• Alex Pipkin, PhD
  • 07 Julho 2026


 

Alex Pipkin, PhD

 

          Como neto de imigrantes judeus vindos de Kiev, trago a imigração no meu DNA.

Sei, por experiência familiar, que o fluxo legítimo de pessoas pode enriquecer o tecido econômico, cultural e social de um país.

O debate, portanto, nada tem a ver com xenofobia. Trata-se de algo muito mais elementar. Trata-se da sobrevivência de uma civilização.

O verdadeiro cupim da modernidade atende pelo nome de multiculturalismo ideológico; a doutrina que, em nome de uma tolerância elevada à condição de virtude absoluta, aboliu a assimilação como princípio de convivência.

Em plena Copa do Mundo, bilhões de pessoas acompanham seleções envoltas por bandeiras, hinos, símbolos, tradições e modos de vida. Ninguém confunde esse pertencimento com intolerância; chama-se identidade.

Na verdade, é justamente a existência de identidades nacionais sólidas que torna possível uma convivência respeitosa entre povos diferentes.

O problema começa quando apenas uma civilização passa a tratar a própria identidade como um constrangimento moral.

O diagnóstico de Michel Houellebecq sobre a Europa deixou de soar como ficção para adquirir contornos de realidade. As grandes ondas migratórias do passado preservaram tradições privadas, mas compreenderam que integrar-se significava também compartilhar uma cultura pública.

Hoje, parte dos grupos recém-chegados rejeita deliberadamente essa integração, enquanto parcelas das próprias sociedades anfitriãs parecem ter desaprendido a defender a tradição liberal e judaico-cristã. São os valores basilares que ergueram a civilização ocidental.

No centro dessa erosão está o bom-mocismo. A obsessão de não desagradar transformou o respeito recíproco em uma via de mão única.

Em nome de uma inclusão cada vez mais abstrata, relativizam-se conquistas como a liberdade de expressão, a igualdade perante a lei, a laicidade do Estado e os direitos individuais.

O paradoxo é conhecido. Uma sociedade que tolera sem limites aqueles que combatem a própria tolerância acaba tornando-se vítima da sua própria virtude. A tolerância deixa de ser uma força civilizatória quando se recusa a defender os princípios que a tornam possível.

Nenhuma sociedade permanece livre por inércia. Toda civilização exige um núcleo comum de valores, uma memória compartilhada e a disposição de protegê-los.

Quem transforma a própria herança em motivo de constrangimento acaba entregando, voluntariamente, aquilo que nenhuma força externa conseguiria tomar.

Ou as nações recuperam a confiança na tradição liberal e judaico-cristã que moldou o Ocidente e voltam a exigir assimilação ao espaço público comum, ou continuarão financiando, em nome da tolerância, a própria dissolução.

Temos uma civilização tão generosa com os outros que já não encontra motivos para ser leal a si mesma.

 

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  • Afonso Pires Faria
  • 06 Julho 2026

 

Afonso Pires Faria

                 

         Estamos nadando contra a correnteza, e esta é muito mais forte do que nós. Também temos a agravante de ela estar se fortalecendo, enquanto nós perdemos as forças e as esperanças. Nosso país é um terreno fértil para produzir escândalos financeiros. Nossos representantes legislativos, na sua grande maioria, estão comprometidos e/ou sendo beneficiados com todo o tipo de crime financeiro que ocorre e que ocorreu nos porões do poder.

Existe no povo, sempre esperançoso, uma sensação de que, agora, a coisa vai ser diferente. Não vai. Garanto que as filigranas jurídicas, que cada vez mais se avolumam, impedirão qualquer progresso na resolução e na punição dos envolvidos no "caso master". No hiato entre o assassinato do prefeito Celso Daniel e os dias de hoje, já houve muitos outros escândalos semelhantes a este. Punidos? Muito poucos, e sempre os de menor expressão. Alguns de pouca expressão, ou até mesmo inocentes que tentaram denunciar o golpe, acabaram se arrependendo. A primeira vítima pagou com a vida. Ficou uma clara mensagem de que não se pode contrariar o esquema.

Do primeiro episódio até agora, já foram criadas muitas leis que protegem, não o cidadão de bem, mas aquele que age ao arrepio dela. Agora, não se necessita mais de cadáver para que os julgadores ou possíveis delatores se intimidem. As leis se encarregam disso. O recado foi explícito. Se o justiçamento de um prefeito não foi suficiente, que se escale. Chegando a um ministro do STF, a mensagem ficou clara: não temos limites. Agora também temos leis que nos protegem. Se alguém ainda alimenta alguma esperança de que os culpados do último escândalo sejam presos ou devolvam o butim, pode se desesperançar.

