Oh bondade suprema! Nada contra a bondade - voluntária -, mas é incrível e cômico constatar professores de negócios pregadores do socialismo! Tá certo. Muitos somente trabalharam em áreas funcionais de universidades, muitas dessas religiosas.
Um destes professores do tipo “justiceiro social”, adora colar e postar textos e imagens sobre desigualdades sociais, anticapitalismo, condenação do lucro e por aí afora.
Como todo esquerdista que se preza, cultua a novilingua orwelliana, a “arte” de inverter significados e/ou inventar palavras.
Tal professor de negócios (negócio deve ser filantropia!), agora colou e copiou um texto do professor italiano Stefano Zamagni. Título emocionante e atrativo! “Meritocracia, não. Meritoriedade, sim”.
Segundo o texto, a meritocracia é um mecanismo de poder e de reprodução das elites. Seria uma estratégia visando a preservação das desigualdades sociais por parte das “elites”. Já a novíssima meritoriedade - que nobre criação! - dependeria de um tratamento igualitário a todos os indivíduos, e esses não deveriam estar sujeitos às relações de poder.
Vamos lá. Evidente que as todas as pessoas devem ter igualdade perante a lei. Contudo, a verdadeira igualdade, creio que se refira à proibição de subordinação de um indivíduo a outro coercitivamente. Ninguém tem o poder de impor algo a outra pessoa por meio da coerção, contra a sua vontade! Todos os indivíduos têm os mesmos direitos e deveres, inclusive o direito de não se subordinar a ninguém. A premissa do mérito, genuinamente, diz respeito às liberdades individuais que precisam ser respeitadas e a liberdade de escolha individual. Quem, racionalmente, não sabe que os seres humanos são diferentes em nível de recursos, de capacidades, de habilidades, distintas formações, meios familiares e contextos sociais, etc...?
Meritoriedade parte da visão pueril de que seria possível inventar um novo mundo para que todas as pessoas saíssem do mesmo ponto de partida. Os contumazes engenheiros sociais creem ser possível criar um “novo” mundo ideal e igualitário! Mais uma utopia socializante.
A meritocracia, de fato, também é um modelo de gestão. Trata-se de um processo salutar de premiação pela agregação de valor útil para os clientes de uma organização, tanto em nível individual e/ou de equipes de trabalho. Esforço não é uma condição suficiente, é necessário criar valor sob a ótica do mercado.
Os critérios devem ser justos e iguais para todos os membros de uma hierarquia, empresarial ou estatal. O mérito é algo que deve ser definido e caraterizado de acordo com as características de cada contexto específico.
Ah, como faltam os fundamentos de mercado, aqueles que pelo crivo democrático do mercado são determinantes da oferta e da demanda e o estabelecimento real do sistema de preços. No livre mercado os sujeitos deveriam ser livres para escolherem, ou seja, o indivíduo deve ser livre para decidir o que fazer com sua própria vida.
Esses socialistas de IPhone, não se dão conta que a igualdade que desejam é aquela estabelecida a força pelo poder coercitivo do Estado, unicamente pela padronização de todos na pobreza.
A ajuda aos outros, se desejada, faz parte de uma escolha individual e voluntária!
O falacioso discurso vermelho quer impor aos outros o “auxílio forçado” para àqueles que se encontram numa situação reconhecida como “privilegiada”.
Esses professores do “copia e cola” desconhecem os exemplos de pessoas e grupos sociais que nasceram e ascenderam social e economicamente, ou através de esforço e mérito pessoal, ou de grupos sociais que migraram de estados socialistas e, assim, puderam colocar suas mentes empreendedoras livres em ação.
Na verdade, é justamente o aparato estatal que rouba a liberdade, as oportunidades e as possibilidades de mobilidade social proporcionadas pelos livres mercados.
Por favor! O ser humano responde, para o bem ou para o mal, aos incentivos.
Meritocracia, não a quimérica meritoriedade, é a recompensa natural daqueles homens e mulheres e grupos que acreditam no seu potencial, investem em si mesmos e em projetos, e agem para descobrir e materializar novas soluções criadoras de valor genuíno para suas empresas e seus contextos sociais.
Intenções benevolentes, mesmo que pretensamente positivas, mas sem fundamentação lógica, efetivamente confundem e atrapalham!
