• Dartagnan da Silva Zanela
  • 23 Julho 2026

 

Dartagnan da Silva Zanela

              Estou lendo, entre outras coisas, o livro "Os Tempos Ásperos" de Jorge Amado. Um baita livro, para o meu gosto. Mas não é a respeito desta sua obra que pretendo parlar, mas sim sobre uma declaração proferida pelo autor em uma entrevista onde disse, de forma lacônica, feito pino de patrola, que ideologias, sem exceção, são todas um monte de fezes. Umas fedem mais, outras mais ainda, mas todas elas, juntas ou separadas, são o que são, e ponto final.

Ainda na mesma entrevista, Amado, de uma forma não tão amável, disse com todas as letras que é importante lembrarmos e, se possível for, jamais esquecermos que existem filhos de uma boa mãe de direita, da mesma forma que existem filhos do mesmo naipe de esquerda — e de centro também —, porque, se há uma coisa que é muito bem distribuída neste país, é a canalhice; e se não somos capazes de perceber isso, imagino que está mais do que na hora de revermos alguns conceitos — e preconceitos — que carregamos em nossa algibeira mental.

Sobre esse ponto, meio fora de prumo, há algumas considerações que, há muito, foram feitas por José Ortega y Gasset em um discurso que ele proferiu na Câmara dos Deputados do Chile (Obras Completas — tomo VIII), onde nos chama a atenção para a sutil distinção que há entre aquilo que ele qualificou como sendo as ideias na política e as políticas de ideia.

A primeira dimensão refere-se à importância das ideias na vida política; ideias que podem ser, ao mesmo tempo, faróis que guiam as decisões humanas e âncoras para nos equilibrar diante das tempestades que vez por outra assolam a sociedade. Quanto à segunda, ele nos adverte para o perigo que ronda as sociedades quando, com base em uma ideia iluminadíssima, se procura não apenas corrigir e reformar a sociedade, mas transformá-la de fio a pavio como, aliás, querem porque querem todas as ideologias que, por sua natureza, imaginam ser a salvação da lavoura.

Neste caso, o ser humano, enquanto pessoa que integra uma comunidade, com todas as suas virtudes e defeitos, desaparece; em seu lugar, os indivíduos passam a ser identificados com rótulos ideológicos que os desfiguram e, assim, os desumanizam, esgarçando as relações sociais e, deste modo, inviabilizando a tomada de decisões políticas e mutilando o bem comum. E isso, com o perdão da palavra, vale para todos nós, independentemente do posicionamento político que tenhamos diante dos problemas e mazelas que se fazem presentes em nossa sociedade.

E tem outra. Quando enxergamos a vida apenas através destes filtros, além de não resolvermos problemas candentes em nossa sociedade, conseguimos a façanha de piorá-los de uma forma como nunca se viu antes na história do nosso país.

E em meio a todo esse angu encaroçado, um bom exemplo desse triste entrevero é o estado lamentável em que se encontra a educação como um todo. Qualquer um, com um mínimo de bom senso, reconhece o estado caótico a que chegamos; porém, na hora de enfrentar os fatos, muitos os encaram — parcial ou totalmente — através de um filtro ideológico que os distorce, tornando a sua resolução uma quimera.

Pais, professores e burocratas; políticos, sociedade e grande mídia; intelectuais, comentaristas e palpiteiros: todos temos nossa cota de responsabilidade diante deste caos e, se não nos vemos como corresponsáveis no quadro, como parte do problema, dificilmente teremos, um dia, a autoridade necessária para caminhar rumo a uma solução. E, se insistirmos nesse passo ideologicamente marcado, continuaremos assim, feito cachorro que caiu da mudança — da mudança que jamais virá.

*                   O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café e autor de "NAS ENTRANHAS DO LEVIATÃ", entre outros livros.

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  • Claudio Apolinário
  • 23 Julho 2026


Claudio Apolinario

               Ela acorda cedo, trabalha, cria os filhos e ainda transmite valores. O debate a usa como bandeira — mas raramente a escuta.

Existe uma pessoa que o debate político raramente cita pelo nome certo.

