• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 11 Julho 2026

 

Gilberto Simões Pires

 

WALL STREET JOURNAL

Há quem afirme ser FALSA a notícia de que o WALL STREET JOURNAL, considerado como um dos jornais mais influentes do mundo, tenha publicado um artigo da colunista Mary Anastasia O'Grady, que integra o Conselho Editorial do jornal, carregado de duras, porém sinceras, críticas à danosa gestão petista, apontando para um cenário de DESORDEM ECONÔMICA, INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA E AUTORITARISMO DISFARÇADO DE DEMOCRACIA. 

OS NÚMEROS NÃO MENTEM

Na real, pouco ou nada importa se o ARTIGO -LULA, UM DESASTRE ANUNCIADO- é FALSO. O que importa mesmo é que tudo que conta no referido texto é ABSOLUTAMENTE VERDADEIRO, como pode ser atestado, a seguir, por todos os interessados. 

Enquanto Lula tenta vender ao mundo a narrativa de que seu governo é voltado para os pobres, os NÚMEROS NÃO MENTEM e mostram, de forma clara e indiscutível, que o Brasil está mergulhado em uma CRISE FISCAL, INFLAÇÃO ALTA E FUGA DE INVESTIMENTOS, tudo CONSEQUÊNCIA DIRETA das políticas desastrosas do seu governo.

BRASIL NÃO É CONFIÁVEL

No suposto, ou FALSO, artigo, O'Grady diz que Lula é um dos principais responsáveis pelo COLAPSO DAS ECONOMIAS DA AMÉRICA LATINA. Sob sua liderança, o Brasil, que já foi visto como uma POTÊNCIA EMERGENTE, está hoje à BEIRA DO ABISMO ECONÔMICO, com um governo que PRIVILEGIA ALIADOS IDEOLÓGICOS E IGNORA AS DEMANDAS DO MERCADO. Mais: critica duramente a aproximação de Lula com REGIMES AUTORITÁRIOS, afirmando que sua postura mina os valores democráticos e envia um péssimo recado ao mundo: o BRASIL SOB O PT NÃO É CONFIÁVEL!

ONDE ESTÁ A FALSIDADE?

O suposto ARTIGO- também destaca como as POLÍTICAS ECONÔMICAS -POPULISTAS- do governo petista estão levando o Brasil para um CENÁRIO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO, AUMENTO DA POBREZA E ESTAGNAÇÃO ECONÔMICA. Enquanto isso, o presidente continua distribuindo benesses para aliados políticos, ampliando privilégios para sindicatos e expandindo um estado inchado e ineficiente.

A crítica, que não tem nada de -FAKE- também recai sobre o tratamento dado aos empresários e investidores, tratados como inimigos pelo governo petista. Lula está construindo um ambiente hostil para negócios, desestimulando o empreendedorismo e espantando capitais estrangeiros. Resultado: -O BRASIL-, que deveria estar crescendo e se consolidando como uma potência global, caminha a passos largos RUMO AO DECLÍNIO. 

A pergunta é a seguinte: ONDE está a FALSIDADE???

 

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  • Francisco Carneiro Junior
  • 08 Julho 2026

 

Francisco Carneiro Junior

 

               Já estávamos sem pão. Agora terminou o circo…

Já perdemos copas antes. Várias vezes. Choramos no Maracanã em 1950 como se o mundo tivesse desabado, e o mundo, generoso, continuou — porque ainda havia o que chorar. Tínhamos alma. Sim, o verbo está no pretérito, e é essa mudança de tempo verbal que condena o presente: a derrota de ontem só expunha o que éramos; a de hoje revela, sem anestesia, o que deixamos de ser. Chamam isso de desclassificação, palavra pobre para um desastre rico. Desclassificação é sair de um torneio, acidente de calendário que se repete a cada quatro anos sem doer muito. Há uma queda mais funda, e essa não sai em súmula: a de um povo que deixa de ser reconhecido pelo traço que o definia.

E o traço, convém dizer com todas as letras, foi trocado por outro sem que ninguém nos consultasse.