Nada mais saudável e moral do que a recompensa pelo progresso econômico e social, ou não?
PERDA DA LIBERDADE
Nesta manhã (12//02), ao ler a Gazeta do Povo, fiquei sabendo que a Medida Provisória da -LIBERDADE ESTUDANTIL-, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro em 9 DE SETEMBRO DE 2019, a qual garantia a GRATUIDADE na obtenção -SEM CUSTOS- da CARTEIRA DE IDENTIFICAÇÃO ESTUDANTIL DIGITAL, infelizmente vai CADUCAR neste domingo, 16 de fevereiro.
PASSIVIDADE
O que mais me espanta é a total PASSIVIDADE dos estudantes deste nosso imenso e empobrecido Brasil. Mais: até agora não se tem conhecimento de nenhum PROTESTO quanto ao brutal descaso do Congresso Nacional, que em momento algum manifestou qualquer interesse pelo assunto e tampouco foi pressionado pelos até então beneficiados com a gratuidade imposta pela MP.
FIM DO MONOPÓLIO DA UNE
Só para refrescar a memória, em nenhum momento a Câmara e o Senado se mobilizaram para instalar a comissão especial para analisar o conteúdo da MP. Por ocasião da sua publicação o ministro Abraham Weintraub declarou que a GRATUIDADE DA CARTEIRINHA tinha como propósito a DEFESA DA LIBERDADE dos estudantes. E completou dizendo: - Estamos aumentando a liberdade com mais opções, mais concorrência, mais liberdade e o fim do monopólio da UNE.
MASSA DE MANOBRA
Mais do que sabido, a maioria dos estudantes são comumente usados, tanto pela UNE- União Nacional dos Estudantes quanto pela UBES -União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, como MASSA DE MANOBRA para defender os lamentáveis IDEAIS SOCIALISTAS/COMUNISTAS promovidos por estas entidades. Exemplo: os protestos para impedir o aumento do valor das tarifas de transporte coletivo.
Pois, quando o governo trata de emitir uma MP com o propósito de conceder a GRATUIDADE das Carteiras Estudantis, que dá por encerrada a nojenta cobrança das mesmas pela UNE e/ou pela UBES, aí nada acontece. Pode?
LAMENTÁVEL
Na reportagem, o jornalista Roger Pereira informa que a MP DA LIBERDADE ESTUDANTIL previa validade “enquanto o aluno permanecer matriculado” na instituição de ensino. Assim, as quase 300 mil carteirinhas digitais emitidas até domingo seguirão valendo em todo o território nacional. A partir desta 2ª feira, 17, as carteiras nacionais de identificação de estudante voltarão a ser emitidas apenas pelas entidades representantes das classes, que VOLTARÃO A COBRAR R$ 35,00 (ou mais) por ano. Que tal?
SÉTIMA ARTE
No final do século 19, as SEIS ARTES (música, dança, pintura, escultura, arquitetura e poesia) que tinham o belo como preocupação ganharam a companhia do CINEMA, inventado pelos irmãos Auguste e Louis Lumière. O sucesso foi de tal ordem que no início do século 20 o intelectual italiano, Ricciotto Canudo, ao escrever o -MANIFESTO DAS SETE ARTES-, elegeu o CINEMA como -SÉTIMA ARTE- destacando a sua capacidade em reunir todas as outras.
FASCÍNIO
Considerando o fascínio pelo CINEMA, que só aumentou em praticamente todo o mundo, a cada cerimônia de entrega do OSCAR muita gente fica ligada para acompanhar as escolhas feitas pela-Academy Awards-, nas categorias: - Melhor Filme, Diretor, Ator principal, Atriz principal, Ator coadjuvante, Atriz coadjuvante, Filme internacional, Roteiro original, Roteiro adaptado, Curta-metragem, Longa-metragem de animação, Curta-metragem de animação, Edição de som, Mixagem de som, Canção original, Trilha sonora, Efeitos visuais, Fotografia, Montagem, Direção de arte, Figurino, Maquiagem e penteados, Documentário de longa-metragem, Documentário de curta-metragem e Música original.
