A Lava-Jato perdeu a chance de se tornar a principal instituição feminista do país prendendo Dilma Rousseff no Dia Internacional da Mulher. A delação da Odebrecht está confirmando o óbvio — que ela sabia de tudo ("tudo", no caso, significando o maior assalto aos cofres públicos da história). Mas Dilma continua à solta, e isso nem é o mais grave. A mesma delação está servindo ao papo de que a corrupção iguala todo mundo. O Brasil está louco para ser depenado de novo — e ele é bom nisso.
"A delação da Odebrecht mostra que os que derrubaram a Dilma praticaram a mesma corrupção que ela", decretou no rádio um desses companheiros fantasiados de comentaristas. Claro que não gastaremos uma linha explicando a esses militantes que quem derrubou a Dilma foi a Dilma, o PT e esse amor atávico deles pelo dinheiro dos outros. Eles sabem — com profundo conhecimento de causa.
Aí vem outro dizer que, à luz das revelações redentoras da Odebrecht, o caixa dois do Lula é igual ao do Fernando Henrique. É a preparação perfeita do "fora todo mundo", relativizando as obras completas do PT. Se já apareceu até gente tentando relativizar o holocausto, por que não relativizar o petrolão?
Também não vale gastar meia linha para explicar que Lula e Dilma, os presidentes da Lava-Jato, botaram o Estado brasileiro em cima do balcão, amordaçado. Há uma dinastia de tesoureiros petistas presos por esse detalhe. A maior empresa do país foi à lona por esse detalhe. Um pedaço do PIB foi gentilmente conduzido pelo bando governante ao seu sistema particular de arrecadação. Ninguém jamais havia sequer tentado algo parecido, porque o Brasil jamais havia sido governado pelo filho do Brasil — o herdeiro natural de tudo. Com lenda não se mexe.
O "fora todo mundo" quer que você ache que todos são iguais perante a planilha da Odebrecht. Estão loucos para ressuscitar a sentença mensaleira do herdeiro solitário: caixa dois todo mundo faz.
A história do assalto sem precedentes do PT precisa ser retocada porque a narrativa coitada não pode morrer. É que nem tráfico de drogas: virou indústria, meio de vida para muita gente. O sistema simplesmente não deixa acabar. Imagine se a plateia descobre, de repente, que a Gleisi Hoffmann propôs greve de sexo no Dia da Mulher apenas porque ela ganha a vida assim (não com o sexo, com a greve).
Seria duro demais para o país admitir, enfim, que todos esses revolucionários progressistas são só gigolôs da bondade — conforme a Lava-Jato, que indiciou Gleisi Hoffmann, já esfregou na cara dos brasileiros. Assim como a maconha e a cocaína, a hegemonia politicamente correta dá dinheiro — e dá onda. No auge da alucinação, produziu Dilma Rousseff. O Brasil fumou (e tragou) esse protetorado melancólico de Lula como símbolo de afirmação feminista e maternal. Essa era da boa.
E segue o baile. No Dia Internacional da Mulher, quem fala é Gleisi Hoffmann e a patrulha nostálgica dos anos Dilma — que levou ao poder Erenice, Idely, Iriny, Rosemary, Rosário, Jandira e grande elenco empoderado. Após o golpe do homem branco, velho, fascista e do lar, sabem qual é o perfil do poder feminino no país? Maria Silvia Bastos Marques. Sabem o que ela faz? Preside o BNDES, um dos maiores bancos públicos do mundo. Sabem o que ela está fazendo lá? Salvando o banco (e o seu dinheiro) do desastre perpetrado pelo governo bandido das companheiras empoderadas.
Cada nação tem o símbolo feminino que merece. Maria Silvia não surgiu à sombra de máquina partidária nenhuma, não ganhou notoriedade com proselitismo vagabundo nem batendo boca com político machista para se vitimizar. É independente, poderosa por suas virtudes, bela, elegante e ética. Claro que não fez o menor sucesso no Dia da Mulher.