O futebol brasileiro adotou um cotismo estrutural que decide escalação por critério de cota e não de talento, e vestiu esse critério com o verniz respeitável do wokeísmo, como se rebaixar a meritocracia fosse sinal de evolução moral e não de covardia técnica.A meritocracia, que escolhia o craque pela categoria, foi substituída por um cálculo de conveniências. E o pior: ninguém no comando teve a coragem de chamar a substituição pelo nome. Culpa, todo mundo tem um pouco — o cartola, o dirigente, o comentarista que aplaude qualquer coisa para não ser chamado de imbecil. Mas falhamos mesmo foi no conceito, na ideia matriz, na definição do que deveríamos ser em campo. Não foi um jogador que errou o pênalti decisivo; foi um projeto inteiro que errou o objetivo antes da bola rolar.

O técnico italiano, contratado por milhões para nos ensinar o que já sabíamos fazer melhor que qualquer escola europeia, deu-nos de presente um futebol que não é nosso. É europeu. Organizado, previsível, elegante como um funeral bem produzido. Deixamos de jogar o nosso futebol para aceitar jogar um futebol global, genérico, sem sotaque, o mesmo em Londres, em Milão ou em Madri. O Brasil deu as costas para o próprio DNA. A seleção não respeita mais a forma brasileira de jogar — o drible como assinatura, a criatividade como flexão de músculo, a irreverência como estratégia.

Perdemos a originalidade, a singularidade, aquilo que fazia da bola nos pés de um brasileiro um dialeto reconhecível a quilômetros de distância. Virou puxadinho do futebol europeu: uma cópia malfeita, construída às pressas sobre a fundação de uma casa que já tinha arquitetura própria e bonita.

E, como se a perda de identidade não bastasse, perdemos também a espinha. Falta resiliência a esse time, e falta ainda mais capacidade de ouvir crítica sem se fazer de vítima. Cada apontamento técnico vira perseguição; cada questionamento, ataque pessoal. Um time que não tolera ser corrigido é um time que já decidiu não evoluir. E, nesse cenário de fragilidade coletiva, ainda sobra munição para a esquerda de plantão culpar Neymar — Neymar, que jogou vinte minutos e mesmo assim balançou a rede —, como se o problema estrutural de um projeto inteiro coubesse nas costas de um homem que mal teve tempo de suar a camisa. É mais fácil crucificar o símbolo do que admitir o erro de concepção.

Convém lembrar quem é a Noruega no histórico mundial do futebol: três participações em Copas do Mundo, uma trajetória modesta, quase decorativa, até este domingo. Não há vergonha em perder para quem sempre foi grande; há vergonha em perder para quem, até anteontem, mal sabia o caminho do estádio. E há muito tempo a seleção brasileira não reflete o futebol que se joga, por exemplo, no Brasileirão — onde ainda sobrevivem o drible, a posse de bola paciente, a ousadia de tentar o improvável. O que vestimos de amarelo em Copas do Mundo virou uma seleção estrangeira com passaporte brasileiro. Falta driblar mais. Falta ter domínio e posse de bola com propósito, não por estética televisiva, mas por convicção de que aquele é, sim, o nosso jeito de jogar.

Ancelotti disse que as trocas do segundo tempo eram para colocar mais frescor, dar mais profundidade. Traduzindo: chegou frescor tarde demais a um time que já mofava desde a preleção. E cabe perguntar, com a inocência que a pergunta finge ter: era preciso contratar um estrangeiro a peso de euros para descobrir isso no intervalo? Seu auxiliar, que por acaso é também seu filho — coincidências assim não existem só no futebol brasileiro contemporâneo , mas no nosso judiciário também — resumiu tudo em outra frase pronta: assumimos essa responsabilidade, sentimos muito. Sente-se muito, mas o contrato segue firme até 2030, salário intacto, cargo intocado.

Há, porém, um mérito nessa dor toda, e é preciso reconhecê-lo. Haaland ajudou o brasileiro a esquecer o circo por um instante e a se lembrar de todo o roubo, de toda a corrupção que corrói este país há décadas e que insistimos em varrer para debaixo do tapete entre uma Copa e outra. Para resolver isso, meus caros, vamos ter que "haalar" muito — achar coragem, achar memória, achar vergonha na cara antes que seja tarde. Porque tem outro sujeito ferrando com o país, e não é o norueguês de cabelo loiro que nos eliminou em Nova Jersey. É necessário desalojá-lo do poder, e todos sabem exatamente de quem eu estou falando.