PARASITA
Pois, nesta edição -OSCAR 2020-, o público apaixonado pelo cinema foi sacudido por uma grande surpresa: enquanto todos esperavam que a escolha de melhor filme (longa-metragem) seria decidida entre os badalados - O IRLANDÊS, de Martin Scorsese; ERA UMA VEZ...EM HOLLYWOOD, de Quentin Tarantino; 1917, de Sam Mendes; CORINGA, de Todd Phillips, eis que o ganhador da estatueta foi o -PARASITA-, filme sul-coreano de thriller, drama e comédia, dirigido por Bong Joon-ho, vencedor do Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes.
MÁ ÍNDOLE
Pois, neste clima de grande expectativa, uma parte do povo brasileiro, notadamente formada por pessoas detentoras de MÁ ÍNDOLE (ou DEFORMAÇÃO DE CARÁTER), que impede o desenvolvimento do raciocínio lógico, torcia como nunca para que o FALSO DOCUMENTÁRIO -Democracia em Vertigem-, dirigido pela petista PETRA(LHA) COSTA, viesse a ser agraciado com o -OSCAR de DOCUMENTÁRIO DE LONGA-METRAGEM-.
UMA FÁBRICA AMERICANA
Pois, mesmo que a Academy Award não revele o que levou a obra -UMA FÁBRICA AMERICANA- a ser escolhida como melhor DOCUMENTÁRIO, uma coisa me parece certo: o termo -DOCUMENTÁRIO- só cabe àquilo que tem compromisso com a VERDADE.
PARA NÃO EMPORCALHAR O OSCAR
O que eu presumo é que os julgadores, para não emporcalhar o OSCAR, resolveram que OBRAS DE FICÇÃO não podem ser consideradas como -DOCUMENTÁRIOS-. Esta possibilidade, aliás, é algo que só existe na cabeça de ESQUERDISTAS DA GEMA, que têm por hábito tentar transformar as MENTIRAS em VERDADES. Como se viu, felizmente, ainda não foi desta vez que a LÓGICA DOS COMUNISTAS PETISTAS conseguiu emplacar.
O PT, quem diria, está fraco, envelhecido, debilitado aos 40 anos. Para um partido que desejou reinar para sempre, que se denominou o maior da esquerda latino-americana, que se pretendeu hegemônico, tal desgaste está deixando seus dirigentes e seu dono, Lula da Silva, atônitos, desesperados para regatar o poder que lhes proporcionou tantos privilégios, um reinado de 8 anos do chefe e mais quatro e meio de Dilma Rousseff.
O PT institucionalizou a corrupção sem nenhum pudor, simulou ser o salvador dos pobres, mas muitos de seus membros, incluindo, Lula da Silva, enriqueceram no poder enquanto a desigualdade social permanecia. Não houve competência para fazer as reformas necessárias e os alardes de maravilhas executadas não passaram de engodos.
Quanto aos valores que norteiam as percepções morais da sociedade foram pisoteados através do vale-tudo dos comportamentos. A Educação caiu ao seu pior nível, pois não interessava o aprendizado, mas a doutrinação petista capaz de gerar profissionais que até hoje acreditam que Lula é um coitado inocente e que o fazer do partido, que é um misto de seita e máfia, é excelso e puro. O PT não erra, mas sim os outros, porque o PT tudo pode, inclusive, estaria acima da Lei.
Mas nada dura para sempre. O abuso chegou ao ponto que não foi mais tolerado. Quando o governo de Dilma Rousseff, especialmente no segundo mandato, aos seguir as ordens de seu criador político mergulhou o País em sua pior recessão aconteceu o inusitado, o nunca havido: multidões foram às ruas gritar: Fora Lula. Fora Dilma, Fora PT.
Naturalmente, petistas, acostumado a transformar retoricamente suas derrotas em pseudovitórias, preferiram chamar de golpe as manifestações populares que desembocaram no Congresso cujos membros se nutrem da opinião pública. O impeachment, ironicamente sempre tentado para outros, atingiu o coração do partido, que a dali em diante começou a descer a ladeira da decadência política. Especialmente, Lula foi atingido e não conseguiu demover deputados e senadores manter sua comandada.