Ao contrário: o que se viu foram notinhas plantadas na imprensa sobre empresários reclamando do BNDES — ou seja, tentando fritar Maria Silvia. São aqueles que mamaram nos 13 anos da DisneyLula, período em que o banco foi para as páginas policiais suspeito de operações obscuras no Brasil e no exterior. Lula é réu por tráfico de influência internacional envolvendo a Odebrecht e o BNDES. Imaginou a pressão sobre Maria Silvia? Pois é. Agora volte ao noticiário sobre a greve de sexo da Gleisi Hoffmann e disparates do gênero, porque é isso o que o Brasil tem para te oferecer na semana da mulher.
Um simpático deputado do PSOL foi ao jantar dos 50 anos de carreira de Ricardo Noblat. A patrulha flagrou-o conversando sobre vida real com Temer e Aécio. O pobre homem teve de se ajoelhar perante seus fiéis, jurando que continuava puro — e já arrependido. Quase ao mesmo tempo, o Ministério Público denunciava o PSOL pela criação de um núcleo partidário dentro do Colégio Pedro II. É a pureza de resultados.
Dizem que a MPB está entre Lula e Ciro Gomes para 2018. Viu como a lenda coitada tem sete vidas? Então preste atenção, porque caixa dois de reputação a Lava-Jato não pega.
* Guilherme Fiuza é jornalista
Se o genial Willian Shakespeare fosse nosso contemporâneo, Hamlet, seu mais famoso personagem teria sido abortado pelo relativismo. Só restaria ao bardo de Stratford-upon-Avon, na mais doce das hipótese, escrever novelas da Globo ou pontificar numa produção de Hollywood.
Graças ao proletariado intelectual acadêmico pós-moderno essa angústia existencial que Shakespeare projetou em seu personagem, comum ao ser humano, passou a pertencer ao "atraso". Para seus luminares, nada pode ser tudo e tudo pode não ser nada. Por isso é importante duvidar de tudo. E do nada. O importante é ser racional.
Essa fantástica ideologia inspirou um poeta católico italiano: Os racionalistam ensinam que é preciso duvidar de tudo: então eu comecei por duvidar da razão.
Como eu não pertenço ao privilegiado círculo de nossos intelectuais proletários, pois não passo de um vivente que nem sei de onde vim nem como será meu fim, aos poucos, mas peregrinamente, deliberei apagar os bruxuleios da razão que me iluminavam e busquei a altíssima primazia da inspiração que nos invade o mistério que sempre nos escandaliza. E por isso mesmo só pode ser revelado, jamais racionalizado.
Mas sempre se pode especular. E se deve, porque é próprio do ser humano. E inseparável da sua liberdade. O que eu peço é um ponto de apoio. Que não seja para saber quem eu sou - de mim mesmo e de minhas circunstâncias - mas pelo menos para saber o que eu não sou - nem devo ser.
No entanto, o relativismo progressista dos proletários intelectuais - que é mais presunçoso do que tampa de privada; crente que está abafando - não se compadece de minhas angústias. Tertium non datur. Ou acredito no relativismo ou dele sou seu inimigo. Um ser desprezível, deplorável.
Pois aqui vai meu humilde veredito: O que sou não sei; mas sei o que não sou. Eu não sou idiota - meu umbigo não circunscreve meu mundo; sei que a raça humana é uma só, com diversas maquiagens biológicas - e que só a raça humana é assim; sei que o sexo não é uma aberração da natureza, mas uma bênção que preserva a procriação de todas as espécies; e que o ser humano é de todos os seres viventes o mais frágil ao nascer - e que os primeiros cuidados que recebe de sua família não são para ensiná-lo a caçar ou se proteger de seus predatores, mas para amar e respeitar seus pais.
Tudo isso, e muito mais, é comum a todo ser humano em todos os tempos e nos mais longínquos quadrantes de nosso satélite solar. A diversidade de cultos e crenças em nada infirma a consciência universal de nossa transcendência. Antes a confima nas mais variadas cultura de nossas latitudes.
Mas os revolucionários querem recriar o mundo. Destronar Deus para criar um novo mundo e um novo homem. Revogar, por decreto, nossa expulsão do paraíso. E substituir Deus pelo Estado. Onde os serafins, querubins e arcanjos serão sumariamente demitidos - e exemplarmente executados - como opressores da humanidade. Para que seus líderes sejam louvados incondicionalmente.