Se nada mudar no futebol, ficaremos mais vinte e oito anos sem ganhar uma Copa — ou talvez ganhemos antes disso, porque um relógio quebrado acerta duas vezes no dia (lembrando que na Era PT nunca se ganhou nenhuma Copa!). Mas no caso do governo e da situação do país o cálculo é muito mais cruel: se não tirarmos o PT do poder, o que já está ruim vai piorar de um jeito que fará Cuba parecer paraíso perto daqui. O Brasil de hoje já é insalubre. Imagine o que herdarão os nossos filhos depois de mais uma década com esse governo: um país onde vinte e cinco por cento da população vive sob domínio territorial de terroristas armados, onde trabalhar duro deixou de ser garantia de nada, onde quem faz a coisa certa é chamado de otário nas rodas de conversa, e a corrupção virou paisagem, não mais escândalo.O futebol é o que dá identidade, pertencimento ao brasileiro — por isso dói tanto vê-lo desfigurado. Mas o que não podemos, sob hipótese alguma, é perder a vergonha na cara.

O time que joga sem alma é o reflexo de um desgoverno que engana, mente e corrompe sem pudor. Perder a Copa dói. Perder a vergonha mata devagar. Falta de originalidade em campo, falta caráter nos gabinetes, falta pudor em quem normalizou a destruição do Brasil. E mudar isso, sem o pão e agora sem o circo, é a única esperança que ainda nos resta!

 

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  • Alex Pipkin, PhD
  • 07 Julho 2026


 

Alex Pipkin, PhD

 

          Como neto de imigrantes judeus vindos de Kiev, trago a imigração no meu DNA.

Sei, por experiência familiar, que o fluxo legítimo de pessoas pode enriquecer o tecido econômico, cultural e social de um país.

O debate, portanto, nada tem a ver com xenofobia. Trata-se de algo muito mais elementar. Trata-se da sobrevivência de uma civilização.

O verdadeiro cupim da modernidade atende pelo nome de multiculturalismo ideológico; a doutrina que, em nome de uma tolerância elevada à condição de virtude absoluta, aboliu a assimilação como princípio de convivência.

Em plena Copa do Mundo, bilhões de pessoas acompanham seleções envoltas por bandeiras, hinos, símbolos, tradições e modos de vida. Ninguém confunde esse pertencimento com intolerância; chama-se identidade.

Na verdade, é justamente a existência de identidades nacionais sólidas que torna possível uma convivência respeitosa entre povos diferentes.

O problema começa quando apenas uma civilização passa a tratar a própria identidade como um constrangimento moral.

O diagnóstico de Michel Houellebecq sobre a Europa deixou de soar como ficção para adquirir contornos de realidade. As grandes ondas migratórias do passado preservaram tradições privadas, mas compreenderam que integrar-se significava também compartilhar uma cultura pública.

Hoje, parte dos grupos recém-chegados rejeita deliberadamente essa integração, enquanto parcelas das próprias sociedades anfitriãs parecem ter desaprendido a defender a tradição liberal e judaico-cristã. São os valores basilares que ergueram a civilização ocidental.

No centro dessa erosão está o bom-mocismo. A obsessão de não desagradar transformou o respeito recíproco em uma via de mão única.

Em nome de uma inclusão cada vez mais abstrata, relativizam-se conquistas como a liberdade de expressão, a igualdade perante a lei, a laicidade do Estado e os direitos individuais.

O paradoxo é conhecido. Uma sociedade que tolera sem limites aqueles que combatem a própria tolerância acaba tornando-se vítima da sua própria virtude. A tolerância deixa de ser uma força civilizatória quando se recusa a defender os princípios que a tornam possível.

Nenhuma sociedade permanece livre por inércia. Toda civilização exige um núcleo comum de valores, uma memória compartilhada e a disposição de protegê-los.