Seguiu-se a perda de mais de 60% das prefeituras. Um baque e tanto, político e financeiro. Outros fatos se seguiram indicando sinais de decrepitude, mas um deles provocou um abalo sísmico, profundas rachaduras na carapaça petista: a prisão do líder, baseada não só em delações, mas em documentação farta e provas concretas sobre crimes cometidos.
Novamente o PT inventou uma risível e estapafúrdia explicação: Lula é preso político, enquanto este se apresentava como a criatura mais inocente do planeta. O culpado não era Lula, mas o então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça e da Segurança Pública, um magistrado de rara coragem e competência, uma exceção brasileira capaz de nos fazer orgulhar do Brasil.
E veio a eleição presidencial. Uma nesga de esperança despertou nas hostes petistas. Mas Haddad, denominado jocosamente de poste, perdeu para Jair Bolsonaro, o qual para os institutos de pesquisa estava destinado inexoravelmente à derrota.
Agora o PT, decrépito e atordoado, tenta recuperar o tempo perdido, mas sua única inovação é a seguinte: ao invés de tentar inutilmente uma frente das ditas esquerdas, quer ir além da pose em que figuraram Lula, Haddad e Paulo Maluf, as louvações a Sarney e a proximidade com outros políticos antes execrados. Agora vale parcerias não só com os partidos nanicos que se dizem de esquerda, mas a associação com o antes "horripilante" Centrão formado pelo PL, PP, DEM, PRB e Solidariedade. Tem mais, candidatos petistas a prefeito poderão receber apoio, além do Centrão que engloba o DEM, do PSDB. Portanto, acabou aquela coisa de partido golpista e se instalou a mixórdia total.
Quando afirmei em artigos anteriores que os partidos brasileiros não passam de clubes de interesse, trampolins para se alçar ao poder, sem ideologia ou programas não vejo exceções. O PT é um partido igual aos outros, só que pior, porque sempre se escondeu atrás de uma inverídica ética. Aliás, em seus congressos o PT nunca conseguiu definir seu socialismo, seja o comunismo ou a socialdemocracia. Entretanto, lançou a moda de chamar os que considera seus inimigos de fascistas. Mais um sinal de ignorância porque petistas não têm a mínima noção do que é fascismo, mesmo porque nunca souberam se definir ideologicamente. Agora, seguem desgastados, decrépitos aos 40 anos, em busca do poder pelo poder que como sempre foi SEU obetivo.
* Maria Lucia é socióloga.
Entenda de uma vez por todas o que a esquerda está fazendo para impedir o sucesso do PR Bolsonaro!
Você ainda se lembra dos Pilares de Gramsci? Vou recordar para você:
1 - Cultura
2 - Educação
3 – Comunicação
Esses são os pilares em que a Esquerda se apoia para manter sua hegemonia e vencer a Guerra Sociopolítica em andamento.
A Esquerda não se perpetua no poder com avanços de infraestrutura ou prosperidade econômica. Na verdade, esses dois itens sequer fazem parte de sua agenda - basta ver o desempenho destes critérios em países socialistas: eles são lastimáveis!
Não, a conquista da hegemonia esquerdista não tem a ver com estradas, ferrovias, portos, aeroportos, leis justas, gestão eficiente, investimentos em capital ou geração de empregos.
A conquista da hegemonia esquerdista tem a ver com CULTURA, EDUCAÇÃO e COMUNICAÇÃO - foi isso que Gramsci ensinou e foi isso que eles aplicaram ao longo de décadas, com grande eficiência.
Você não precisa de uma corda forte ou uma cerca sólida para prender um cavalo quando o cavalo tem uma mente fraca. Enfraqueça a mente do bicho e qualquer barbante de padaria o segura no lugar.
Então, como a esquerda tem agido desde a eleição de JB?
Atacando sistematicamente CULTURA, EDUCAÇÃO e COMUNICAÇÃO.
Observe que nenhuma outra área do governo tem sido tão visada quanto estas.
Vocé não vê uma profusão torrencial de ForaGuedes, ou ForaMoro ou ForaTarcisio, ou ForaRicardoSalles por aí, vê?
Mas a CULTURA tem sido apedrejada sem piedade.
Dia sim, dia também, a EDUCAÇÃO é alvejada com morteiros pedindo a saída de Weintraub.
