• Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 17 Março 2021

Gilberto Simões Pires

30 ANOS DE GOVERNOS DE CENTRO ESQUERDA

Mesmo sabendo que a turma da esquerda, com o apoio irrestrito e comprometido de grande parte da mídia, sempre fará uso da velha e poderosa NARRATIVA que tem como propósito confundir as mentes dos pobres brasileiros, cujos cérebros foram brutalmente mutilados pelo ENSINO -BOLIVARIANO- defendido e desenvolvido, por décadas, pelo patrono Paulo Freire, ainda assim me proponho a mostrar com NÚMEROS INCONTESTÁVEIS, o que, de fato, restou ao nosso empobrecido Brasil após 30 ANOS de governos de CENTRO-ESQUERDA.  

 EDUCAÇÃO

Começando pela EDUCAÇÃO, quem fornece os resultados pífios são os números do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Aluno). Uma simples olhada é o suficiente para perceber o tamanho da tragédia: o Brasil foi parar, e se manter, com galhardia, nas últimas posições do ranking mundial.

 JUROS ALTOS E DESINDUSTRIALIZAÇÃO

No tocante aos JUROS, a taxa Selic se manteve sempre em níveis altíssimos, o que levou as DESPESAS FINANCEIRAS ao primeiríssimo lugar no item -GASTOS PÚBLICOS- informados através da EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO. Além disso, o nosso empobrecido país foi vítima de um lamentável processo de DESINDUSTRIALIZAÇÃO que durou muitos anos. 

 ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO E ESTATAIS

No quesito CORRUPÇÃO, aí os números já identificam o tamanho da encrenca que se transformou em MARCA REGISTRADA dos governos de CENTRO-ESQUERDA. Mais: as ESTATAIS serviram de modelo e um ótimo motivo para roubalheiras de todo tipo e tamanho, daí o interesse em aumentar ainda mais o número de ESTATAIS ao longo do período. 

 PIB ESTAGNADO

No tocante ao PIB, os números mostram que a economia brasileira ficou praticamente ESTAGNADA. E não raro apresentou índices de RECESSÃO. Isto é a prova provada do quanto a MATRIZ BOLIVARIANA foi desastrosa para o país. Acrescente-se aí, para enorme desespero daqueles que têm algum discernimento, que em meio a uma clara ESTAGNAÇÃO, as DESPESAS DE PESSOAL - ATIVOS E INATIVOS seguiram crescendo ano após ano, sem parar. 

 TRANSFERÊNCIA DE RENDA DO SETOR PRIVADO PARA O SETOR PÚBLICO

SÍNTESE: enquanto a parte da sociedade que FAZ O PRODUTO teve a RENDA PER CAPITA reduzida (-0,8% na última década), a RENDA DOS SERVIDORES PÚBLICOS, cuja DESPESA JÁ É A MAIOR DE TODOS OS GASTOS PÚBLICOS, aumentou fortemente. Uma inquestionável TRANSFERÊNCIA DE RENDA do setor privado para o setor público.

Pois, mesmo diante destas provas incontestáveis, há quem critique, e impeça, com grande ferocidade, a política LIBERAL-DEMOCRÁTICA que o atual governo pretende desenvolver. Mais: ao invés de criticar os equívocos batem com força arrasadora nos acertos. Pode? 

Continue lendo
  • Claudia Piovezan
  • 15 Março 2021

Claudia Piovezan

"Quando nada mais restava diante da tragédia, além do meu abraço"...

 Era uma fria manhã do final de junho de 2017, uma terça-feira, quando recebi, ainda em casa, um telefonema de uma colega de trabalho me perguntando se eu poderia atender uma família aflita. Respondi que sim, que já estava de saída e que poderiam me encontrar lá em poucos minutos, já que o assunto parecia urgente.

