Claudia Piovezan
"Quando nada mais restava diante da tragédia, além do meu abraço"...
Era uma fria manhã do final de junho de 2017, uma terça-feira, quando recebi, ainda em casa, um telefonema de uma colega de trabalho me perguntando se eu poderia atender uma família aflita. Respondi que sim, que já estava de saída e que poderiam me encontrar lá em poucos minutos, já que o assunto parecia urgente.
Logo depois de ter chegado ao gabinete, entram cinco pessoas, três mulheres e dois homens, uma se identifica como mãe e a outra como irmã de um rapaz que havia desaparecido na noite de domingo. Visivelmente abatidas e preocupadas, elas me relataram que na tarde de domingo ele havia jogado voleibol com os amigos e à noite, depois de tomar banho, avisou que estava indo a um bar encontrar um amigo que chegara de São Paulo, mas que não demoraria, tanto que nem levaria o celular.
Acontece que ele não retornou. Na manhã seguinte, a mãe percebeu que ele não voltara, que o celular continuava carregando no quarto, não havia chamadas em seu próprio celular, e isso nunca acontecera. Começaram então a ligar para os amigos, para o patrão, mas ninguém sabia dele. O amigo de São Paulo, que era um dos que estava no meu gabinete, relatou que Sandro resolveu ir embora mais cedo alegando estar cansado, foram até o carro, onde se despediram e depois não soube mais dele.
Diante da situação, já percebi que o caso era grave. A mãe contou que tentara acionar a polícia, mas nem a atenderam alegando que tinha um prazo para reportar desaparecimento e, por isso, ela estava sem saber a quem recorrer.
Tomei as declarações de todos a termo, peguei uma autorização para acessar o conteúdo de celular e imediatamente acionei o Instituto de Criminalística requisitando verbal e documentalmente uma verificação do conteúdo do celular e acionei a Polícia Civil que, prontamente, me atendeu. Encaminhei-os para a Delegacia Operacional e tentei acalmá-los, mesmo sabendo que as probabilidades de final feliz eram pequenas, naquele contexto.
Na saída, dei abraço em todos e fiquei à disposição para atendimentos futuros, se necessário.
A partir daí, o delegado de polícia responsável pelo caso passou a me informar sobre cada passo da investigação. No final daquela tarde, um policial militar me mandou uma mensagem dizendo que haviam encontrado um corpo masculino, nu, enormemente torturado, cuja pele da face havia sido integralmente arrancada, jogado em um meio a um milharal, na zona rural de Londrina. Tudo indicava que era o rapaz desaparecido. Alguns minutos depois, ele me confirmou o reconhecimento pela família.
A partir daí, a polícia civil fez uma competentíssima investigação, identificou um dos autores e rapidamente conseguimos a sua prisão, oportunidade em que confessou detalhadamente o crime bárbaro.
O fato se deu quando o rapaz, ao sair da casa noturna, passou na região central de Londrina, em ponto de prostituição, e pegou um garoto de programa para ir a um motel. Lá, um segundo indivíduo se uniu aos dois e, ambos drogados, resolveram roubar o carro da vítima. Para tanto, ela foi torturada das formas mais bárbaras que se pode imaginar, enrolada em um lençol e transportada no próprio veículo para a zona rural, onde foi desovada.
Já de manhãzinha, um dos latrocidas deixou o carro em um estacionamento e o vendeu para um traficante, que, por sua vez, imediatamente, o vendeu para um receptador de uma cidade vizinha, que veio buscar o carro e o levou para a fronteira do Paraná com o Mato Grosso do Sul e Paraguai, onde o vendeu para um contrabandista de cigarros, tudo no mesmo dia – segunda-feira.
Assim, quando o corpo foi encontrado, todos esses negócios espúrios já haviam se concretizado e o carro estava há centenas de quilômetros de distância. Além do carro, os latrocidas subtraíram o par de tênis novo da vítima e suas roupas. O carro foi trocado por drogas. Após o crime, os bandidos, já sem qualquer laço familiar ou social tamanho envolvimento com drogas e ilícitos, se esconderam em uma mata nos arredores do centro da cidade.