Não é a mulher vítima — essa aparece o tempo todo. Não é a mulher empoderada — essa também tem espaço. A que o debate esqueceu é outra: a mulher comum, trabalhadora, mãe, que acorda cedo, leva filho para escola, trabalha o dia inteiro, em casa ou fora de casa, faz o jantar e ainda encontra energia para transmitir valores antes de dormir.

Essa mulher tem muitos rostos. É a mãe solo que faz sozinha o que deveria ser feito a dois. É a esposa que dá suporte ao marido quando ele precisa — e que o homem sábio reconhece como sua maior força. É a avó que transmite o que os pais não tiveram tempo de ensinar. É a profissional que não abre mão da família nem da carreira. É a mulher de fé que ancora os valores da casa na comunidade.

São perfis diferentes. Mas há algo em comum: todas constroem. Todas transmitem. Todas sustentam algo maior do que si mesmas — valores inegociáveis.

Essa mulher sustenta o Brasil. Os dados confirmam.

Em 2024, pela primeira vez na história, as mulheres ultrapassaram os homens como responsáveis pelos lares brasileiros. São 51,7% dos domicílios, segundo dados da FGV com base na PNAD Contínua do IBGE. Em 2012, esse percentual era de 35,7%. Em doze anos, crescimento de 87%.

São 41,3 milhões de mulheres chefiando lares no Brasil.

Dentro desse número, há um dado que incomoda: 7,8 milhões são mães solo — criando filhos sozinhas, sem cônjuge, encontrando na fé e na comunidade o suporte que o Estado raramente oferece. Esse número cresceu 17,8% em dez anos. E não para de crescer.

Esse dado não é conquista. É sintoma. É o retrato de um país onde homens desaparecem e mulheres ficam — não por escolha, mas porque não têm outra opção.

E enquanto carrega esse peso, ela ainda é a principal transmissora de valores para os filhos.

O Censo 2022 do IBGE mostrou que as mulheres são maioria em praticamente todas as religiões no Brasil. Entre os católicos, 51% são mulheres. Entre os evangélicos, 55,4%. Entre os espíritas, 60,6%. Apenas entre os sem religião os homens são maioria — 56,2%. Entre as que professam uma fé, cuidar da família vai além do sustento — é também ser a principal escola de caráter que os filhos vão ter.

É ela quem ensina a criança o que é certo e o que é errado antes que qualquer escola tente fazer isso. É ela quem estabelece os primeiros limites. Os primeiros exemplos. As primeiras consequências. Quando o pai não está, essa responsabilidade recai inteiramente sobre ela. A geração que o Brasil vai ter em 20 anos depende, em grande parte, do que essas mulheres estão ensinando hoje.

Isso não é detalhe. É estrutura.

Em qualquer sociedade que resistiu ao colapso moral, as mulheres foram uma linha essencial de defesa. Mantiveram viva a fé. Formaram os filhos. Mantiveram a comunidade unida quando tudo ao redor se desmanchava.

O Brasil não é diferente.

E aqui está o ponto que o debate precisa encarar: essa mulher está exausta.

Ela não precisa de mais um discurso bonito. A que está sozinha precisa que a comunidade ao redor a reconheça e caminhe com ela — a Igreja, os vizinhos, a família próxima. A que tem um companheiro precisa que ele apareça de verdade, não apenas fisicamente. Todas precisam que a escola ensine os valores que elas transmitem em casa em vez de contradizê-los. O que essa mulher precisa não vem de Brasília. Vem de cada um de nós.

Um lado do debate a trata como vítima. Outro a ignora. Outro a usa. Os três erram.

A mulher brasileira não é vítima. É quem, dia após dia, sem holofote e sem aplauso, constrói o que este país mais precisa — uma família de cada vez, um filho de cada vez, um valor transmitido de cada vez.

O Brasil que ainda existe passa por ela.

E o Brasil que queremos construir depende de reconhecê-la — não como símbolo, mas como pessoa real, com peso real nas costas, que merece mais do que palavras.

*         O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 23 Julho 2026

 

Dagoberto Lima Godoy

                 A reação anunciada pelo presidente Lula às tarifas impostas pelo governo Trump desperta uma questão que transcende divergências ideológicas: é do interesse do Brasil responder com novas barreiras comerciais ou concentrar seus esforços na negociação?