Logo depois de ter chegado ao gabinete, entram cinco pessoas, três mulheres e dois homens, uma se identifica como mãe e a outra como irmã de um rapaz que havia desaparecido na noite de domingo. Visivelmente abatidas e preocupadas, elas me relataram que na tarde de domingo ele havia jogado voleibol com os amigos e à noite, depois de tomar banho, avisou que estava indo a um bar encontrar um amigo que chegara de São Paulo, mas que não demoraria, tanto que nem levaria o celular.

Acontece que ele não retornou. Na manhã seguinte, a mãe percebeu que ele não voltara, que o celular continuava carregando no quarto, não havia chamadas em seu próprio celular, e isso nunca acontecera. Começaram então a ligar para os amigos, para o patrão, mas ninguém sabia dele. O amigo de São Paulo, que era um dos que estava no meu gabinete, relatou que Sandro resolveu ir embora mais cedo alegando estar cansado, foram até o carro, onde se despediram e depois não soube mais dele.

Diante da situação, já percebi que o caso era grave. A mãe contou que tentara acionar a polícia, mas nem a atenderam alegando que tinha um prazo para reportar desaparecimento e, por isso, ela estava sem saber a quem recorrer.

Tomei as declarações de todos a termo, peguei uma autorização para acessar o conteúdo de celular e imediatamente acionei o Instituto de Criminalística requisitando verbal e documentalmente uma verificação do conteúdo do celular e acionei a Polícia Civil que, prontamente, me atendeu. Encaminhei-os para a Delegacia Operacional e tentei acalmá-los, mesmo sabendo que as probabilidades de final feliz eram pequenas, naquele contexto.

Na saída, dei abraço em todos e fiquei à disposição para atendimentos futuros, se necessário.

A partir daí, o delegado de polícia responsável pelo caso passou a me informar sobre cada passo da investigação. No final daquela tarde, um policial militar me mandou uma mensagem dizendo que haviam encontrado um corpo masculino, nu, enormemente torturado, cuja pele da face havia sido integralmente arrancada, jogado em um meio a um milharal, na zona rural de Londrina. Tudo indicava que era o rapaz desaparecido. Alguns minutos depois, ele me confirmou o reconhecimento pela família.

A partir daí, a polícia civil fez uma competentíssima investigação, identificou um dos autores e rapidamente conseguimos a sua prisão, oportunidade em que confessou detalhadamente o crime bárbaro.

O fato se deu quando o rapaz, ao sair da casa noturna, passou na região central de Londrina, em ponto de prostituição, e pegou um garoto de programa para ir a um motel. Lá, um segundo indivíduo se uniu aos dois e, ambos drogados, resolveram roubar o carro da vítima. Para tanto, ela foi torturada das formas mais bárbaras que se pode imaginar, enrolada em um lençol e transportada no próprio veículo para a zona rural, onde foi desovada.

Já de manhãzinha, um dos latrocidas deixou o carro em um estacionamento e o vendeu para um traficante, que, por sua vez, imediatamente, o vendeu para um receptador de uma cidade vizinha, que veio buscar o carro e o levou para a fronteira do Paraná com o Mato Grosso do Sul e Paraguai, onde o vendeu para um contrabandista de cigarros, tudo no mesmo dia – segunda-feira. 

Assim, quando o corpo foi encontrado, todos esses negócios espúrios já haviam se concretizado e o carro estava há centenas de quilômetros de distância. Além do carro, os latrocidas subtraíram o par de tênis novo da vítima e suas roupas. O carro foi trocado por drogas. Após o crime, os bandidos, já sem qualquer laço familiar ou social tamanho envolvimento com drogas e ilícitos, se esconderam em uma mata nos arredores do centro da cidade.

O primeiro a ser preso foi encontrado nesse acampamento/cracolândia, em situação que mais lembrava a um selvagem. Preso, confessou o crime e disse apenas o apelido do comparsa.

Ele foi condenado a 26 anos de prisão em regime fechado, mas com direito a muitos benefícios para sair o mais breve possível da prisão, pois até leitura ou falta de leitura disponível dá direito a redução de pena, sem contar o regime de “prisão estatístico” de tornozeleira eletrônica. segundo latrocida, também preso meses depois, foi condenado a 25 anos de reclusão com direitos a muitos benefícios e paparico bandidólatra.