O primeiro a ser preso foi encontrado nesse acampamento/cracolândia, em situação que mais lembrava a um selvagem. Preso, confessou o crime e disse apenas o apelido do comparsa.
Ele foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado, mas com direito a muitos benefícios para sair o mais breve possível da prisão, pois até leitura ou falta de leitura disponível dá direito a redução de pena, sem contar o regime de “prisão estatístico” de tornozeleira eletrônica. segundo latrocida, também preso meses depois, foi condenado a 25 anos de reclusão com direitos a muitos benefícios e paparico bandidólatra.
Em qualquer audiência judicial ou entrevista para a televisão, esses sujeitos aparecerão como “pobres vítimas da sociedade, vítimas das drogas, vítimas de famílias desestruturadas, vítimas da pobreza”, etc… mimimi…, sem que ninguém tenha consultado as famílias, amigos, vizinhos, professores para conhecê-los desde o berço.
Passada a fase processual, ninguém mais quer saber o motivo da prisão, todo o sistema quer encontrar um jeito de colocá-los na rua o mais rápido possível.
A cada passo dessa jornada, eu pensava naquela mãe que morava apenas com aquele filho, que era seu arrimo em todos os sentidos, inclusive, fonte de sustento.
Sabendo então da data e local do velório, vesti-me de coragem e lá fui prestar as minhas condolências para a família e para os amigos. Quando a mãe e a irmã me viram, nos abraçamos e não consegui conter as lágrimas. Nada havia a ser dito. Não tem consolo e não tem explicação. Depois, elas me agradeceram, mas eu nada fizera. Aquele rapaz partira da vida terrena e o único consolo possível seria o espiritual.
A nossa profissão tem muitos espinhos e uma enormidade de frustrações. Saber que se luta do lado certo é o único motivo de orgulho e de consolo, e às vezes, esse consolo só se materializa em um abraço que eu dei.
Nota da Redação do Tribuna Diária, onde este artigo foi publicado originalmente no dia 12/03/2021:
Mais de 60 mil brasileiros morrem todos os anos, vítimas da bandidolatria que se instalou no imaginário ideológico nefasto que eclipsou a nação. Perdemos mais homens e mulheres das nossas forças policiais por ano, no confronto com a bandidagem, do que a Força Expedicionária Brasileira deixou em solo italiano, durante toda a segunda guerra mundial. Nós do Tribuna Diária, não seremos cúmplices desse democídio.
*A autora é Promotora de Justiça do MP/PR em Londrina.e organizadora do livro "O Inquérito do fim do mundo".
PAÍS DAS CRISES
Assim como vários países são reconhecidos por uma ou mais atrações, do tipo que seduz TURISTAS do mundo todo, tanto em busca de LAZER quanto em busca de NEGÓCIOS, o nosso empobrecido Brasil, que por muito tempo surfou na famosa onda do PAÍS DO CARNAVAL e/ou PAÍS DO FUTEBOL, eis que de uns anos para cá passou a ser visto como PAÍS DAS CRISES. Mais: a considerar a quantidade de CRISES PRODUZIDAS, de todos os tipos e tamanhos, a impressão que passa, pela total passividade, é que o povo brasileiro está muito feliz e satisfeito em viver no meio de encrencas.
PARA TODOS OS GOSTOS
Observem que em meio a pesada CRISE DA PANDEMIA DO COVID-19, o Brasil não tira o olho da panela na qual, em fogo brando, vai colocando ingredientes necessários para que a secular CRISE ECONÔMICA ganhe sustância capaz de atender todos os gostos. Pra manter sempre farta a MESA DE CRISES, quase que ao mesmo tempo o Brasil foi obsequiado por uma apimentada CRISE FISCAL, que promete grandes emoções, tanto a curto, quanto a médio e principalmente logo prazos.