A retaliação — mesmo quando apresentada como reciprocidade — costuma ser entendida como demonstração de firmeza e defesa da soberania nacional. Politicamente, essa postura pode produzir dividendos internos, especialmente eleitorais, junto a públicos menos informados. Economicamente, porém, seus benefícios são altamente discutíveis.

Quando um país impõe tarifas sobre produtos estrangeiros, a primeira consequência é dificultar as exportações do parceiro comercial. Mas a resposta tarifária não elimina esse prejuízo nem recupera os mercados perdidos; apenas cria um novo foco de perdas, agora também para aquele que retaliou.

O Brasil importa dos Estados Unidos equipamentos industriais, componentes eletrônicos, produtos químicos, medicamentos, máquinas agrícolas, instrumentos médicos e diversas tecnologias indispensáveis à economia nacional. Muitos desses bens não competem com a indústria brasileira; ao contrário, aumentam sua produtividade. Tarifá-los significa elevar custos para empresas nacionais, reduzir investimentos que geariam mais empregos  e, inevitavelmente, pressionar preços ao consumidor.

Argumenta-se que a retaliação serviria para pressionar Washington a rever sua decisão. Essa hipótese, entretanto, parece pouco convincente diante da assimetria existente entre as duas economias. Em grande parte dos produtos exportados pelo Brasil, os importadores americanos dispõem de fornecedores alternativos. Já o Brasil dificilmente substituirá, em prazo curto e sem custos significativos, muitos dos insumos e tecnologias provenientes dos Estados Unidos.

Há ainda um aspecto frequentemente negligenciado. Guerras comerciais raramente permanecem estritamente econômicas. À medida que cada governo transforma a disputa em questão de prestígio nacional, torna-se politicamente mais difícil qualquer recuo. O conflito deixa de ser orientado por cálculos de custo e benefício para ser alimentado por discursos de afirmação, orgulho e demonstração de força. O resultado costuma ser a escalada do desentendimento, não sua solução.

Isso não significa aceitar passivamente medidas consideradas injustas. O Brasil dispõe de instrumentos mais eficazes e menos custosos: negociação diplomática, utilização dos mecanismos de solução de controvérsias previstos no comércio internacional, mobilização dos setores empresariais americanos interessados na manutenção do comércio bilateral e diversificação gradual de seus mercados de exportação.

Nenhuma dessas alternativas produz manchetes tão impactantes quanto anunciar uma retaliação. Mas todas parecem mais compatíveis com os interesses permanentes do país.

O verdadeiro objetivo da política comercial não deveria ser punir o parceiro, mas preservar a competitividade da economia nacional. Quando uma resposta provoca mais danos internos do que externos, ela deixa de ser instrumento de defesa para transformar-se em fator adicional de prejuízo.

Em relações econômicas marcadas por forte interdependência e por evidente assimetria de poder, a prudência não é sinal de fraqueza. É, muitas vezes, a forma mais inteligente de defender os interesses nacionais.

*                  O autor, Dagoberto Lima Godoy, é engenheiro civil

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 22 Julho 2026

Gilberto Simões Pires

 

A TARIFA DE 25% É IMPOSTA AOS IMPORTADORES AMERICANOS

Mais do que sabido e noticiado, a partir de hoje, 22, os IMPORTADORES NORTE-AMERICANOS que se dispõem a adquirir parte dos produtos brasileiros atingidos pelo TARIFAÇO, serão obrigados a recolher aos cofres do Tesouro dos EUA uma TAXA de 25% incidente sobre o valor de cada compra feita e/ou embarcada. Enquanto isso, por incrível que possa parecer, as nossas entidades empresariais não levam em conta os constantes e variados INSULTOS proferidos -DIA SIM DIA TAMBÉM- pelo MALCRIADO E ESTÚPIDO presidente LULA-PETISTA ao presidente Donald Trump.