Em qualquer audiência judicial ou entrevista para a televisão, esses sujeitos aparecerão como “pobres vítimas da sociedade, vítimas das drogas, vítimas de famílias desestruturadas, vítimas da pobreza”, etc… mimimi…, sem que ninguém tenha consultado as famílias, amigos, vizinhos, professores para conhecê-los desde o berço.

Passada a fase processual, ninguém mais quer saber o motivo da prisão, todo o sistema quer encontrar um jeito de colocá-los na rua o mais rápido possível.

A cada passo dessa jornada, eu pensava naquela mãe que morava apenas com aquele filho, que era seu arrimo em todos os sentidos, inclusive, fonte de sustento.

Sabendo então da data e local do velório, vesti-me de coragem e lá fui prestar as minhas condolências para a família e para os amigos. Quando a mãe e a irmã me viram, nos abraçamos e não consegui conter as lágrimas. Nada havia a ser dito. Não tem consolo e não tem explicação. Depois, elas me agradeceram, mas eu nada fizera. Aquele rapaz partira da vida terrena e o único consolo possível seria o espiritual.

A nossa profissão tem muitos espinhos e uma enormidade de frustrações. Saber que se luta do lado certo é o único motivo de orgulho e de consolo, e às vezes, esse consolo só se materializa em um abraço que eu dei.

Nota da Redação do Tribuna Diária, onde este artigo foi publicado originalmente no dia 12/03/2021:

Mais de 60 mil brasileiros morrem todos os anos, vítimas da bandidolatria que se instalou no imaginário ideológico nefasto que eclipsou a nação. Perdemos mais homens e mulheres das nossas forças policiais por ano, no confronto com a bandidagem, do que a Força Expedicionária Brasileira deixou em solo italiano, durante toda a segunda guerra mundial. Nós do Tribuna Diária, não seremos cúmplices desse democídio.

*A autora é Promotora de Justiça do MP/PR em Londrina.e organizadora do livro "O Inquérito do fim do mundo".

 

Continue lendo
  • Gilberto Simões Pires, em Ponto Crítico
  • 14 Março 2021

PAÍS DAS CRISES

Assim como vários países são reconhecidos por uma ou mais atrações, do tipo que seduz TURISTAS do mundo todo, tanto em busca de LAZER quanto em busca de NEGÓCIOS, o nosso empobrecido Brasil, que por muito tempo surfou na famosa onda do PAÍS DO CARNAVAL e/ou PAÍS DO FUTEBOL, eis que de uns anos para cá passou a ser visto como PAÍS DAS CRISES. Mais: a considerar a quantidade de CRISES PRODUZIDAS, de todos os tipos e tamanhos, a impressão que passa, pela total passividade, é que o povo brasileiro está muito feliz e satisfeito em viver no meio de encrencas.

 PARA TODOS OS GOSTOS

Observem que em meio a pesada CRISE DA PANDEMIA DO COVID-19, o Brasil não tira o olho da panela na qual, em fogo brando, vai colocando ingredientes necessários para que a secular CRISE ECONÔMICA ganhe sustância capaz de atender todos os gostos. Pra manter sempre farta a MESA DE CRISES, quase que ao mesmo tempo o Brasil foi obsequiado por uma apimentada CRISE FISCAL, que promete grandes emoções, tanto a curto, quanto a médio e principalmente logo prazos. 

 DESTAQUE ESPECIAL

A saranda das CRISES é de tal ordem que praticamente todas as instituições resolveram encarar a PRODUÇÃO DE CRISES como se estivessem participando de CONCURSO. Tudo com o interesse de mostrar a maior, a mais interessante e a mais atrativa CRISE aos olhos atentos dos brasileiros e daqueles que têm algum interesse no nosso país. Neste particular, aliás, por mais que todas estejam fazendo o máximo para obter destaque, a instituição que mais tem se destacado, é a Suprema Corte, cujos ministros-produtores de CRISES- não brincam em serviço. 