Quem transforma a própria herança em motivo de constrangimento acaba entregando, voluntariamente, aquilo que nenhuma força externa conseguiria tomar.

Ou as nações recuperam a confiança na tradição liberal e judaico-cristã que moldou o Ocidente e voltam a exigir assimilação ao espaço público comum, ou continuarão financiando, em nome da tolerância, a própria dissolução.

Temos uma civilização tão generosa com os outros que já não encontra motivos para ser leal a si mesma.

 

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  • Afonso Pires Faria
  • 06 Julho 2026

 

Afonso Pires Faria

                 

         Estamos nadando contra a correnteza, e esta é muito mais forte do que nós. Também temos a agravante de ela estar se fortalecendo, enquanto nós perdemos as forças e as esperanças. Nosso país é um terreno fértil para produzir escândalos financeiros. Nossos representantes legislativos, na sua grande maioria, estão comprometidos e/ou sendo beneficiados com todo o tipo de crime financeiro que ocorre e que ocorreu nos porões do poder.

Existe no povo, sempre esperançoso, uma sensação de que, agora, a coisa vai ser diferente. Não vai. Garanto que as filigranas jurídicas, que cada vez mais se avolumam, impedirão qualquer progresso na resolução e na punição dos envolvidos no "caso master". No hiato entre o assassinato do prefeito Celso Daniel e os dias de hoje, já houve muitos outros escândalos semelhantes a este. Punidos? Muito poucos, e sempre os de menor expressão. Alguns de pouca expressão, ou até mesmo inocentes que tentaram denunciar o golpe, acabaram se arrependendo. A primeira vítima pagou com a vida. Ficou uma clara mensagem de que não se pode contrariar o esquema.

Do primeiro episódio até agora, já foram criadas muitas leis que protegem, não o cidadão de bem, mas aquele que age ao arrepio dela. Agora, não se necessita mais de cadáver para que os julgadores ou possíveis delatores se intimidem. As leis se encarregam disso. O recado foi explícito. Se o justiçamento de um prefeito não foi suficiente, que se escale. Chegando a um ministro do STF, a mensagem ficou clara: não temos limites. Agora também temos leis que nos protegem. Se alguém ainda alimenta alguma esperança de que os culpados do último escândalo sejam presos ou devolvam o butim, pode se desesperançar.

As delações premiadas somente vão dizer o que todos já sabem. Já sabem e não conseguem punir os culpados, tamanho é o labirinto com que se deparam para poder aplicar a lei justa. Nas leis existentes no nosso país, abundam as que protegem os malfeitos. Oposto a isto, minguam as que os punem. Se somarmos do ao temor da retaliação, a coisa passa do improvável ao impossível. Os fatos pretéritos corroboram com o temor dos investigadores e a segurança dos criminosos. Com esta constituição brasileira, e as leis vigentes, é impossível solucionarmos os problemas do nosso país.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 03 Julho 2026

 

 

Gilberto Simões Pires

 

RELATÓRIO DO SENAPPEN

Antes de tudo enganam-se redondamente aqueles que imaginam que apenas o PCC e o CV são reconhecidas como únicas ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS que atuam no nosso empobrecido Brasil. Na real, segundo informa o relatório da SENAPPEN - SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS PENAIS, órgão do governo federal vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, até o presente momento já foram identificadas 88 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS QUE AGEM DA MESMA FORMA.

PODER FINANCEIRO INDEPENDENTE

Deste universo -horripilante-, 91% possuem PODER FINANCEIRO INDEPENDENTE (conseguem operar sem qualquer apoio) e 98% ESTÃO PRESENTES EM PELO MENOS UMA UNIDADE PRISIONAL. Nos últimos três anos, 72 destas ORGANIZAÇÕES atuaram apenas no ESTADO EM QUE ESTÃO SEDIADAS, e 14 CONSEGUIRAM EXPANDIR PARA ESTADO VIZINHOS, afirmou André Garcia, Secretário Nacional de Políticas Penais.

