mundo. Racismo. Capitalismo. Desigualdade. Patriarcado. Clima. O que for.
Devo ter sido um dos primeiros economistas a usar planilha econômica, era o Visicalc na época, e que me permitiu simular dezenas de variáveis ao mesmo tempo, vide Superestimação da Inflação, nada menos que 40 anos atrás.
Nossa inflação continua sendo superestimada porque a maioria dos economistas não sabem ler planilhas somente regressão lineares.
Mas no Brasil são os intelectuais de uma variável só que mais fazem sucesso.
Eles são adorados pela mídia, pelas redes sociais e por políticos em busca de slogans.
Eles entregam aquilo que o mundo moderno mais deseja: simplicidade com autoridade. Uma explicação única. Um vilão claro. Um remédio fácil.
Mas a realidade é outra.
Problemas sociais, econômicos e culturais são, por natureza, multicausais.
A criminalidade, por exemplo, não é “só” fruto da desigualdade, da pobreza, ou do racismo estrutural. É uma combinação complexa de fatores: colapso familiar, ausência de instituições, impunidade, incentivos distorcidos, baixa capacidade estatal, normas culturais, entre outros.
No entanto, a narrativa que aponta “um único fator explicativo” é mais sexy. Mais digerível. Mais vendável.
E assim, quem mais simplifica, mais influencia.
Os intelectuais mais responsáveis, que ponderam múltiplas variáveis, admitem incertezas, são justamente os que menos aparecem.
Contudo eles não viralizam, suas análises não cabem em tweets, suas conclusões não alimentam paixões ideológicas. E, por isso, são esquecidos, mesmo quando estão mais próximos da verdade.
Como Resolver Esse Problema?
1. Expor os custos da simplicidade: Toda simplificação é uma mutilação. Devemos exigir de nossos intelectuais modelos com variáveis reais.
2. Criar incentivos à complexidade: Se o ambiente intelectual premia certezas e frases de efeito, teremos sempre mais ideólogos que pensadores. Precisamos recompensar quem estuda, compara, duvida.
3. Ensinar a pensar em sistemas, não em slogans: A formação educacional precisa sair do binarismo (“culpa do mercado” vs. “culpa do Estado”) e cultivar a análise sistêmica. O mundo é feito de interações não-lineares, feedbacks, termo que nunca traduzimos, e efeitos colaterais, não de causas únicas.
4. Confrontar os intelectuais-celebridade com variáveis ausentes:
Pergunte sempre: o que está faltando na equação? Qual é a variável que o guru ignora porque complica sua tese?
O verdadeiro pensador ilumina. O pregador apenas inflama.
Enquanto celebramos quem grita certezas, talvez estejamos ignorando quem sussurra verdades incômodas, mas reais.
A história tem sido cruel com os intelectuais de uma variável só. Seus diagnósticos podem até conquistar o presente, mas quase sempre afundam o futuro.
Talvez esteja na hora de pararmos de premiar quem tem respostas simples e voltarmos a ouvir quem tem perguntas sérias.
* Reproduzido do excelente blog do autor, em https://blog.kanitz.com.br/o-intelectual-de-uma-variavel-so/