E a COMUNICAÇÃO tem sido golpeada nos flancos: primeiro Carlos Bolsonaro, então Wajngarten, e então Galeazzo.
Para mim, o simples fato de Galeazzo estar sendo mordido pela Esquerda com falácias ad hominem antes de ter feito qualquer coisa já o credencia o suficiente para o cargo na Secom.
Fique atento aos ataques coordenados que nada têm de aleatório. sejam extremamente criteriosos com as narrativas que brotam na mídia (qualquer mídia!) orbitando essas áreas: CULTURA, EDUCAÇÃO e COMUNICAÇÃO.
É aí que está o ovo da serpente que a esquerda se desdobra para proteger. Se você é um DIREITISTA, é seu dever defender esses fronts com sangue e suor - ou verta lágrimas mais tarde, chorando pelas consequências da sua própria incompetência em enxergar o óbvio.
*Da página do autor no Facebook
Identidades sociais de pessoas são construídas em um processo de rejeição de diferenças e de reconhecimento de semelhanças entre os indivíduos. A construção de identidade não é um fenômeno estático, mas dinâmico, fruto da incessante interação entre determinada comunidade e seu espaço relacional.
Também construímos e sinalizamos nossa identidade - e de grupos -, por meio das escolhas de produtos e marcas, que se dão com base na congruência entre as associações dos usuários de marcas e as associações com a autoimagem dos indivíduos (ESCALAS; BETTMAN, 2003).
Com relação a produtos e marcas, nossa identidade é fluída e multifacetada, uma vez que como afirmou o psicanalista Jung (2008), performamos como atores teatrais vestindo diferentes máscaras (marcas) para interpretar diferentes papéis sociais.
Nossas preferências políticas, similarmente, são sinalizadores de nossa identidade, de quem somos ou quem queremos ser. Expressam aquilo que acreditamos e aquilo que não gostamos e até mesmo odiamos.
Referente nossa identidade política, parece-me muito mais complexo e difícil mudá-la situacionalmente! Essa identidade é moldada por fatores distintos da razão, oriundos de origens familiares, de traços de personalidade, de laços de amizade e de pertencimento a determinados grupos sociais, que se formam no início da idade adulta e raramente mudam. Faz parte do estilo de vida do sujeito e manifesta uma visão de mundo própria, ou das configurações que estabelecemos para viver e, em grande parte dos casos, até morrer.
Vivemos num Brasil em que muito tem se falado sobre polarização política. Por si só, polarização não seria tão negativa como querem fazer crer, entretanto, certamente uma extrema radicalização ideológica é sempre ruim e perigosa.
A dicotômica visão e divisão de mundo entre direita e esquerda aparenta-me esclerosada. Vejo com mais realidade no mundo real uma linha divisória entre aqueles que desejam um Estado grande e intervencionista versus aqueles que apoiam um Estado "necessário" e o livre mercado.
No contexto nacional, não vislumbro qualquer possibilidade de que tal "polarização" quanto ao papel e tamanho do Estado esteja muito longe de terminar.
Vejamos a dita velha esquerda marxista, apoiada no antigo conflito (e retrógrado) da luta de classes, focada na transformação para uma sociedade economicamente igualitária (na pobreza), visando a derrubada da economia de mercado, isto é, do capitalismo. Nem o fracasso sangrento da União Soviética foi capaz de acabar com o sonho utópico do cientificismo marxista, embora inexista o cientificismo.
A nova face vermelha, consciente da irrealidade econômica verificada pelas experiências no mundo real, transmutou-se para a defesa intransigente das supostas liberdades, dos direitos individuais e de grupos identitários: negros, LGBT´s, mulheres/feministas, indígenas... Aludem a liberdade, no entanto, esses puritanos e raivosos que acusam os outros de serem conservadores reacionários, são de fato, aqueles que mais discriminam, querendo impor a todos somente suas verdades. Seguramente, também existem alguns dos chamados ultrarradicais a direita, tão nefastos quanto os apologistas do bondoso "tudo é permitido".
Outra das vertentes encarnadas, passou a enfatizar o estabelecimento e a expansão do "Estado do bem-estar social" robusto, redistribuindo a riqueza gerada por aqueles que produzem para aqueles que não produzem - coercitivamente.