É louco demais? Claro que é. Mas não mais do que consta dos escritos de Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Lenin, Adolf Hitler, Antònio Gramsci, Saul Alinski, Herbert Marcuse e outros próceres do socialismo. E dos iluministas franceses que os antecederam: Voltaire e Diderot.
A fralda da cegonha não vem com um manual de instrução. Mas sei o quanto de verdade verbalizou o jagunço Riobaldo de Grande Sertão: Veredas: "Juventude, doutor, é para a gente se arrepender mais tarde".
Aos trancos e barancos eu aprendi: Escolhas são políticas. Um vasto território pantanoso.
Mas eu não me engano. Deus inscreveu em cada ser humano o consciência ética. Se não sei o que sou, sei o que não sou. - Not to be.
Como se sabe, a chapa presidencial eleita em 2014 é alvo de severos questionamentos e pode ser cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Há uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral e uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo, ambas intentadas pelo Partido da Social Democracia Brasileira em desfavor de Dilma Rousseff e Michel Temer. Na prática, ambas são demandas civis eleitorais. Não investigam condutas penais. Para a primeira ação, estão previstas duas penalidades: perda de mandato e inelegibilidade. Para a segunda, somente a perda do mandato, conforme jurisprudência consagrada pelo mesmo TSE.
A princípio, o fato de Dilma ter sido afastada e Temer se tornado presidente não impede os julgamentos. No entanto, algum ministro pode questionar se é possível julgar uma chapa que não existe mais em função de excepcional circunstância (impeachment). Outra questão relevante diz respeito à individualização das responsabilidades quanto ao financiamento de campanha. O TSE sempre entendeu que a chapa é una e indivisível. Pode, porém, rever o tema e avaliar as condutas individualmente, além de mensurar os percentuais carreados por cada um no total arrecadado. Também pode uma das ações ser julgada e absolver e a outra condenar. Podem ambas condenar ou absolver Dilma e Temer ou apenas um deles. Afinal, as mesmas são independentes.
Para o caso de cassação, o tribunal determinará o afastamento de Michel Temer e a posse do presidente da Câmara dos Deputados para que convoque uma eleição suplementar ou então manterá o presidente até que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie sobre eventuais recursos.
Se houver novo pleito presidencial, este será indireto e realizado pelo Congresso Nacional. Há, contudo, um perigoso detalhe: o país não dispõe de uma lei que o discipline. O parlamento jamais debateu e muito menos votou os projetos que regulamentam a matéria. Isso quer dizer que não se sabe, por exemplo, quem pode ou não ser candidato. Apenas congressistas? Ex-presidentes? Qualquer pessoa? Esta negligência legislativa viabiliza o risco de casuísmos. É mais um limbo jurídico no país de Macunaíma. Alea jacta est.
* Advogado e professor de Direito Eleitoral
Caetano Veloso só é tido como intelectual num país como o Brasil. O mesmo vale para Chico Buarque. Ambos, aliás, disputam para ver quem é mais estúpido quando o assunto é política. Alguns acham que Caetano é mais esclarecido e moderado, pois, vejam só!, já teceu até críticas ao PT, enquanto Chico continua firmemente casado com Lula e a ditadura cubana. Caetano, nesse sentido, seria mais "limpinho", mais "moderado", quase um tucano.
Mas não tem jeito: esses nossos músicos que se acham os intelectuais têm forte vocação para a defesa do atraso. Quando um deles consegue "romper" com o PT, é só para colocar algo muito parecido em seu lugar. Se não dá mais para defender Lula, então vamos de Ciro Gomes, aquele típico caudilho nordestino que já passou por tudo que é partido, mostrou-se completamente destemperado, é truculento e tosco (fazendo Bolsonaro parecer um legítimogentleman britânico) e acha que não dá para cortar nem um bilhão de gasto público, nesse estado hipertrofiado que temos. É esse o sujeito que Caetano, após "refletir", resolveu apoiar para 2018. É o que revela o Blog do Moreno:
Antes de embarcar ontem à noite para Montevidéu, no Uruguai, onde começa hoje uma série de shows pela América do Sul, Caetano Veloso disse ao Blog do Moreno que acredita que Ciro Gomes é a melhor das opções colocadas para a sucessão de Michel Temer. Reconheceu que, ao assumir a candidatura de Ciro, está na contramão de vários amigos intelectuais e artistas, como Chico Buarque, que acabam de subscrever um manifesto em defesa da candidatura do ex-presidente Lula, sob o título "Lula já!".