DESTAQUE ESPECIAL
A saranda das CRISES é de tal ordem que praticamente todas as instituições resolveram encarar a PRODUÇÃO DE CRISES como se estivessem participando de CONCURSO. Tudo com o interesse de mostrar a maior, a mais interessante e a mais atrativa CRISE aos olhos atentos dos brasileiros e daqueles que têm algum interesse no nosso país. Neste particular, aliás, por mais que todas estejam fazendo o máximo para obter destaque, a instituição que mais tem se destacado, é a Suprema Corte, cujos ministros-produtores de CRISES- não brincam em serviço.
CRISES ESTADUAIS
Ainda que o interesse maior é por CRISES do tipo NACIONAL, inúmeros governadores se inscreveram com o propósito de mostrar o quanto adoram provocar e cultivar CRISES. Neste particular, o governador João Doria, de SP, e o governador Eduardo Leite, do RS estão bem a frente dos demais líderes estaduais. Ambos estão, categoricamente, levando grande vantagem pela ESTUPIDEZ que empregam nos seus nada disfarçados esforços, o que implica em tornar as CRISES ECONÔMICA E FISCAL em algo gigantesco, com direito a quebradeiras generalizadas e problemas mentais de toda a ordem.
CRISE DE GOVERNABILIDADE
Ah, por mais que a troca de presidentes da Câmara e do Senado tenham arrefecido os ânimos e/ou a CRISE DE GOVERNABILIDADE, que simplesmente impediu que o PODER EXECUTIVO conseguisse colocar em prática boa parte daquilo que consta no PLANO DE GOVERNO, a briga por vaidades segue presente com suas forças inexoráveis.
FERVURA
Portanto, dentro deste clima onde a PRODUÇÃO DE CRISES é FARTA, eis que o ministro-petista, Edson Fachin, demonstrando que é fiel escudeiro e admirador confesso do ex-presidente Lula e de suas ideias BOLIVARIANAS, assim do nada, entrou em cena e resolveu ANULAR AS CONDENAÇÕES DE SEU FERVOROSO CHEFE na operação LAVA JATO. Esta atitude, sem a menor ponta dúvida, aumentou a fervura do caldo onde estão sendo cozidas quase todas as CRISES que o Brasil curte com predileção.
Alex Pipkin, PhD
Ontem o Facebook fez-me perder a virgindade, na plataforma.
Postei uma mensagem sobre a gravidade das novas variantes do coronavírus, mas ao mesmo tempo, embasado em informações científicas, apontei à ineficácia do fechamento da economia.
Muitos leram, curtiram e compartilharam.
No entanto, aproximadamente duas horas depois da postagem, uma amiga enviou-me mensagem, perguntando se eu tinha apagado o post - porque estava excelente -, ou se o Facebook havia o apagado.
Bem, depois de quase uma década no Facebook - e praticamente só o utilizo, já que sou ainda "meio analógico" -, pela primeira vez fui "cancelado".
Com todo esse panorama viral, já sentia no osso o que significa perder a liberdade individual, porém, o evento de ontem, fez-me pensar ainda mais sobre o protagonismo de nossa liberdade individual. Sentimos mais na falta!
Será que na democracia do Facebook não existe liberdade de pensamento e de expressão, responsável?
Tomara que eu esteja enganado. O fato é que fiquei incrédulo; honestamente não sei quais foram os termos de uso do Facebook que eventualmente violei.
O que tenho convicção e firmeza, é de que não espalhei notícias falsas tampouco fiz discurso de ódio.
Será que foi por eu dizer simplesmente aquilo que penso, embasado em estudo e em dados científicos? Qual seria o eventual temor que dispõem para cancelar meu singelo post? Não sei.
O que sei bem, é que à liberdade de pensamento e de expressão são uns dos mandamentos mais virtuosos que possuímos.
A primeira vez a gente nunca esquece! Surpreendente. Foi uma loucura!
Nunca pensei seriamente que alguém desta plataforma pudesse apontar o dedo na minha cara, afirmando que não sou racional o suficiente para escrever aquilo que penso e que, portanto, não possuo discernimento e responsabilidade para expressar-me.