As delações premiadas somente vão dizer o que todos já sabem. Já sabem e não conseguem punir os culpados, tamanho é o labirinto com que se deparam para poder aplicar a lei justa. Nas leis existentes no nosso país, abundam as que protegem os malfeitos. Oposto a isto, minguam as que os punem. Se somarmos do ao temor da retaliação, a coisa passa do improvável ao impossível. Os fatos pretéritos corroboram com o temor dos investigadores e a segurança dos criminosos. Com esta constituição brasileira, e as leis vigentes, é impossível solucionarmos os problemas do nosso país.

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  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 03 Julho 2026

 

 

Gilberto Simões Pires

 

RELATÓRIO DO SENAPPEN

Antes de tudo enganam-se redondamente aqueles que imaginam que apenas o PCC e o CV são reconhecidas como únicas ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS que atuam no nosso empobrecido Brasil. Na real, segundo informa o relatório da SENAPPEN - SECRETARIA NACIONAL DE POLÍTICAS PENAIS, órgão do governo federal vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, até o presente momento já foram identificadas 88 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS QUE AGEM DA MESMA FORMA.

PODER FINANCEIRO INDEPENDENTE

Deste universo -horripilante-, 91% possuem PODER FINANCEIRO INDEPENDENTE (conseguem operar sem qualquer apoio) e 98% ESTÃO PRESENTES EM PELO MENOS UMA UNIDADE PRISIONAL. Nos últimos três anos, 72 destas ORGANIZAÇÕES atuaram apenas no ESTADO EM QUE ESTÃO SEDIADAS, e 14 CONSEGUIRAM EXPANDIR PARA ESTADO VIZINHOS, afirmou André Garcia, Secretário Nacional de Políticas Penais.

CV, PCC E TCP

Mais: o relatório aponta que -por ora- apenas duas, COMANDO VERMELHO (CV) e PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL (PCC) têm braços de OPERAÇÃO EM NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL. No Rio de Janeiro, o CV, que vive uma GUERRA TERRITORIAL COM O TERCEIRO COMANDO PURO (TCP) EM ALGUNS PONTOS DO ESTADO, expandiu seu braço de operação para ESTADOS DO AMAPÁ, PERNAMBUCO E ESPÍRITO SANTO. Atualmente, de acordo com o levantamento, CERCA DE 125 PAVILHÕES ESTÃO SOB O -DOMÍNIO TOTAL DO COMANDO VERMELHO -CV. 

SOBERANIA

O que o relatório não aponta, por razões óbvias de INTERESSE DO CHEFE LULA, é que as 72 ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS obedecem as mesmas regras e princípios estabelecidos pela MÁFIA SICILIANA -COSA NOSTRA-. A diferença principal é que enquanto a MÁFIA SICILIANA tinha como alicerce o -OMERTÁ-, as -ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS BRASILEIRAS- são PROTEGIDAS por uma INSTITUIÇÃO GOVERNAMENTAL PETISTA, batizada com o nome de -SOBERANIA-. Sob este GUARDA CHUVA, todas as ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS E TERRORISTAS QUE ATUAM E/OU PRETENDEM ATUAR NO BRASIL passam a GOZAR DE LIBERDADE PARA AGIR E PROGREDIR. Que tal? 

 

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  • Afonso Pires Faria
  • 01 Julho 2026

 

 

Afonso Pires Faria

             Quantos absurdos são cometidos em nome do bem? E quantos deles já internalizamos e aceitamos como norma? Um deles é a obrigatoriedade da utilização do cinto de segurança. A alegação é de que ele protege os passageiros em caso de acidente. Perfeito. Nenhuma dúvida sobre isso.

Por que, então, somos obrigados a nos proteger de acidentes automobilísticos, mas não somos, por exemplo, obrigados a utilizar coletes à prova de balas quando andamos nas ruas das favelas do Rio de Janeiro? E por que não nos obrigam a ter uma arma de fogo em casa para proteger nossa família, ou quando andamos na rua durante a noite? Não! Eles não nos obrigam. Eles simplesmente nos proíbem. A coerência passa ao largo dos nossos legisladores e do nosso governo de plantão. Demagogia é o lema. É o Estado se agigantando e mostrando suas garras.

Quando não agimos mais por vontade própria e sim por ordem de um ente estatal, já estamos com o "buçal" na cabeça e o cabresto na mão deles. A razão e o bom senso deixam de valer em nome de uma ordem do Estado. Qualquer dia, este todo-poderoso, que tudo ordena, irá nos ensinar a falar a linguagem deles e não a nossa. E pode piorar. Já imaginou o dia em que resolverem que tens que chamar homem de mulher e mulher de homem, se assim se identificarem? E pode ficar mais repressivo ainda. O Estado vai te multar ou prender se chamares o indivíduo por aquilo que ele é, e não pelo que ele julga ser.