— É bom que as posições sejam definidas, pois isso só estimula, agita, o debate.
Ao blog, Caetano ressaltou que a sua posição em defesa da candidatura de Ciro Gomes já havia sido manifestada em artigo que escreveu para a revista eletrônica "Fevereiro", da qual é colaborador.
Ele já previa, nesse artigo, o surgimento do movimento pró-Lula, tanto que, a certa altura do texto escreveu:
— A volta de Lula? O pensamento sobre 2018 trouxe a hipótese. Lula é um líder de grandeza incomparável, talvez só Getúlio. Seu discurso em resposta à estranha decisão do juiz Moro de expedir uma condução coercitiva para levá-lo a depor sem que ele tivesse se negado a fazê-lo mostrou um político potente. Pouco depois, ele já aparecia como um ex-líder. Entristece, mas a fórmula de liderança populista é algo que me sugere retrocesso a velhos males latinoamericanos.
Sobre a candidatura de Ciro, Caetano lembrou:
— Votei em Ciro Gomes na eleição de 1998: eu não era a favor da reeleição. Agora, sabendo-o possível candidato, penso em voltar a fazê-lo. O discurso de Mangabeira em sua volta ao PDT, que vi na internet, me convenceu.
Ou seja, basta repetir umas baboseiras sensacionalistas de esquerda para convencer Caetano, o "grande intelectual" brasileiro. Se essa gente não tem mais Lula para defender, descola uma Marina Silva, um Marcelo Freixo ou um Ciro Gomes. O importante é sempre flertar com o atraso, com o socialismo, com a defesa de um estado inchado e intervencionista. A extrema-esquerda que finge ser moderada e que disputa sempre entre seis ou meia-dúzia, desde que a direção não mude e continue apontando para Cuba e Venezuela.
Essa gente cansa. O Brasil cansa. A esquerda enoja. E o fato de essa turma ser considerada "intelectual" em nosso país diz tudo sobre o apagão cerebral em que vivemos. Caetano e Chico: quem leva o troféu de maior estupidez?
Protestos pululam mundo a fora a favor da igualdade entre homens e mulheres. Em dignidade, obviamente, homens e mulheres são iguais e não há nada de extraordinário em tão ordinária constatação.
Existe algum tipo de ‘’desigualdade’’ em reparar que as mulheres são muito superiores aos homens na prática de tarefas múltiplas realizadas simultaneamente? Uma mulher é capaz de resolver problemas do trabalho, tirar a temperatura do filho que parece estar febril, aconselhar a amiga que está com problemas conjugais e ainda assistir algo na televisão!
Os homens, por sua vez, são fisicamente mais fortes que as mulheres, mais aptos a trabalhos braçais e que demandam força bruta para serem exercidos. O que há de tão escandaloso em constatar tal realidade?
Frequentemente escuto jovens perpetuarem a falácia de que antigamente o casamento era uma imposição social, que subjugava a liberdade feminina de poder ser e fazer o que ela bem entendesse. Alguém sabe informar por que os casamentos de antigamente produziram casais que permaneceram fiéis até que a morte os separasse e hoje em dia mais de cinquenta por cento dos casamentos terminam nos primeiros doze anos?
É inconcusso que a ideia principal que se perdeu foi a da busca do verdadeiro amor. A tal liberdade apregoada, tanto para homens quanto para mulheres, gerou apenas a proliferação de doenças venéreas e uma geração que aparentemente só se dará conta tardiamente que a cumplicidade, o companheirismo, o romantismo, o respeito mútuo entre homens e mulheres são ideais corretos que se perderam nessa onda de desatinos modernos propalados por novelas, revistas, filmes, e todos outros meios possíveis que visam minar a relação sadia entre os sexos e, no fim das contas, o cerne da sociedade que é a família.