A polarização política, na verdade, tende a intensificar-se. É muito difícil, complexo e penoso para um indivíduo, perder aquilo que o ser humano social mais almeja: afiliação e reconhecimento.
Conversão política até é possível, mas improvável pelo lado esquerdo. Exigiria romper com uma fé dogmática religiosa, que nada tem a ver com a lógica dos fatos e da razão. A apostasia significaria o desligamento emocional de uma utopia que é a "raison d'être" dessa turma e, talvez, o convívio com mais ônus, avaliados como sendo maiores do que os eventuais bônus da verdade; além da traição aos camaradas, a reputação de "se vender ao capitalismo" e da perda do intelecto e da moral "superior".
Alguns marxistas e esquerdistas de seus tempos juvenis, romperam dolorosamente com a quimera socialista. Qual terá sido o Eureka? Amadurecimento na fase adulta, lógica da dura realidade da vida real, o despertar do sonho frente a realidade da impossibilidade econômica, e/ou o rompimento frente ao desprezo pela vida em razão de uma "causa" que justifica mortes, crimes, pobreza e miséria? Ou será que realizaram a intrínseca tirania própria do sistema rubro?
A fé dogmática é uma doença incurável. Basta a constatação da guerreira "resistência vermelha", intolerante às leis estabelecidas e ao processo democrático de alternância das forças políticas no poder. Incapaz e inepta de reconhecer e creditar os inegáveis avanços - depois do abismo em que eles próprios colocaram o país - no campo econômico.
Que exemplo mais emblemático de doença, de cegueira consciente e de hipocrisia do que a ficção "Democracia em Vertigem", da militante petista-cineasta Petra Costa, com sua peça panfletária repleta de invenções mentirosas e lunáticas, repetindo uma mentira mil vezes para que essa se torne uma "verdade"?!
A polarização não terá fim com essa resistência irracional e fanática que não cansa de tentar resgatar uma narrativa fraudulenta de "golpe" contra os criminosos petistas que assaltaram os cofres públicos nacionais e levaram o país ao caos econômico.
Esses sectários do totalitarismo disfarçado de bom-mocismo puritano, que vivem e se reproduzem em seus grupelhos, nunca encontraram a verdade, aquela própria da razão.
A resistência religiosa vermelha no Brasil, sempre conduzirá ao caminho da polarização radical. Podem continuar ludibriando jovens idealistas e inexperientes, sectários dogmáticos e outros incautos, mas não àqueles que baseiam suas posições e suas ações em evidências robustas e em pensamentos racionais.
O genuíno embate está entre mais Estado ou mais liberdade individual e econômica! Entre as migalhas de um Estado ineficiente e corrupto ou deixar com que as pessoas façam por si mesmas e decidam sobre seus caminhos e planos de vida. O Estado que cuide da ordem e do exercício de verdadeira justiça e segurança individual e contratual.
Apedeutas em economia, bondosos da ficção, não querem compreender o básico: não existe liberdade com a vangloriada mas impossível igualdade! Nem mesmo essa é alcançada e consegue viger na pobreza criada pelo socialismo, já que a cúpula totalitária sempre viveu abastada e ainda vive como aqueles magnatas "capitalistas", que esses agora querem taxar, demonstrando todo o ódio, o rancor e a inveja própria dessa "gente".
Não, não precisamos nos comportar de modo semelhante a militante petista Petra Costa, adoradora incondicional de tiranos sanguinários e corruptos! Não, o país não quer mais um Estado ditando e dizendo o que devemos ou não fazer, restringindo nossa liberdade e distribuindo nosso dinheiro coercitivamente!
Não há como não combater tal polo rubro, mentiroso, criativo e hilário ilusionista. Esse bando quer, de fato, mais Estado e a implantação de uma sociedade coletivista. Para tanto, utilizam-se da arma do politicamente correto, a fim de inventar e inverter significados de palavras com o objetivo de continuarem pregando mentiras e ataques "ad hominem".
Contra esse polo de identidade política rígida e fanática, avesso a racionalidade e a realidade, não há qualquer possibilidade de se cruzar os braços!
Pois como diz um provérbio judeu: "com uma mentira geralmente se vai muito longe, mas sem esperanças de voltar"...