SEÇÃO 301

Mais: a considerar o que mostram diariamente todos os noticiários, essas mesmas entidades, além de confundirem -CAUSA com EFEITO-, também não levam em correta conta o que prevê a -SEÇÃO 301- que faz parte da -TRADE ACT DE 1974-, legislação que autoriza o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) a -INVESTIGAR POLÍTICAS ADOTADAS POR GOVERNOS ESTRANGEIROS QUE POSSAM PREJUDICAR EMPRESAS OU INTERESSES COMERCIAIS AMERICANOS-.  Assim, ao invés de propor uma URGENTE ADEQUAÇÃO ÀS -NORMAS SOBERANAS- vigentes nos EUA, boa parte do empresariado se associa ao DESTRUIDOR GOVERNO LULA, que NUNCA ESCONDEU o sentimento de -ÓDIO CONTÍNUO- que é sistematicamente manifestado a tudo que se refere ao povo e ao governo norte-americano.  

LEI DA RECIPROCIDADE

Pois, em meio a esta ENORME ENCRENCA, cuja responsabilidade maior se deve à destruidora -MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA- iniciada no governo Dilma e repetida exaustivamente nos governos LULA, a TARIFA DE 25% está sendo fortemente cogitada a imposição de uma TARIFA ADICIONAL de 12,5%. Caso a medida se confirme, o Brasil passaria a ser o SEGUNDO PAÍS MAIS TAXADO PELOS EUA NO MUNDO, ATRÁS APENAS DA CHINA, como bem aponta o advogado e pesquisador em Direito Internacional Econômico, Rodrigo Bueno Prestes.  Para piorar ainda mais, o governo LULA PETISTA cogita acionar a -LEI DE RECIPROCIDADE ECONÔMICA-, medida, mais do que sabida, funciona como um ACELERADOR DO ENCONTRO DO BRASIL COM O JÁ VISÍVEL ABISMO. 

WORLD PROFILES

Para concluir, é importante anotar, notadamente as entidades empresariais, o que aponta o WORLD PROFILES 2025, DA OMC. Segundo diz o respeitado relatório, a TARIFA MÉDIA BRASILEIRA, com base em dados de 2024, era de 8,0%, acima da África do Sul (5,6%), da Indonésia (5,7%) e da China (3,3%). O retrato correto, portanto, é o de um país ENTRE OS MAIS FECHADOS DO MUNDO. É uma assimetria que merece mais atenção do que recebe no DEBATE POLÍTICO.

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  • Dagoberto Lima Godoy
  • 18 Julho 2026

 

Dagoberto Lima Godoy

                 A decisão do governo americano de proibir o acesso de estrangeiros aos modelos mais avançados de Inteligência Artificial da Anthropic  é mais um sinal de que a inteligência artificial deixou definitivamente o campo da livre competição tecnológica para ingressar no território da segurança nacional, da disputa estratégica e da realpolitik.

À primeira vista, há uma contradição evidente. Os Estados Unidos, que fizeram da livre iniciativa uma de suas bandeiras históricas, intervêm agora diretamente na atividade de uma empresa privada, limitando clientes, usuários e até funcionários estrangeiros. O mercado, nesse caso, deixa de ser soberano. A inovação não circula mais segundo a lógica da concorrência, mas segundo a lógica do Estado.

Essa contradição, porém, não é nova. Sempre que uma tecnologia — ou mesmo um conhecimento decisivo — se aproxima do núcleo do poder, a liberdade econômica e científica cede espaço ao interesse estratégico. Foi assim com a própria teoria física que tornaria possível a bomba atômica. O segredo militar não incidiu apenas sobre objetos, máquinas ou materiais; incidiu também sobre fórmulas, pesquisas, cérebros e laboratórios.

A diferença é que agora o objeto da contenção não é uma bomba, um míssil, um chip ou um reator. É um modelo de inteligência artificial: uma capacidade imaterial, replicável, evolutiva e potencialmente acessível a partir de qualquer lugar do mundo.

O argumento oficial é o risco de uso indevido, em operações cibernéticas, manipulação informacional e muito mais. E o pano de fundo  é a disputa entre Estados Unidos e China. De um lado, uma ordem liberal, ainda que cada vez mais defensiva, baseada em empresas privadas, inovação descentralizada, circulação de capitais e hegemonia tecnológica ocidental. De outro, um modelo de capitalismo estatal, disciplinado pelo Partido Comunista Chinês, no qual empresas, universidades, plataformas digitais e planejamento industrial se integram a um projeto nacional de poder.