 CRISES ESTADUAIS

Ainda que o interesse maior é por CRISES do tipo NACIONAL, inúmeros governadores se inscreveram com o propósito de mostrar o quanto adoram provocar e cultivar CRISES. Neste particular, o governador João Doria, de SP, e o governador Eduardo Leite, do RS estão bem a frente dos demais líderes estaduais. Ambos estão, categoricamente, levando grande vantagem pela ESTUPIDEZ que empregam nos seus nada disfarçados esforços, o que implica em tornar as CRISES ECONÔMICA E FISCAL em algo gigantesco, com direito a quebradeiras generalizadas e problemas mentais de toda a ordem. 

 CRISE DE GOVERNABILIDADE

Ah, por mais que a troca de presidentes da Câmara e do Senado tenham arrefecido os ânimos e/ou a CRISE DE GOVERNABILIDADE, que simplesmente impediu que o PODER EXECUTIVO conseguisse colocar em prática boa parte daquilo que consta no PLANO DE GOVERNO, a briga por vaidades segue presente com suas forças inexoráveis. 

 FERVURA

Portanto, dentro deste clima onde a PRODUÇÃO DE CRISES é FARTA, eis que o ministro-petista, Edson Fachin, demonstrando que é fiel escudeiro e admirador confesso do ex-presidente Lula e de suas ideias BOLIVARIANAS, assim do nada, entrou em cena e resolveu ANULAR AS CONDENAÇÕES DE SEU FERVOROSO CHEFE na operação LAVA JATO. Esta atitude, sem a menor ponta dúvida, aumentou a fervura do caldo onde estão sendo cozidas quase todas as CRISES que o Brasil curte com predileção. 

 

Continue lendo
  • Alex Pipkin, PhD
  • 12 Março 2021


Alex Pipkin, PhD

Ontem o Facebook fez-me perder a virgindade, na plataforma.

Postei uma mensagem sobre a gravidade das novas variantes do coronavírus, mas ao mesmo tempo, embasado em informações científicas, apontei à ineficácia do fechamento da economia.

Muitos leram, curtiram e compartilharam.

No entanto, aproximadamente duas horas depois da postagem, uma amiga enviou-me mensagem, perguntando se eu tinha apagado o post - porque estava excelente -, ou se o Facebook havia o apagado.

Bem, depois de quase uma década no Facebook - e praticamente só o utilizo, já que sou ainda "meio analógico" -, pela primeira vez fui "cancelado".

Com todo esse panorama viral, já sentia no osso o que significa perder a liberdade individual, porém, o evento de ontem, fez-me pensar ainda mais sobre o protagonismo de nossa liberdade individual. Sentimos mais na falta!

Será que na democracia do Facebook não existe liberdade de pensamento e de expressão, responsável?

Tomara que eu esteja enganado. O fato é que fiquei incrédulo; honestamente não sei quais foram os termos de uso do Facebook que eventualmente violei.

O que tenho convicção e firmeza, é de que não espalhei notícias falsas tampouco fiz discurso de ódio.

Será que foi por eu dizer simplesmente aquilo que penso, embasado em estudo e em dados científicos? Qual seria o eventual temor que dispõem para cancelar meu singelo post? Não sei.

O que sei bem, é que à liberdade de pensamento e de expressão são uns dos mandamentos mais virtuosos que possuímos.

A primeira vez a gente nunca esquece! Surpreendente. Foi uma loucura!

Nunca pensei seriamente que alguém desta plataforma pudesse apontar o dedo na minha cara, afirmando que não sou racional o suficiente para escrever aquilo que penso e que, portanto, não possuo discernimento e responsabilidade para expressar-me.

E isso pode ser muito mais do que tragicômico, pode ser censura.
Não sou perfeito - ainda bem -, contudo, considero-me um homem, branco, hétero, íntegro e responsável, sempre buscando opinar sobre os fatos com embasamento teórico, com ideias e com argumentos que me deixam deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo; não tenho nada a temer.