E isso pode ser muito mais do que tragicômico, pode ser censura.
Não sou perfeito - ainda bem -, contudo, considero-me um homem, branco, hétero, íntegro e responsável, sempre buscando opinar sobre os fatos com embasamento teórico, com ideias e com argumentos que me deixam deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo; não tenho nada a temer.
Sinto que o Facebook tem se transformado numa espécie de STF virtual, ou seja, um árbitro da "verdade", daquilo que pode ou não ser escrito.
Evidente que como uma empresa privada pode fazer o que quiser, entretanto, com base no meu caso pontual, posso atestar que os critérios utilizados para meu "cancelamento", parecem-me, no mínimo, arbitrários.
Se eu estiver certo, a porta do Facebook encontra-se escancarada para a entrada da indesejada seletividade.
Foi a primeira vez, não foi bom; veremos o que seguirá.
Mas para o bem da sagrada liberdade, espero que nenhuma das plataformas das redes sociais se transformem na orwelliana "Polícia do Pensamento"!
Samir Keedi
O que temos visto no país, nos últimos anos, em especial desde 2019, é simplesmente aterrador, inacreditável, irresponsável. Acontecimentos únicos em nossa história. Está certo que não temos uma bela história republicana.
Mas, deveríamos ter algo compatível com a beleza física do país. E que se assemelhe com as condições naturais do Brasil. Que, como já temos dito e escrito, é inigualável, com tudo que temos. Com todas as condições de ser o melhor país do mundo, de todos os tempos.
Podemos dizer que o país enlouqueceu, literalmente. E ficamos em dúvidas em classificar quem enlouqueceu mais. Quem comandou este enlouquecimento. Nossos políticos? O Congresso? Nosso "Judasciário"? Governadores e prefeitos? A extrema imprensa, que não existe mais no país? Ou foi o povo?
Provavelmente ter-se-á as mais diversas opiniões sobre esse assunto. E, naturalmente, até, que quem enlouqueceu foi este colunista por não ver a maravilha de país que temos tido com as Instituições subvertidas.
A pandemia do Coronavirus uniu todos os habitantes de cada país no mundo para a luta contra a Covid 19. E no Brasil, todos sabem. Todos também se uniram. Mas, claro, contra a vida, contra a economia, que é mais vida que qualquer outra coisa. Tudo pela boa saúde do Coronavirus e pela Covid 19.
Quando se vê quantos recursos foram destinados à doença, para governadores e prefeitos, para a melhoria da situação, todos sabem o que tivemos. Compras de respiradores por preços várias vezes maiores que o real. Grandes diferenças entre os estados. E nem todos foram entregues. Só para falar sobre eles. E, dinheiro desnecessário ser dado pela União, considerando que temos a maior carga tributária do planeta em termos relativos.
A montagem de hospitais de campanha, e seu desmonte prematuro, com gastos de recursos suficientes para construir hospitais. Afora hospitais abandonados, não inaugurados, com equipamentos comprados e se perdendo.
A conclusão que se tira disso é óbvia e simples. Tudo contra a vida e pela destruição do país. O que se fez pelos governos de 1995 a 2018 não foi suficiente. É preciso agora, pela doença, terminar o trabalho.
Ninguém mais duvida disso. Tudo pelo poder. Para destruir o único governo honesto que temos em décadas. E pelo que jamais deu certo no mundo. Por isso que sempre dissemos, se Marx nunca tivesse nascido, o mundo não seria perfeito, mas, infinitamente melhor.
Certamente ninguém duvida do que está em andamento. É só ver a politicagem que se tem realizado. Não há uma só atitude que combine com a ciência e a vida. Nenhuma.
A vida não é só doença. É também trabalho, negócio, ganho, alimentação. O restante nem é preciso mencionar. Numa palavra, dignidade.
E o que fazem pelo poder é simples. Se o vírus gosta de aglomeração, ótimo, reduzir o tempo de funcionamento de shoppings Centers é excelente medida. Igualmente de restaurantes, tempo reduzido, igual aglomeração. E viva o vírus.