Uma fervorosa feminista em entrevista recente a um canal de televisão afirmou que ‘’ qualquer mulher pode usar a roupa que quiser no local que bem entender’’. Pode uma insanidade destas visar algum benefício para as mulheres? Algum homem mesmo que portando um revolver calibre trinta e oito atravessaria um parque de uma grande cidade brasileira às cinco horas da manhã, simplesmente por que tem o direito de fazê-lo? A que ponto chega a cegueira humana perante o mundo perigoso que existe aí fora?
O dia da mulher é hoje, amanhã, e todos os outros dias do ano. O dia do homem é hoje, amanhã, e todos os outros dias do ano. Se a ideia de que homens e mulheres são ferrenhos competidores e inimigos não for relegada ao esquecimento em prol de uma cultura da busca do companheirismo e do entendimento, o futuro que se apresenta nos revelará sequelas irremediáveis ao sentimento máximo que pode ser almejado por qualquer ser humano: o amor!
* Músico e poeta.
Em vários editoriais afirmei, com provas incontestáveis, que enquanto alguns poucos se esforçam para tentar vencer todos os tipos de crises, muitos colocam todas as suas forças para:
1- aumentar o tamanho das existentes; e,
2- criar novas, com componentes ainda mais resistentes.
MAIS CRISE
Mais do que sabido e reconhecido por todos os brasileiros, sem exceção, o nosso empobrecido país está enfrentando a maior crise econômica da sua história. Isto é FATO. INEGÁVEL, portanto. Pois, por incrível que possa parecer, muita gente está indo às ruas, como aconteceu ontem, DIA DA MULHER, para pedir MAIS CRISE. Pode?
DECEPCIONADO
Aliás, falando em DIA DA MULHER confesso que fiquei bastante decepcionado ao perceber que as mulheres dotadas de mais inteligência e/ou discernimento, que poderiam se pronunciar, usando apenas a LÓGICA DO RACIOCÍNIO para esclarecer o que significa -DIREITOS IGUAIS- para todos, preferiram ficar na zona de conforto, recebendo apenas cumprimentos, flores e poemas.
DIREITOS IGUAIS
Antes de tudo, quem acompanha o Ponto Crítico é testemunha, que sempre propus que -DIREITOS IGUAIS- deve existir para todos, independente de sexo, cor estado civil, etc. Como tal deve ser aplicado, por exemplo, para a nossa falida PREVIDÊNCIA. Falo da PREVIDÊNCIA porque a reforma proposta foi alvo de protestos em vários pontos do país.
TÁBUA ATUARIAL
Ora, para quem ainda não sabe, a PREVIDÊNCIA de qualquer lugar do mundo, para estabelecer suas regras precisa observar com todo o cuidado o que informa a TÁBUA ATUARIAL, que investiga, cientificamente, a expectativa de vida da população.
SETE ANOS MAIS
Pois, para felicidade geral, no Brasil, segundo informa a nossa TÁBUA ATUARIAL, as mulheres vivem, em média, SETE ANOS mais dos que homens. E mesmo assim, as mulheres se aposentam CINCO ANOS antes do que os homens. Pode?
CINCO ANOS MAIS
Sendo assim, o que se poderia esperar das mulheres inteligentes e preparadas, quanto ao que diz a nossa TÁBUA ATUARIAL? A resposta, de quem exige DIREITOS IGUAIS PARA TODOS seria, no mínimo, que a IDADE PARA SE APOSENTAR deveria ser PARA TODOS (homens e mulheres).
Entretanto, se a resposta fosse baseada no princípio da JUSTIÇA, certamente as mulheres deveriam exigir APOSENTADORIA com IDADE CINCO ANOS maior do que os homens.
GANHAR MENOS?
A propósito, as mulheres que alegam ganhar menos do que os homens sugiro que façam melhor as contas: pesem o quanto representa o custo de poder se aposentar CINCO ANOS ANTES. Somem também outras vantagens, como o período de maternidade. Verão, certamente, que nem sempre ganham menos.