Sinto que o Facebook tem se transformado numa espécie de STF virtual, ou seja, um árbitro da "verdade", daquilo que pode ou não ser escrito.

Evidente que como uma empresa privada pode fazer o que quiser, entretanto, com base no meu caso pontual, posso atestar que os critérios utilizados para meu "cancelamento", parecem-me, no mínimo, arbitrários.

Se eu estiver certo, a porta do Facebook encontra-se escancarada para a entrada da indesejada seletividade.

Foi a primeira vez, não foi bom; veremos o que seguirá.

Mas para o bem da sagrada liberdade, espero que nenhuma das plataformas das redes sociais se transformem na orwelliana "Polícia do Pensamento"!

 

Continue lendo
  • Samir Keedi
  • 10 Março 2021

 

Samir Keedi

O que temos visto no país, nos últimos anos, em especial desde 2019, é simplesmente aterrador, inacreditável, irresponsável. Acontecimentos únicos em nossa história. Está certo que não temos uma bela história republicana.

 Mas, deveríamos ter algo compatível com a beleza física do país. E que se assemelhe com as condições naturais do Brasil. Que, como já temos dito e escrito, é inigualável, com tudo que temos. Com todas as condições de ser o melhor país do mundo, de todos os tempos.

 Podemos dizer que o país enlouqueceu, literalmente. E ficamos em dúvidas em classificar quem enlouqueceu mais. Quem comandou este enlouquecimento. Nossos políticos? O Congresso? Nosso "Judasciário"? Governadores e prefeitos? A extrema imprensa, que não existe mais no país? Ou foi o povo?

 Provavelmente ter-se-á as mais diversas opiniões sobre esse assunto. E, naturalmente, até, que quem enlouqueceu foi este colunista por não ver a maravilha de país que temos tido com as Instituições subvertidas.

 A pandemia do Coronavirus uniu todos os habitantes de cada país no mundo para a luta contra a Covid 19. E no Brasil, todos sabem. Todos também se uniram. Mas, claro, contra a vida, contra a economia, que é mais vida que qualquer outra coisa. Tudo pela boa saúde do Coronavirus e pela Covid 19.

 Quando se vê quantos recursos foram destinados à doença, para governadores e prefeitos, para a melhoria da situação, todos sabem o que tivemos. Compras de respiradores por preços várias vezes maiores que o real. Grandes diferenças entre os estados. E nem todos foram entregues. Só para falar sobre eles. E, dinheiro desnecessário ser dado pela União, considerando que temos a maior carga tributária do planeta em termos relativos.

 A montagem de hospitais de campanha, e seu desmonte prematuro, com gastos de recursos suficientes para construir hospitais. Afora hospitais abandonados, não inaugurados, com equipamentos comprados e se perdendo.

 A conclusão que se tira disso é óbvia e simples. Tudo contra a vida e pela destruição do país. O que se fez pelos governos de 1995 a 2018 não foi suficiente. É preciso agora, pela doença, terminar o trabalho.

 Ninguém mais duvida disso. Tudo pelo poder. Para destruir o único governo honesto que temos em décadas. E pelo que jamais deu certo no mundo. Por isso que sempre dissemos, se Marx nunca tivesse nascido, o mundo não seria perfeito, mas, infinitamente melhor.

 Certamente ninguém duvida do que está em andamento. É só ver a politicagem que se tem realizado. Não há uma só atitude que combine com a ciência e a vida. Nenhuma.

 A vida não é só doença. É também trabalho, negócio, ganho, alimentação. O restante nem é preciso mencionar. Numa palavra, dignidade.

 E o que fazem pelo poder é simples. Se o vírus gosta de aglomeração, ótimo, reduzir o tempo de funcionamento de shoppings Centers é excelente medida. Igualmente de restaurantes, tempo reduzido, igual aglomeração. E viva o vírus.

 Aglomeração ajuda a matar? Então vamos reduzir a quantidade de ônibus. Não vamos aumentar a quantidade de trens e metrôs. Faça-se rodízio suplementar de veículos. Reduzam o horário dos bancos, assim provoca-se aglomeração. Estender o horário de todos os estabelecimentos e dos bancos é ser contra o vírus. Não pode, coitado.