Aglomeração ajuda a matar? Então vamos reduzir a quantidade de ônibus. Não vamos aumentar a quantidade de trens e metrôs. Faça-se rodízio suplementar de veículos. Reduzam o horário dos bancos, assim provoca-se aglomeração. Estender o horário de todos os estabelecimentos e dos bancos é ser contra o vírus. Não pode, coitado.
Com o comércio fechado, não se trabalha, a dependência aumenta. Quebremos todos os negócios do país, ou a maioria. O domínio fica fácil, na palma da mão.
Vamos fechar os parques e as praias, onde se tem ar abundante. Vamos encarcerar todos em casa, assim, respiram ar viciado. Misturamos jovens com idosos, e fica perfeito.
É a luta contra a ciência e a vida. Este país é único no planeta. Aliás, corroborando o que nossos amigos, conhecidos, alunos, nos vêem escrever e falar sempre, que este país não faz parte da Via Láctea.
Mas, quem terá mesmo enlouquecido? Os que disseram este escritor acertaram. Não sozinho obviamente. Com todo o povo.
212 milhões de brasileiros enlouqueceram. Na realidade um pouco menos, tirando-se algumas dezenas de milhares de políticos, julgadores, imprensa sem cérebro, etc.
Sim, exatamente isso. Quem enlouqueceu fomos nós. E que ninguém duvide. Pare, pense, faça uma reflexão sobre tudo que aconteceu neste país de 1995 a 2018. E, de 2019 até 2021.
O país está quebrado, não tem dinheiro para nada. Uma dívida interna da União absolutamente impagável, de 94% do produto interno bruto - PIB. E com o governo federal, mesmo afastado de quase tudo pelo judasciário, em que não tem mais como governar, sendo determinado a pagar tudo, sem dinheiro para nada, e com a dívida crescendo.
Povo, um recadinho. Não reclamemos da nossa situação daqui 5-10 anos, se estamos concordando com tudo.
Mas, agora temos um alento, e devemos continuar acreditando no brasileiro. O ministro Fachin acaba de nos dar uma grande esperança, revoltando os brasileiros de bem, anulando todas as sentenças contra o ex-presidente que ajudou a deixar a vida de cada um como está. Pense nisso! Judiciário, continue nos ajudando, nos revoltando.
Samir Keedi - ske consultoria ltda
Harley Wanzeller
Ó pátria amada, idolatrada
Vilipendiada
Atacada por matilhas famintas
À caça de presas dóceis e inúteis
Acéfalas e entorpecidas
Que logo perdem a doçura
Ganham utilidade pelo toque suave das mãos de Midas
E se juntam ao promíscuo banquete dourado da corrupção.
Ó pátria amada, idolatrada
Saqueada
Assaltada pela ignorância do próprio povo
Que enaltece a vigarice de analfabetos fúteis
E despreza a genialidade de cultos e letrados
Que difama da polícia aos magistrados
Só para ver livre o "Barrabás"
Enquanto jaz em casa um trabalhador de bem
Trancafiado como animal em jaula
Vendendo a liberdade para comprar a "paz".
Ó pátria amada, idolatrada
Tripudiada
Com o lábaro manchado de vermelho sangue
Tingido pelas feridas abertas do teu povo sofrido
Enganado
Estuprado por covardes cegos e pútridos
Imundos abutres que retiram o pão do faminto
O cobertor do desvalido
A dignidade do cidadão, tratado como cão
Acaso pertencem à espécie daquela matilha?
Claro que não!
São pessoas de bem
Enganadas pelo estômago e pelas telas coloridas
Pelos pagodes e modinhas
Simulacros das "rodinhas de playboys"
Sonhos de consumo de pobres coitados
Só lhes restam as dores das feridas e dos calos
Melhor a anestesia do fim de semana
"Garçon, desce mais uma pra afogar a mágoa, porque hoje é domingo!"
Eis, então, que a matilha comemora a segunda!
Tudo como dantes
"Viva" nossa democracia!
A sangria continua...