CV, PCC E TCP

Mais: o relatório aponta que -por ora- apenas duas, COMANDO VERMELHO (CV) e PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL (PCC) têm braços de OPERAÇÃO EM NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. No Rio de Janeiro, o CV, que vive uma GUERRA TERRITORIAL COM O TERCEIRO COMANDO PURO (TCP) EM ALGUNS PONTOS DO ESTADO, expandiu seu braço de operação para ESTADOS DO AMAPÁ, PERNAMBUCO E ESPÍRITO SANTO. Atualmente, de acordo com o levantamento, CERCA DE 125 PAVILHÕES ESTÃO SOB O -DOMÍNIO TOTAL DO COMANDO VERMELHO -CV. 

SOBERANIA

O que o relatório não aponta, por razões óbvias de INTERESSE DO CHEFE LULA, é que as 72 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS obedecem as mesmas regras e princípios estabelecidos pela MÁFIA SICILIANA -COSA NOSTRA-. A diferença principal é que enquanto a MÁFIA SICILIANA tinha como alicerce o -OMERTÁ-, as -ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS BRASILEIRAS- são PROTEGIDAS por uma INSTITUIÇÃO GOVERNAMENTAL PETISTA, batizada com o nome de -SOBERANIA-. Sob este GUARDA CHUVA, todas as ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS QUE ATUAM E/OU PRETENDEM ATUAR NO BRASIL passam a GOZAR DE LIBERDADE PARA AGIR E PROGREDIR. Que tal? 

 

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  • Afonso Pires Faria
  • 01 Julho 2026

 

 

Afonso Pires Faria

             Quantos absurdos são cometidos em nome do bem? E quantos deles já internalizamos e aceitamos como norma? Um deles é a obrigatoriedade da utilização do cinto de segurança. A alegação é de que ele protege os passageiros em caso de acidente. Perfeito. Nenhuma dúvida sobre isso.

Por que, então, somos obrigados a nos proteger de acidentes automobilísticos, mas não somos, por exemplo, obrigados a utilizar coletes à prova de balas quando andamos nas ruas das favelas do Rio de Janeiro? E por que não nos obrigam a ter uma arma de fogo em casa para proteger nossa família, ou quando andamos na rua durante a noite? Não! Eles não nos obrigam. Eles simplesmente nos proíbem. A coerência passa ao largo dos nossos legisladores e do nosso governo de plantão. Demagogia é o lema. É o Estado se agigantando e mostrando suas garras.

Quando não agimos mais por vontade própria e sim por ordem de um ente estatal, já estamos com o "buçal" na cabeça e o cabresto na mão deles. A razão e o bom senso deixam de valer em nome de uma ordem do Estado. Qualquer dia, este todo-poderoso, que tudo ordena, irá nos ensinar a falar a linguagem deles e não a nossa. E pode piorar. Já imaginou o dia em que resolverem que tens que chamar homem de mulher e mulher de homem, se assim se identificarem? E pode ficar mais repressivo ainda. O Estado vai te multar ou prender se chamares o indivíduo por aquilo que ele é, e não pelo que ele julga ser.

As leis são criadas sem qualquer critério de lógica e aplicabilidade. Leis estúpidas já abundam no nosso país. São leis, portarias, decretos e regulamentações que para nada servem, senão para confundir ou beneficiar algum setor que se encontra em dificuldade momentânea. Obrigar um cidadão a recompensar quem encontre e devolva um objeto roubado, proibir a exposição de recipientes com sal sobre a mesa de restaurantes, e obrigar a comercialização de preservativos em bares são alguns exemplos de leis criadas no nosso país.

Como levar a sério um governo que permite este tipo de legislação? Não são normas apenas ridículas. São, também, improdutivas. Algumas destas idiotices causam efeito contrário ao da finalidade a que se propõem. Senão vejamos: o Brasil aumenta o investimento em educação e perde posições no ranking mundial, segundo o PISA. Criam-se leis que protegem as mulheres de serem agredidas por seus companheiros. Após a sua criação o número de agressões e mortes, cresce exponencialmente. Todos estes absurdos, são produzidos por legisladores e governos muito bem remunerados. Sim, pagamos para pessoas criarem empecilhos na nossa vida.

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