As leis são criadas sem qualquer critério de lógica e aplicabilidade. Leis estúpidas já abundam no nosso país. São leis, portarias, decretos e regulamentações que para nada servem, senão para confundir ou beneficiar algum setor que se encontra em dificuldade momentânea. Obrigar um cidadão a recompensar quem encontre e devolva um objeto roubado, proibir a exposição de recipientes com sal sobre a mesa de restaurantes, e obrigar a comercialização de preservativos em bares são alguns exemplos de leis criadas no nosso país.

Como levar a sério um governo que permite este tipo de legislação? Não são normas apenas ridículas. São, também, improdutivas. Algumas destas idiotices causam efeito contrário ao da finalidade a que se propõem. Senão vejamos: o Brasil aumenta o investimento em educação e perde posições no ranking mundial, segundo o PISA. Criam-se leis que protegem as mulheres de serem agredidas por seus companheiros. Após a sua criação o número de agressões e mortes, cresce exponencialmente. Todos estes absurdos, são produzidos por legisladores e governos muito bem remunerados. Sim, pagamos para pessoas criarem empecilhos na nossa vida.

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  • Claudio Apolinário
  • 01 Julho 2026

 

Claudio Apolinario

            O que entra na sala de aula não é neutro. Nunca foi. E no Brasil alguém decidiu o que seu filho deve pensar e você não foi consultado.

Pergunte a qualquer pai o que seu filho aprendeu na escola sobre livre mercado. Depois pergunte o que aprendeu sobre racismo estrutural. A diferença entre as duas respostas não é acaso. É currículo.

O currículo escolar não é neutro. Nunca foi em nenhum país do mundo. É sempre uma escolha — sobre o que importa, o que forma, o que o jovem deve pensar ao sair da escola. A questão não é se o currículo tem direção. É quem decide essa direção e com qual critério.

No Brasil, essa decisão foi sendo tomada ao longo de décadas, longe dos pais, longe do debate público e longe de qualquer cobrança de resultado. E o produto dessa decisão está em sala de aula hoje.

Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica, nos anos finais do Ensino Fundamental, quase 40% das turmas não possuem professores com formação compatível para lecionar em suas disciplinas. Quase 4 em cada 10 turmas estão sendo ensinadas por professores sem formação específica na matéria que lecionam. Um professor de história ensinando ciências. Um pedagogo cobrindo matemática. Não por má vontade — por falta de profissionais formados nas áreas certas.

Porque as áreas certas não eram a prioridade.

Em Singapura — país que ocupa o primeiro lugar no PISA 2022 nas três disciplinas — apenas um em cada oito candidatos é aprovado para a carreira docente. Os aprovados passam por formação rigorosa, recebem salários competitivos e têm grande valorização social. O currículo tem ênfase intensa em matemática, ciências e tecnologia — conteúdo objetivo, mensurável, com cobrança de resultado.

O Brasil fez escolhas diferentes. A Pedagogia brasileira reserva espaço central para filosofia da educação, sociologia, antropologia e correntes pedagógicas — disciplinas que formam a visão de mundo do professor antes de formar o especialista na disciplina que vai ensinar.

Isso não é crítica à teoria. É crítica ao desequilíbrio. Um professor que domina a filosofia da educação mas não domina o conteúdo da disciplina que leciona não falha por falta de esforço. Falha porque foi formado com outra prioridade.

Em 2023, um Projeto de Lei apresentado no Senado Federal propôs proibir questões com viés ideológico no ENEM, alegando que a prova passou a trazer conteúdo que "condiciona o que é ensinado nas escolas para os anos seguintes, colocando em risco todo o sistema educacional."

O projeto revelou o que já era visível para quem olhava: o principal exame de acesso ao ensino superior tornou-se campo de disputa entre o que se ensina e o que se quer que o jovem pense.

O mecanismo é direto. O ENEM define o que as escolas ensinam. O que cai no ENEM é o que quem controla a prova prioriza. O que é priorizado entra no currículo. E o currículo, por sua vez, reflete as escolhas de quem decide o que o ENEM deve medir. É um ciclo fechado — e quem está dentro dele define o produto final.

Estudos comparativos entre Brasil, Singapura e Finlândia identificam com precisão o que diferencia sistemas educacionais de alto desempenho dos demais: foco em conhecimentos essenciais, sequência lógica, base científica e ligação íntima entre currículo, material didático, formação de professores e avaliação. Nos países que lideram o ranking, o que o aluno aprende e como isso é medido são decisões técnicas, não políticas.