Semana da Pátria, 7 de setembro de 2017
Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
REGISTRO
Antes de tudo um registro: da mesma forma como uma enorme parcela da população brasileira confesso que fiquei fortemente ABALADO, ainda que nada surpreso, com a decisão MONOCRÁTICA proferida pelo ideológico ministro-petista do STF, Edson Facchin, que tornou INVÁLIDO todo o processo de julgamento do ex-presidente Lula, tido e havido, com provas exuberantes, como BANDIDO NÚMERO 1 do nosso empobrecido Brasil.
DESISTIR, JAMAIS
Feito o REGISTRO, o que cabe agora aos brasileiros que nunca desistem dos ideais de DECÊNCIA, ÉTICA e JUSTIÇA, é buscar FORÇAS para poder suportar os constantes e terríveis reveses que são proporcionados a todo momento pelos ideológicos ministros do STF. Não temos outra opção, meus caros seguidores, além de continuar lutando por dias e situações melhores para o nosso Brasil. Portanto, por mais ABALADOS E REVOLTADOS que estejamos, com total razão, jamais podemos pensar em entregar os pontos.
COMPETÊNCIA E MÉRITO
A rigor, ainda que soe como um certo consolo temporário, vale lembrar que o BANDIDO LULA, por ora, não foi INOCENTADO de seus inúmeros e terríveis CRIMES, ainda que seja esta a clara INTENÇÃO do ministro-petista Edson Facchin. O que realmente aconteceu, coisa que diminui nem um pouco a INDIGNAÇÃO E A REVOLTA com a decisão tomada pelo ministro canhoto, foi a ANULAÇÃO no que diz respeito à COMPETÊNCIA PROCESSUAL. Ou seja, a esperta decisão não atinge o MÉRITO, pois admite que todo o processo, se alguém tiver estômago para tanto, pode ser reiniciado da estaca ZERO. Que tal?
JUÍZES, DESEMBARGADORES E MINISTROS HUMILHADOS
O que mais preocupa é que desta vez todas as INSTÂNCIAS, exceto a última (que decide tudo ao seu bel prazer e não ao que manda a lei), foram ostensivamente HUMILHADAS, DESCONSIDERADAS e tornadas INCOMPETENTES perante a opinião pública, quer dos entendidos em leis quer dos que querem e defendem um mínimo de JUSTÇA. O ministro-petista Facchin deixou muito claro que os juízes da PRIMEIRA INSTÂNCIA são imbecis; os desembargadores da SEGUNDA INSTÂNCIA, idem; e os ministros do STJ, que ocupam a TERCEIRA INSTÂNCIA nada sabem de JUSTIÇA E MUITO MENOS DE LEIS. Pode?
O QUE PODE SER FEITO
Como a encrenca parece nunca ter fim, pois tudo que é decido pela Corte Suprema depende da lua, dos mares, dos planetas e, principalmente, daquilo que José Dirceu manda, o que pode ser feito, pela via democrática, é: 1- o uso do artigo 142 da Constituição Federal; ou, 2- a aprovação, no Senado, da PEC DA BENGALA, reduzindo a idade de aposentadoria compulsória, que no meu entender deveria ser de 40 ANOS e não 70, como muitos querem. E mesmo assim é preciso definir critérios para nomeação daqueles que vão compor o STF, pois as últimas escolhas ATESTAM que os ocupantes não tem apreço por JUSTIÇA.
VOCÊ DECIDE!
Ah, para concluir, nunca devemos esquecer que entre os presidenciáveis para as eleições do próximo ano, 2022, só existem duas forças: BOLSONARO E LULA. Ainda que Lula não queira se candidatar, o que é pouco provável, ele vai fazer de tudo para ajudar seu escolhido a vencer o pleito. Isto significa, claramente, que quem não gosta da FORMA como Bolsonaro trata dos mais variados temas, não tem outra escolha senão ele ou Lula (ou quem ele vai indicar). De novo: a CRISE DE LIDERANÇAS nos obriga a entender que só temos apenas estas duas alternativas. Você decide!