 Com o comércio fechado, não se trabalha, a dependência aumenta. Quebremos todos os negócios do país, ou a maioria. O domínio fica fácil, na palma da mão.

 Vamos fechar os parques e as praias, onde se tem ar abundante. Vamos encarcerar todos em casa, assim, respiram ar viciado. Misturamos jovens com idosos, e fica perfeito.

 É a luta contra a ciência e a vida. Este país é único no planeta. Aliás, corroborando o que nossos amigos, conhecidos, alunos, nos vêem escrever e falar sempre, que este país não faz parte da Via Láctea.

 Mas, quem terá mesmo enlouquecido? Os que disseram este escritor acertaram. Não sozinho obviamente. Com todo o povo.

 212 milhões de brasileiros enlouqueceram. Na realidade um pouco menos, tirando-se algumas dezenas de milhares de políticos, julgadores, imprensa sem cérebro, etc.

 Sim, exatamente isso. Quem enlouqueceu fomos nós. E que ninguém duvide. Pare, pense, faça uma reflexão sobre tudo que aconteceu neste país de 1995 a 2018. E, de 2019 até 2021.

 O país está quebrado, não tem dinheiro para nada. Uma dívida interna da União absolutamente impagável, de 94% do produto interno bruto - PIB. E com o governo federal, mesmo afastado de quase tudo pelo judasciário, em que não tem mais como governar, sendo determinado a pagar tudo, sem dinheiro para nada, e com a dívida crescendo.

 Povo, um recadinho. Não reclamemos da nossa situação daqui 5-10 anos, se estamos concordando com tudo.

 Mas, agora temos um alento, e devemos continuar acreditando no brasileiro. O ministro Fachin acaba de nos dar uma grande esperança, revoltando os brasileiros de bem, anulando todas as sentenças contra o ex-presidente que ajudou a deixar a vida de cada um como está. Pense nisso! Judiciário, continue nos ajudando, nos revoltando.

Samir Keedi - ske consultoria ltda

 

Continue lendo
  • Harley Wanzeller
  • 09 Março 2021

 

Harley Wanzeller

  

Ó pátria amada, idolatrada 

Vilipendiada 

Atacada por matilhas famintas

À caça de presas dóceis e inúteis

Acéfalas e entorpecidas

Que logo perdem a doçura 

Ganham utilidade pelo toque suave das mãos de Midas 

E se juntam ao promíscuo banquete dourado da corrupção.

 

Ó pátria amada, idolatrada

Saqueada

Assaltada pela ignorância do próprio povo

Que enaltece a vigarice de analfabetos fúteis 

E despreza a genialidade de cultos e letrados 

Que difama da polícia aos magistrados

Só para ver livre o "Barrabás"

Enquanto jaz em casa um trabalhador de bem

Trancafiado como animal em jaula

Vendendo a liberdade para comprar a "paz".

 

Ó pátria amada, idolatrada

Tripudiada 

Com o lábaro manchado de vermelho sangue

Tingido pelas feridas abertas do teu povo sofrido

Enganado

Estuprado por covardes cegos e pútridos

Imundos abutres que retiram o pão do faminto

O cobertor do desvalido

A dignidade do cidadão, tratado como cão

Acaso pertencem à espécie daquela matilha?

Claro que não!

 

São pessoas de bem 

Enganadas pelo estômago e pelas telas coloridas 

Pelos pagodes e modinhas

Simulacros das "rodinhas de playboys"

Sonhos de consumo de pobres coitados

Só lhes restam as dores das feridas e dos calos

Melhor a anestesia do fim de semana

"Garçon, desce mais uma pra afogar a mágoa, porque hoje é domingo!"

Eis, então, que a matilha comemora a segunda!

Tudo como dantes

"Viva" nossa democracia! 

A sangria continua...

 

Semana da Pátria, 7 de setembro de 2017

Continue lendo