No Brasil, essa fronteira foi sendo apagada — deliberadamente. Quando o critério de seleção de conteúdo deixa de ser "o aluno precisa saber isso para pensar com autonomia" e passa a ser "o aluno precisa pensar dessa forma", o ensino muda de natureza. Não forma quem pensa. Forma quem concorda.

O produto final não é mistério. É o jovem que sai da escola sem conseguir interpretar um texto simples, sem calcular o troco, sem entender uma bula de remédio — mas que domina os termos que alguém decidiu que ele precisava conhecer.

Isso não é falha. É escolha. E a pergunta é: quem escolheu?

A pergunta que cada pai deveria fazer não é "meu filho passou de ano?" É mais simples e mais importante: "o que ele está aprendendo a pensar — e quem decidiu isso?"

Porque quem forma o que uma geração pensa, forma o país que essa geração vai construir.

*             O autor, Claudio Apolinario, é articulista e analista político.

 

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  • Dartagnan da Silva Zanela
  • 25 Junho 2026

 

Dartagnan da Silva Zanela
 

               Um querido ex-professor, em suas aulas, sempre procurava nos advertir que tudo nesta vida tem segundas intenções, mesmo um gentil "bom-dia"; o que não significa, necessariamente, que elas precisem ser más.

Pensando nisso, lembrei-me de uma passagem da obra "Ortodoxia", de G. K. Chesterton, onde o autor nos conta uma historieta muito sugestiva, conhecida popularmente como "a parábola do poste".

Conta-nos ele que, em uma cidadezinha qualquer, havia um poste de luz que seria removido pelas autoridades públicas e, para tanto, foi feita uma grande campanha para "esclarecer" a população sobre a importância da remoção deste trambolho barroco que atrapalhava a via pública e que, de acordo com os mesmos, era muito antiquado, desalinhado e, por isso, não ornava com os novos tempos.

Papo vai, papo vem, e a galera galerosa estava toda muito animada com a remoção do dito-cujo e, em meio a toda essa empolgação, eis que apareceu um frade franciscano, com seu surrado hábito cinza.

Ele se inscreveu para parlar. As autoridades, respeitosamente, lhe concederam a palavra. Então, ele foi até o púlpito e lembrou a todos que, antes de retirarmos o poste e destruí-lo, seria de fundamental importância que procurássemos refletir a respeito da luz. O que é a luz?

Ao ouvirem isso, as autoridades, os cidadãos presentes — e alienígenas que não foram convidados — começaram a vaiar o frade, enxotando-o dali, pois eles não tinham tempo para refletir sobre o que seria a luz, ou o que quer que fosse; e, após a sua retirada, o poste foi colocado abaixo, o que levou a galera ao delírio.

Passado algum tempo, as pessoas começaram a perceber que os maiores defensores da retirada do poste estavam interessados em ganhar algum com a venda do bronze que havia nele. Outros queriam que as ruas não mais fossem iluminadas para poderem, ao ar livre, praticar atos libidinosos e cometer crimes e delitos com maior tranquilidade.

Enfim, todos se tocaram de que realmente era necessário que tivessem parado para refletir a respeito da natureza da luz; e agora eles o farão, porém, irão fazer isso no escuro por ignorarem as tais das segundas intenções.

Bem, por isso, perguntamos: o que é a educação? O que ela é? Durante todo o correr do século XX, foram feitos incontáveis experimentos com base em teorias "inovadoras", com o intento de melhorá-la e, em grande medida, quanto mais inovações foram sendo introduzidas (lá ele...), estranhos resultados foram sendo obtidos em médio e longo prazo.

Experimentos esses que continuam sendo empreendidos no século XXI, onde se chegou a realizar a façanha de a atual geração — os zoomers — ter um QI médio inferior ao da geração anterior; o chamado efeito Flynn reverso. Tudo isso, em grande medida, graças às teorias inovadoras que justificam e embasam as inúmeras decisões que foram e são tomadas por burocratas tão presunçosos quanto bem-intencionados — sempre bem-intencionados.

Boas intenções que nos levam a recordar o livro "As fronteiras da técnica", de Gustavo Corção, onde o autor nos diz que a bomba nuclear não o assustava — nem um pouco. O que enchia o seu coração de medo era a caneta de um burocrata.

Pois é. Quantas e quantas insanidades foram perpetradas por uma caneta azul nas mãos de um burocrata bem-intencionado? Infelizmente, não foram poucas; e o estado em que se encontra a educação — e a deterioração da autoridade docente — apenas confirma esse medo, não é mesmo?

*          O autor, Dartagnan da Silva Zanela, é professor, escrevinhador e bebedor de café. Autor de "NAS ENTRANHAS DO LEVIATÃ", entre outros livros.

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