A IA  tornou-se o território decisivo desse confronto: quem liderar essa tecnologia ganhará vantagem em ciência, defesa, indústria, educação, vigilância, logística e guerra informacional. Por isso, a medida americana é compreensível em termos de realpolitik. Nenhuma potência entrega voluntariamente ao rival uma ferramenta capaz de alterar o equilíbrio global. Nesse sentido, Trump não age apenas como adversário da livre iniciativa; age como representante de um Estado que percebe a IA como ativo estratégico decisivo.

Mas o risco é evidente. Quando tudo passa a ser segurança nacional, a exceção pode virar regra. A proteção legítima pode degenerar em protecionismo. A defesa da vantagem tecnológica pode comprometer a própria abertura que tornou os Estados Unidos líderes em inovação. Além disso, restrições excessivas podem acelerar o esforço chinês de autossuficiência, consolidando dois ecossistemas tecnológicos rivais, fechados e incompatíveis.

O episódio da Anthropic mostra que a nova guerra fria alcança o território da inteligência artificial e o seu efeito disruptor, ainda inimaginável: a IA capaz de reorganizar ciência, economia, cultura, defesa, educação e até a própria relação entre homem, máquina e poder.

Aí está o novo contorno do conflito. As democracias liberais querem preservar mercados abertos, mas descobrem que a abertura, quando assimétrica, pode fortalecer adversários que não jogam segundo as mesmas regras. Ao mesmo tempo, quanto mais recorrem ao fechamento, mais se afastam de seus próprios princípios fundadores.

A inteligência artificial, afinal, não é apenas uma tecnologia: é uma forma emergente de poder. E, quando o poder está em jogo, a livre iniciativa raramente fica sozinha no comando.

*           O autor, Dagoberto Lima Godoy, é Engenheiro Civil

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 16 Julho 2026

 

Gilberto Simões Pires

CONSEQUÊNCIA

Antes que os desinformados, os analfabetos funcionais e petistas em geral acusem o presidente dos EUA, Donald Trump e a USTR - Agência do governo americano que desenvolve e promove a política de comércio exterior e negocia acordos internacionais em nome do país, pela imposição da TARIFA de 25% sobre milhares de produtos brasileiros exportados para aquele país, é importante que -saibam e entendam- que a medida precisa ser vista como -CONSEQUÊNCIA- e não -CAUSA- dos problemas que, inevitavelmente, serão sentidas nas nossas empresas. 

CAUSA

A -CAUSA- deste novo TARIFAÇO, é extraída pelo USTR através de uma profunda INVESTIGAÇÃO sob a -SEÇÃO 301- da -LEI DE COMÉRCIO DOS EUA-, que visa punir o BRASIL por PRÁTICAS QUE A AGÊNCIA AMERICANA CONSIDERA como INJUSTAS, incluindo DECISÕES JUDICIAIS contra PLATAFORMAS DIGITAIS AMERICANAS, RESTRIÇÕES AO PIX, DESMATAMENTO E REGRAS DESLEAIS PARA O ETANOL. 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Mais do que sabido, mas vale lembrar, o tarifaço de 25% imposto pelos EUA foi decidido com base no resultado direto da AUDIÊNCIA PÚBLICA realizada neste mês de julho, da qual foi apurado que o GOVERNO LULA-PETISTA é um PARCEIRO DESLEAL do tipo que além de tudo ainda faz questão de INSULTAR -DIA SIM DIA TAMBÉM-, não apenas o presidente Donald Trump, como seus apoiadores diretos.

PAGAR PARA VER

Mais: o ódio destilado por LULA e PETISTAS EM GERAL contra os EUA é algo simplesmente incontestável. Este sentimento aumentou dramaticamente quando Trump classificou o PCC e o CV como ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS. A partir daí, LULA, vestiu o MANTO DA ARROGÂNCIA e resolveu PAGAR PARA VER. O resultado aí está: LULA -CAUSOU- UM PREJUÍZO INCALCULÁVEL para os EXPORTADORES BRASILEIROS atingidos pelo TARIFAÇO.

 

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